2‑2, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
Direção19/04/2032
Em San Telmo não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a San Telmo neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cobra, e o treinador deixou.
1‑6 para o Almirante Brown, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o San Telmo e o Almirante Brown, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑6, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Javier Iritier assinar alguma coisa — um contrato no San Telmo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
Notas dos jogadoresCarlos Ojeda ganha o jogo a partir do banco
Não se vê o fim da espera do San Telmo por uma vitória
Já são 12 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no San Telmo tem de arrancar um resultado de algum lado.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Carlos Medina, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no San Telmo, mais uma semana sem a assinatura de Javier Iritier.
O banco05/04/2032
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Cobra sai dessa comparação dentro da equipa, e o San Telmo beneficiou de cada uma dessas tardes.
0‑8 frente ao Gimnasia y Esgrima, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Jogo13/03/2032
Ninguém conseguiu parar de marcar
8 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do San Telmo e do Gimnasia y Esgrima por igual; os restantes divertiram-se imenso.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Facundo Blasco e o San Telmo acertam mais 4 anos.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jerónimo Porto Lapegüe assinar alguma coisa — um contrato no San Telmo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No San Telmo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Ferro Carril Oeste marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Cobra está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 2‑2, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Sebastián Silva subiu nela.
Em resumo
MercadoA história de Juan Yangali recusa-se a morrer
Derrota por 0‑6 com o Central Norte, e derrota em tudo o que conta. O inquérito começa no relvado de treino segunda-feira de manhã.
Jogo21/02/2032
Não se vê o fim da espera do San Telmo por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no San Telmo tem de arrancar um resultado de algum lado.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o San Telmo e o Central Norte, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
5 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑6, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
0‑4 frente ao Morón, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Jogo07/02/2032
Não se vê o fim da espera do San Telmo por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no San Telmo tem de arrancar um resultado de algum lado.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
O banco09/02/2032
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑4 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Batido 4 vezes, com 3 defesas por companhia. Os guarda-redes carregam estes resultados no currículo seja de quem for a culpa, e essa é a injustiça silenciosa do ofício.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Telmo, e não vai ser retirado.
O treinador tem uma lista e a direção pôs-lhe uma condição. Não é uma crise — metade do futebol funciona assim — mas decide qual dos dois leva a sua avante em agosto.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Juan Yangali. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Animal foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cobra treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Juan Torres
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em San Telmo toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Juan Yangali compromete-se com o San Telmo por mais 4 anos.
Direção06/10/2031
Em San Telmo não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a San Telmo neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Juan Yangali. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Animal foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Um programa só dele, à parte do grupo, apontado à única coisa que a equipa técnica acha que o está a travar. A maior parte da evolução acontece assim, e nada disso vem no jornal.
A raiva no San Telmo transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
14.º lugar com 25 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Facundo Blasco produziu-o, e o 8.49 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Telmo, e não vai ser retirado.
20 golos e uma média de 7.23 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 0‑4, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Quatro ou cinco fins de semana de regularidade, medidos contra todos os outros da divisão. Um elogio mais discreto do que um prémio, e mais fiável.
O banco08/09/2031
Juan Yangali perde o treinador que acreditava nele
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Juan Yangali: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
O treinador tem uma lista e a direção pôs-lhe uma condição. Não é uma crise — metade do futebol funciona assim — mas decide qual dos dois leva a sua avante em agosto.
Em resumo
PlantelO melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do San Telmo
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Facundo Blasco. 2‑1 sobre o Temperley, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Lucas Arias e o San Telmo acertam mais 3 anos.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Juan Yangali foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Alguém viu todos os jogos da divisão no fim de semana e decidiu que ele foi o melhor que havia em qualquer deles. Uma honra pequena, e a maioria das carreiras acaba sem uma.
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 17 anos que sente como seu. Sebastián Silva tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Gabriel Rey e o San Telmo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Interim Coach podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Os adeptos organizam-se contra a direção do San Telmo
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Direção28/07/2031
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em San Telmo
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
11 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Nueva Chicago foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O San Telmo perguntou e o Godoy Cruz disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o San Telmo e o Chaco For Ever, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 2‑5, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
2 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Alejandro Arias está em marcha
Um 0‑5 imposto pelo Defensores Unidos é o tipo de resultado que esvazia o estádio muito antes do apito final.
Jogo05/07/2031
Não se vê o fim da espera do San Telmo por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no San Telmo tem de arrancar um resultado de algum lado.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em San Telmo toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 5 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
O San Telmo perguntou e o Instituto disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo21/06/2031
Não se vê o fim da espera do San Telmo por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no San Telmo tem de arrancar um resultado de algum lado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No San Telmo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Dribles concretizados: 16. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
O banco23/06/2031
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Huracán ninguém diz, e no San Telmo ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Colón levou os pontos após um 0‑2 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco09/06/2031
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Uma sondagem ao Gimnasia La Plata para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
O treinador tem uma lista e a direção pôs-lhe uma condição. Não é uma crise — metade do futebol funciona assim — mas decide qual dos dois leva a sua avante em agosto.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cobra, e o treinador deixou.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que San Telmo podem fingir não ter ouvido.
0-7, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o San Telmo e o Racing Club, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑4, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Não se vê o fim da espera do San Telmo por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no San Telmo tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do San Telmo, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No San Telmo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Interim Coach depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cobra, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Javier Iritier assinar alguma coisa — um contrato no San Telmo ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No San Telmo ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O treinador reorganizou as ideias e Jerónimo Porto Lapegüe saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
O banco03/03/2031
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
27 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O San Telmo perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o San Telmo e o Central Norte, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Joaquín Benítez e o San Telmo acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 0‑7, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
Direção17/02/2031
Em San Telmo não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a San Telmo neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
Carlos Medina esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 11 ações, 7.20, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Plantel10/02/2031
Thiago Porra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.