90 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cibalia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 44 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Evagoras Antoniou está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Petar Radalj, e o treinador deixou.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pablo Latorre treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Ante Kuliš ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 95. Ante Kuliš encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Lucko passou do ponto ao nada num só movimento.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Adel Hamouda será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cibalia as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Adel Hamouda acertou condições com o HNK Vukovar 1991 para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Uma média de 7.37 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Notas dos jogadores27/10/2031
Ante Kuliš jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.35. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Niko Farkaš no seu melhor
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cibalia, e não vai ser retirado.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 18 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
O Cibalia perguntou e o Dinamo Zagreb disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel14/07/2031
Antonio Ćaćić melhorou aos 25, o que ninguém esperava
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Cibalia joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de David Žabec. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Marko Brkić será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cibalia as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cibalia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. David Žabec está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco26/05/2031
Antonio Ćaćić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cibalia dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Juan Bado lesiona os ligamentos do joelho — 17 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 17 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cibalia, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dragan Juranović será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cibalia as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Andrija Bubnjar estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Cibalia disse a Abdelaziz Youssouf que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Fran Ivan Marić está nela.
87 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cibalia perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 21 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cibalia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e David Žabec estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até David Žabec assinar alguma coisa — um contrato no Cibalia ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
94 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cibalia perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel03/03/2031
28 dias de fora para Bojan Rebic depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Cibalia vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cibalia, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cibalia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Niko Farkaš e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Filip Mekić e o Cibalia acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cibalia, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
32 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cibalia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 49 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
As regras permitem-no e dói na mesma. Dragan Juranović acertou condições com o Istra 1961 para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cibalia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/02/2031
David Žabec desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Cibalia perguntou e o Hajduk Split disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
74 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cibalia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cibalia, e não vai ser retirado.
Karlo Stapić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rene Renner estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Maro Mrndže, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cibalia, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco30/12/2030
Mateo Smodlaka tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cibalia dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Cibalia pode pedir e sobe o salário que Eros De Santis pode exigir.
88 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cibalia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cibalia, e não vai ser retirado.
Karlo Stapić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel16/12/2030
David Žabec desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Cibalia sabem-no.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniel Cop, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até David Žabec assinar alguma coisa — um contrato no Cibalia ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Fran Ivan Marić está nela.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cibalia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Josip Mitrović e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. David Žabec está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Antonio Ćaćić e o Cibalia acertam mais 3 anos.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até David Žabec assinar alguma coisa — um contrato no Cibalia ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Anthony Wright treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Cibalia ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Cibalia ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todas as carreiras longas chegam à semana em que se pensa na última. Ele gostava que fosse onde começou, e o Cibalia sabe agora que esse pensamento chegou.
Josip Mitrović e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Antonio Ćaćić e o Cibalia acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Josip Mitrović. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cibalia, mais uma semana sem a assinatura de Michal Sykora.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cibalia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Niko Farkaš assinar alguma coisa — um contrato no Cibalia ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Cibalia pode pedir e sobe o salário que Domagoj Đurković pode exigir.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Tin Martić apontou a data.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cibalia, mais uma semana sem a assinatura de Michal Sykora.
Josip Mitrović esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Cibalia perguntou e o Dinamo Zagreb disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel11/02/2030
Filip Mekić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Andrija Bubnjar continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Cibalia sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.