Gabriel Xavier e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel03/05/2032
Tobías Ramírez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 21 anos do Charlotte Football Club que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Charlotte Football Club vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Cada toque pesado, cada frase dissecada, cada erro repetido. Há jogadores que crescem com isso; há outros que acabam com isso, sem alarido; e só depois se sabe quais.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Charlotte Football Club, mais uma semana sem a assinatura de Jared Stroud.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Charlotte Football Club, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Charlotte Football Club nada responderam, o que também é uma resposta.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Charlotte Football Club podem fingir não ter ouvido.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 25, saíram 14, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Kristijan Kahlina esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Charlotte Football Club perguntou e o Atletico Nacional disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 9.05, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Alvos de mercado22/03/2032
Verba fechada, faltam as condições de Dylan Nealis
O FC Cincinnati e o Philadelphia Union acertaram em $110.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
$560.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Los Angeles Football Club pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Cincinnati coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O New York City fica com o seu homem, e o FC Cincinnati volta a uma lista com um nome riscado.
O Charlotte Football Club pagou $340.0K e o FC Cincinnati aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ian Harkes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Charlotte Football Club as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Charlotte Football Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O nome de Omar Al-Sabagh apareceu em conversas de que o Charlotte Football Club não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Walker Howard tem 18 anos, e o Charlotte Football Club contratou-o pelo jogador que virá a ser, não pelo que já é. A equipa principal pode esperar; o sentido de um negócio destes são os anos que compra.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Em resumo
O bancoA vista do banco
Alvos de mercadoUm empréstimo de Alan Matturro está em marcha
Alvos de mercadoUm empréstimo de Emiliano Daghero está em marcha
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nick Markanich produziu-o, e o 9.28 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Verba acordada, salário acordado, e o Charlotte Football Club à espera com uma camisola. No FC Cincinnati ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O FC Cincinnati perguntou e o Austin FC disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Roman Celentano e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Philadelphia Union queria mais do que $65.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mauricio González, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresTyler Wolff jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Jack McKennie não precisou: 7.85, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Charlotte Football Club, e não vai ser retirado.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o San Lorenzo fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atletico Nacional fica com o seu homem, e o Charlotte Football Club volta a uma lista com um nome riscado.
Josh Bauer e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Jack McKennie tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Fernando Álvarez está a viver essa versão no FC Cincinnati, e costuma notar-se no primeiro mês.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kalani Kossa-Rienzi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Cincinnati as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Luis Palma e o FC Cincinnati acertam mais 4 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Cincinnati coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Fernando Barrios volta a ser jogador do FC Cincinnati, e a cidade tem a sua história do verão.
O FC Cincinnati ofereceu $240.0K; o Austin FC disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mauricio González estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no FC Cincinnati falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
As regras permitem-no e dói na mesma. Kalani Kossa-Rienzi acertou condições com o Philadelphia Union para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Roman Celentano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel09/02/2032
Palavras no treino do FC Cincinnati sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mauricio González está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Tyler Wolff treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O FC Cincinnati sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Mauricio González quer futebol continental; se o FC Cincinnati o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Roman Celentano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/01/2032
Palavras no treino do FC Cincinnati sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mauricio González está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O FC Cincinnati sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Walker Howard está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em FC Cincinnati, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O FC Cincinnati pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Cincinnati ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Miles Robinson e o FC Cincinnati acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Cincinnati coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mauricio González estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o FC Cincinnati não tem uma boa resposta.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Kévin Appin
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que FC Cincinnati podem fingir não ter ouvido.
Miles Robinson esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o FC Cincinnati lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mauricio González estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mauricio González, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em FC Cincinnati, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O FC Cincinnati sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Cincinnati ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Roman Celentano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mauricio González estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em FC Cincinnati, e 5 jogos em 15 dizem que merece ser ouvido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Roman Celentano assinar alguma coisa — um contrato no FC Cincinnati ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Bleiner Agrón apontou a data.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O FC Cincinnati pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Cincinnati ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Elías Báez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel03/11/2031
Palavras no treino do FC Cincinnati sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bleiner Agrón está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Bleiner Agrón subiu nela.
4‑1 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kévin Appin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Cincinnati as despedidas começaram em silêncio.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Cincinnati ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Roman Celentano e o FC Cincinnati acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Roman Celentano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel06/10/2031
Mauricio González desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 17 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O FC Cincinnati vai tentar não fazer disso um caso.
“Vejo todos os jogos do FC Cincinnati daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no San Diego Football Club segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Walker Howard não precisou: 7.80, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O FC Cincinnati pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
14 golos e uma média de 7.24 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel15/09/2031
Palavras no treino do FC Cincinnati sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mauricio González está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Posição 3, 19 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Nick Markanich e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bleiner Agrón estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O FC Cincinnati disse a Cade Cowell que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Eliminado, 3‑4 com o Portland Timbers, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Portland Timbers continuou a vir porque nada o travou, e ao FC Cincinnati vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Walker Howard não precisou: 8.11, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O FC Cincinnati fez a parte difícil com o Atletico Nacional, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O FC Cincinnati tinha feito tudo menos convencer o próprio. Fica no Atletico Nacional, e o treinador volta à estaca zero com o dinheiro ainda no banco.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Cincinnati coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Cincinnati ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Cincinnati coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/12/2030
Palavras no treino do FC Cincinnati sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nick Markanich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santiago Morales, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o FC Cincinnati terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Dylan Morris lesiona os ligamentos do joelho — 32 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 32 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Cincinnati coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel18/11/2030
Palavras no treino do FC Cincinnati sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mauricio González está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O nome de Roman Celentano não para de aparecer nas páginas desportivas alheias. O FC Cincinnati nada diz, o que já diz muito.
O banco18/11/2030
Walker Howard tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no FC Cincinnati dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thokozani Khumalo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Cincinnati as despedidas começaram em silêncio.
Plantel21/10/2030
Palavras no treino do FC Cincinnati sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nick Markanich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Franco Vázquez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O FC Cincinnati sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco21/10/2030
Walker Howard tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no FC Cincinnati dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no FC Cincinnati. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Cincinnati coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel30/09/2030
Palavras no treino do FC Cincinnati sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nick Markanich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Kévin Denkey. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que DeAndre Turner está nela.
Faltam 6 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o FC Cincinnati pode pedir e sobe o salário que João Peglow pode exigir.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniel Haces será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Cincinnati as despedidas começaram em silêncio.
Roman Celentano esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Franco Vázquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco23/09/2030
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por o treinador a uma sala que já as tinha ouvido.