Baixinho lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Flamengo a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Emerson Royal e o Flamengo acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Flamengo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Giorgian De Arrascaeta esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
14 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Atlético Mineiro defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Flamengo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
32 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Flamengo perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É o nome de todas as colunas e de todos os programas, e isso pesa em qualquer idade. Há futebolistas que crescem ali dentro e outros que se apagam sem ruído.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Flamengo pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Jogo17/04/2027
Ninguém quer jogar contra o Flamengo neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flamengo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Pedro. 2‑1 sobre o Vasco da Gama, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Thiago Soares está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Luís Soares está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Baixinho passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.