Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ramahlwe Zwane será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Orlando Pirates as despedidas começaram em silêncio.
Siyanda Ndlovu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ramahlwe Zwane estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O novo treinador do Orlando Pirates já trabalhou com Thalente Mbatha e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Yanela Mbuthuma está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Orlando Pirates, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Orlando Pirates perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Rushwin Dortley acabou de assinar pelo Orlando Pirates e, por uma vez, a resposta importava.
O Orlando Pirates perguntou e o Kaizer Chiefs disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Orlando Pirates podem fingir não ter ouvido.
$760.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Bidvest Wits pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
$300.0K em cima da mesa do Mamelodi Sundowns. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
32 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Orlando Pirates ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Abubacarr Sedi Kinteh está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Orlando Pirates não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Yanela Mbuthuma esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.