«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Aston Villa podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Aston Villa perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Aston Villa vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Lino Sousa não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O aperto de mão com o Bradford City está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Verba acordada, salário acordado, e o Harrogate Town à espera com uma camisola. No Aston Villa ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Aston Villa vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
$6.3M era o máximo que o clube pagaria, e o Lincoln City pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Aston Villa falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A perseguição a Mike Trésor terminou com $5.4M a mudar de mãos e o Burnley sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Crystal Palace fica com o seu homem, e o Aston Villa volta a uma lista com um nome riscado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aston Villa, e não vai ser retirado.
Bruno Fernandes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel13/08/2029
Mike Trésor consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Mike Trésor acabou de assinar pelo Aston Villa e, por uma vez, a resposta importava.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Aston Villa a ouviu como outra coisa.
10 caras novas e o Aston Villa ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
O Aston Villa e o Burnley acertaram em $5.4M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aston Villa, e não vai ser retirado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Aston Villa falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Aston Villa ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Bruno Fernandes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Mais um nome na lista: o Harrogate Town fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Lino Sousa. A resposta do Aston Villa não mudou — para já.
Em resumo
O bancoBruno Fernandes perde o treinador que acreditava nele
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Aston Villa perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atalanta fica com o seu homem, e o Aston Villa volta a uma lista com um nome riscado.
O Olympique Lyonnais paga $42.8M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Aston Villa falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Newcastle United queria mais do que $4.7M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Aston Villa podem fingir não ter ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Bruno Fernandes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $5.1M — um clube que quer Alex Bangura ao ponto de perguntar duas vezes.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Aston Villa sobre quem trabalha
O Newcastle United pagou $54.0M e o Aston Villa aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Aston Villa vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Aston Villa perdeu-o em tudo menos nos papéis.
$4.7M em cima da mesa do Newcastle United. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Brighton fica com o seu homem, e o Aston Villa volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aston Villa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
33 golos em 37 jogos no Mansfield Town — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Aston Villa alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 11 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Plantel05/03/2029
George Mitchell lesiona os ligamentos do joelho — 17 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 17 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aston Villa, e não vai ser retirado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.24 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Aston Villa lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Leon Goretzka e o Aston Villa acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
26 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aston Villa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.97 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Kieran Morgan marcou, foi avaliado com 7.99 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aston Villa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Kieran Morgan tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.