69 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Jong PSV perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Denzel De Roon será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong PSV as despedidas começaram em silêncio.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Hugo Deenen estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Jong PSV, mais uma semana sem a assinatura de Hugo Deenen.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Wesley Simons
85 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Jong PSV perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Teun De Roon será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Jong PSV as despedidas começaram em silêncio.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Ryan De Jong regressa a Jong PSV com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Jong PSV coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Luiz Henrique lesiona os ligamentos do joelho — 107 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 107 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os dérbis fazem nomes, e Ryan De Jong fez o seu contra o Jong Ajax. 3‑1, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Jong PSV já se começa a dizer o nome dele no passado.
Marcar a qualquer outro é um golo. Marcar-lhes a eles é uma história que leva o nome de quem marcou durante uma década, e os adeptos do Jong PSV já começaram a contá-la.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Jong PSV não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
116 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Jong PSV perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Jong PSV perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Jong PSV coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nada na semana que aí vem é normal. O Jong Ajax no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Marco Timber treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Jong PSV perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Ramiz Zerrouki e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Toda a gente deixou de fingir: o Helmond Sport vai fazer a chamada por Marco Timber esta semana. O Jong PSV tem um número em mente, e o número não é tímido.
O treinador reorganizou as ideias e Viktor Tsygankov saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Jong PSV perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Jong PSV perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O negócio que levaria Cody Strootman para o Emmen caiu na fase final e ele reapresenta-se no Jong PSV com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Ramiz Zerrouki e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A proposta do TOP Oss por Ryan De Jong foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Ramiz Zerrouki e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Cody Strootman. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
A proposta do Ludogorets por Luiz Henrique foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Jong PSV ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ramiz Zerrouki e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Luiz Henrique produziu-o, e o 8.31 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
16 golos e uma média de 7.32 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Ramiz Zerrouki esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o PSV beneficiou disso.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do PSV, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Tijjani Reijnders está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no PSV, mais uma semana sem a assinatura de Thijmen Blokzijl.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco01/01/2035
Alexander Isak tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no PSV dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.93 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Ryan Flamingo e o PSV acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel04/12/2034
Thijmen Blokzijl desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Três pontos para o PSV: um 1‑0 diante do Heerenveen num duelo decidido por pormenores.
O banco04/12/2034
Alexander Isak tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no PSV dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Ryan De Jong sai dessa comparação dentro da equipa, e o PSV beneficiou de cada uma dessas tardes.
O banco04/12/2034
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Ryan Frimpong foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O PSV perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Iliman N'Diaye está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Hugo Deenen, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em PSV, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O PSV sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Ryan Flamingo: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o PSV a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Com 12 utilizações, a média está em 6.50, e os que o defenderam durante o outono estão a divertir-se imenso. A adaptação é uma história que o futebol só conta de trás para a frente.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Iker Recio
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Memphis Babel não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $3.4M porque Lukas Jungwirth é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Lukas Jungwirth agiu, no PSV, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O PSV foi ao Twente com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Ismaël Baouf acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o PSV substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O AZ tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O PSV perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $3.4M do que o PSV pagou por Niek Schiks é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
O Utrecht pagou $8.1M e o PSV aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Plantel12/06/2034
Uma transferência que Vadym Stashkiv teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Vadym Stashkiv está a viver essa versão no PSV, e costuma notar-se no primeiro mês.
Plantel12/06/2034
Thijmen Blokzijl desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alexander Isak está nela.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do PSV, e não vai ser retirado.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Keane Lewis-Potter e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No PSV ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ryan Flamingo. 1‑0 sobre o Volendam, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Keane Lewis-Potter está nela.