Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Textilschik ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Textilschik, e não vai ser retirado.
Não pode pagar-se um valor por ninguém, precise o plantel do que precisar. Todos os rumores sobre este clube até o embargo ser levantado são rumores sobre um negócio que não se pode fazer.
Acima do limite que o banco impôs, que é a linha entre um clube financiado e um clube em apuros. $5.0M é agora o número com que todas as conversas sobre este clube vão começar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Andrey Yevdokimov assinar alguma coisa — um contrato no Textilschik ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Vladimir Baranov está nela.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Textilschik podem fingir não ter ouvido.
O Textilschik perguntou e o Kaluga disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Ilja Klementjev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Uma sondagem ao Amkar para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Disseram uma coisa a Dmitriy Yershov e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Textilschik sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Textilschik está a esgotar-se.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Textilschik podem fingir não ter ouvido.
Plantel21/01/2030
Palavras no treino do Textilschik sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrey Yevdokimov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel21/01/2030
Arseny Abramov sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Maxim Polyakov está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Textilschik sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O Textilschik fez saber ao mercado que Roman Yermolin está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Em resumo
JogoO futebol europeu está ao alcance do Textilschik
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Textilschik, e não vai ser retirado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Textilschik já falam dele no passado.
Plantel14/01/2030
Andrey Yevdokimov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Textilschik sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Vladimir Baranov está nela.
Faltam 7 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Textilschik pode pedir e sobe o salário que Maxim Polyakov pode exigir.
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Textilschik
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
O banco26/11/2029
Maxim Polyakov tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Textilschik dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Roman Yermolin treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sergei Burov, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Textilschik sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Textilschik pode pedir e sobe o salário que Davit Barseghyan pode exigir.
O Textilschik fez saber ao mercado que Roman Yermolin está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Dmitriy Yershov apontou a data.
Dribles concretizados: 43. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Direção01/10/2029
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Textilschik
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
As bancadas01/10/2029
A raiva no Textilschik transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel01/10/2029
Palavras no treino do Textilschik sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrey Yevdokimov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Textilschik sabe dizer em que semana.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
57 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Textilschik perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Textilschik falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Sergei Yefremov treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Dmitry Usov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Para o Textilschik, cada ponto é agora uma discussão
Posição 10 e 13 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Textilschik, e não vai ser retirado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Textilschik já falam dele no passado.
Plantel28/05/2029
Palavras no treino do Textilschik sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrey Yevdokimov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ilja Klementjev e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Roman Yermolin assinar alguma coisa — um contrato no Textilschik ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Textilschik terá de responder com minutos ou com uma transferência.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Textilschik podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Textilschik coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Acima do limite que o banco impôs, que é a linha entre um clube financiado e um clube em apuros. $4.7M é agora o número com que todas as conversas sobre este clube vão começar.
Plantel30/04/2029
Palavras no treino do Textilschik sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Artem Kholyusev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
O bancoMaxim Noskov pede uma conversa com o treinador
Os adeptos organizam-se contra a direção do Textilschik
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Direção16/04/2029
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Textilschik
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 21 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Textilschik ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dmitry Usov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/04/2029
Andrey Yevdokimov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 113 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Andrey Yevdokimov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
A enfermaria confirma 25 dias de paragem para Dmitriy Yershov, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel15/01/2029
Palavras no treino do Textilschik sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Artem Kholyusev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco15/01/2029
Maxim Polyakov tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Textilschik dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Textilschik, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.