O Olimpia torna a sua casa um sítio difícil de visitar
40 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
44 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Olimpia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.10 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olimpia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olimpia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel25/09/2045
Andrea Natali desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Andrea Natali chama-lhe outra coisa em privado.
37 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Plantel19/06/2045
Stanislav Sima lesiona os ligamentos do joelho — 20 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 20 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 87, e o 12 de Octubre passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
A proposta do General Diaz por Roberto Gamarra foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Mihajlo Cvetković esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrea Natali está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O telefone voltou a tocar por causa de Hugo Barrios, e desta vez do outro lado está o General Caballero. No Olimpia ouvem com educação e não prometem nada.
Stanislav Sima lesiona os ligamentos do joelho — 41 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 41 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nathan De Ligt produziu-o, e o 9.28 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.86 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olimpia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olimpia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel29/05/2045
Andrea Natali desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nathan De Ligt. 3‑2 sobre o River Plate, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
34 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Plantel15/05/2045
Stanislav Sima lesiona os ligamentos do joelho — 55 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 55 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olimpia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.81 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olimpia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nathan De Ligt está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
O Olimpia torna a sua casa um sítio difícil de visitar
30 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
50 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Olimpia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O River Plate vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Olimpia foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.01 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olimpia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mihajlo Cvetković esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Em resumo
PlantelNathan De Ligt desentende-se com um colega por causa das exigências
72 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Olimpia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Olimpia falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
1‑0 frente ao Boca Juniors, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Quentin Ndjantou está no centro dessa descrição.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 85, e o Boca Juniors passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olimpia ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Daniil Khudyakov lesiona os ligamentos do joelho — 120 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 120 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Olimpia falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olimpia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mihajlo Cvetković está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Daniil Khudyakov lesiona os ligamentos do joelho — 162 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 162 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Jogo11/06/2044
O Olimpia torna a sua casa um sítio difícil de visitar
18 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Ficar 2 atrás faz algo a uma equipa, e normalmente o que faz é acabar com ela. Aqui não. O Olimpia reconstruiu a tarde golo a golo, e o General Diaz não teve resposta para nada disso.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Angel Gonzalez produziu-o, e o 8.63 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
1 para Gustavo Gonzalez, avaliado com 7.93, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Igor Felisberto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Olimpia sobre quem trabalha
Daniil Khudyakov lesiona os ligamentos do joelho — 176 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 176 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nathan De Ligt produziu-o, e o 9.51 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Mihajlo Cvetković esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
66 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Olimpia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.85 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Álex Padilla esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
15 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Plantel23/05/2044
Mihajlo Cvetković desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Jogo21/05/2044
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Olimpia. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nathan De Ligt. 1‑0 sobre o Guarani, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Mihajlo Cvetković esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo05/03/2044
O Olimpia torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Igor Felisberto e o Olimpia acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrea Natali está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
Avaliado com 7.63. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
10 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Em resumo
Notas dos jogadoresJustin Clarke encarou-os todo o jogo
24 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Olimpia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 9.79 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Igor Felisberto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mihajlo Cvetković está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Olimpia beneficiou disso.
Mihajlo Cvetković esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.