58 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sumgayit perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 69 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Bahlul Nadirov treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Masaki Murata esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Pavel Satuchin lesiona os ligamentos do joelho — 65 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 65 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sumgayit falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Masaki Murata esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
PlantelAlexandre Ramalingom desentende-se com um colega por causa das exigências
87 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sumgayit perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 98 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Pavel Satuchin lesiona os ligamentos do joelho — 120 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 120 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sumgayit falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sumgayit coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
As contas são de leitura incómoda. Primeiro os salários, depois a ambição: é essa a ordem no Sumgayit.
Plantel12/03/2029
Palavras no treino do Sumgayit sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rayan Senhadji está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sumgayit coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cédric Badolo, e o treinador deixou.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sumgayit falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
As contas são de leitura incómoda. Primeiro os salários, depois a ambição: é essa a ordem no Sumgayit.
Plantel12/02/2029
Palavras no treino do Sumgayit sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rayan Senhadji está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
15 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Sumgayit, e 0 jogos em 34 dizem que merece ser ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sumgayit coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Sumgayit, mais uma semana sem a assinatura de Daniil Yeromenko.
Sumgayit passaram um mês a tentar colocá-lo e ninguém devolveu a chamada. Treina com um plantel que já lhe disse onde está, e ambos começam a contagem para o seguinte.
Em resumo
MercadoArif Budiyono colocado na lista de transferências
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 61 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sumgayit coisas que levam mais de uma semana a retirar.
As contas são de leitura incómoda. Primeiro os salários, depois a ambição: é essa a ordem no Sumgayit.
Plantel15/01/2029
Mikhail Kovalenko desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel15/01/2029
10 caras novas e o Sumgayit ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 91 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sumgayit coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel18/12/2028
Palavras no treino do Sumgayit sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rayan Senhadji está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Sumgayit, e 0 jogos em 26 dizem que merece ser ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sumgayit coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Jairo Villalpando chama-lhe outra coisa em privado.
“Vejo todos os jogos do Sumgayit daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Gabala segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 3‑0 frente ao Inter, e podiam ter sido mais.
Jogo14/10/2028
O Sumgayit torna a sua casa um sítio difícil de visitar
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Toda a estreia é uma de duas histórias e esta foi a outra. 5.77, e o único consolo disponível é que nenhuma carreira foi alguma vez decidida por noventa minutos com uma camisola acabada de entregar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Sumgayit sabem-no.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
9.º lugar, 6 pontos e um calendário com menos jogos do que desculpas. As contas ainda não são cruéis, mas deixaram de ser simpáticas.
As bancadas18/09/2028
As bancadas já chegaram ao limite
«Andamos atrás de vocês por todo o lado e recebemos isto.» 8 dos 25 jogadores do plantel principal ouviram-no ao sair, e quem não ouviu é porque não jogou.
Rachid Moumini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rayan Senhadji, e o treinador deixou.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Jairo Villalpando está a viver essa versão no Sumgayit, e costuma notar-se no primeiro mês.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Aos 30 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
“Vejo todos os jogos do Sumgayit daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Gabala segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
35 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sumgayit perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Höccət Haqverdi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sumgayit as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sumgayit coisas que levam mais de uma semana a retirar.