Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Haras El Hodoud está a esgotar-se.
Posição 17 e 10 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Haras El Hodoud disse a Amr Soliman que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ashraf Hamdi, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Abdallah Ashour apontou a data.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Abdallah Ashour e o Haras El Hodoud acertam mais 4 anos.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Smouha fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Denzel Van de Beek depois do 0‑5, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Faz o seu trabalho e não se está a instalar. O Haras El Hodoud devia ser um passo em frente nas contas dele, e as contas dele foram revistas desde que chegou.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Mercado11/02/2036
Tão perto: a transferência de Ahmed Waheb morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Police Union seguiu em frente, Ahmed Waheb apresenta-se de volta no Haras El Hodoud, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Abdallah Ashour não precisou: 7.70, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
11 golos num jogo, Abdallah Ashour na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Haras El Hodoud nem ao Ittihad.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Walid Hamdi e o Haras El Hodoud acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ghazl El Mahalla fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Haras El Hodoud vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Al Ahly pode já não estar a vender.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Hamed Abdallah no seu melhor
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 11 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Haras El Hodoud podem fingir não ter ouvido.
A proposta do El Masry por Abdallah Ashour foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O aperto de mão com o Ismaily está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Haras El Hodoud perguntou e o Wadi Degla disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Verba acordada, salário acordado, e o Arab Contractors à espera com uma camisola. No Haras El Hodoud ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Wadi Degla por Abdallah Ashour foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Haras El Hodoud podem fingir não ter ouvido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bassem Ghaly e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al Ahly fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta do Wadi Degla por Samir Mohamed foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Haras El Hodoud, e não vai ser retirado.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Abdallah Ashour não precisou: 7.70, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
O Haras El Hodoud perguntou e o Al Ahly disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Haras El Hodoud podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdallah Ashour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Haras El Hodoud as despedidas começaram em silêncio.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑4, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ibrahim Sobhi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
0-3, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Abdallah Ashour não precisou: 7.98, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Haras El Hodoud, e não vai ser retirado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Abdallah Ashour tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Isto não é rotação. Bassem Ghaly está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Haras El Hodoud finge o contrário.
Plantel19/11/2035
Ibrahim Sobhi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Haras El Hodoud, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Samir Mohamed. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 16 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ibrahim Sobhi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Denzel Van de Beek depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
13 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Al Gaish defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdallah Ashour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Haras El Hodoud as despedidas começaram em silêncio.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Haras El Hodoud e do Police Union por igual; os restantes divertiram-se imenso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ahmed Waheb, e o treinador deixou.
Já são 50 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
Em resumo
Notas dos jogadoresHamed Abdallah jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
0‑6 para o Al Ahly, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdallah Ashour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Haras El Hodoud as despedidas começaram em silêncio.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 7 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Dois ou mais sofridos em cada um dos últimos 5 jogos. Não é um erro a repetir-se, o que seria mais fácil de corrigir; é um diferente todas as semanas.
Jogo06/10/2035
Ninguém conseguiu parar de marcar
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Haras El Hodoud e do Al Ahly por igual; os restantes divertiram-se imenso.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de Haras El Hodoud
6 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fathy Soliman e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos.
O banco01/10/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑3 Denzel Van de Beek saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 10 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 5 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Abdallah Ashour, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Haras El Hodoud passaram um mês a tentar colocá-lo e ninguém devolveu a chamada. Treina com um plantel que já lhe disse onde está, e ambos começam a contagem para o seguinte.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Haras El Hodoud vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
7.º lugar para os anfitriões, uma viagem longa para a bancada visitante, e um jogo que vai parecer banal no papel até ao momento em que deixar de o ser.
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Wadi Degla fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Denzel Van de Beek depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Haras El Hodoud perguntou e o Wadi Degla disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Haras El Hodoud já telefonou ao Wadi Degla. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ahmed Waheb assinar alguma coisa — um contrato no Haras El Hodoud ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ahmed Waheb apontou a data.
A tabela consulta-se antes de os resultados estarem fechados, o que é sempre o sinal. No Haras El Hodoud ninguém diz a palavra e todos os jogadores seniores da casa a pensam.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Haras El Hodoud toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Haras El Hodoud fez a parte difícil com o Zamalek, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O Haras El Hodoud já telefonou ao Wadi Degla. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
MercadoBassem Ghaly está livre para procurar outro sítio
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Haras El Hodoud, e não vai ser retirado.
O Haras El Hodoud perguntou e o Wadi Degla disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Haras El Hodoud já telefonou ao Zamalek. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Haras El Hodoud pode pedir e sobe o salário que Samir Mohamed pode exigir.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Abdallah Ashour apontou a data.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Haras El Hodoud toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Haras El Hodoud, e não vai ser retirado.
O Haras El Hodoud foi ao Wadi Degla com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Haras El Hodoud perguntou e o Al Ahly disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel02/07/2035
Ibrahim Sobhi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Haras El Hodoud já telefonou ao Wadi Degla. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O Ismaily aceitou o dinheiro. O que o Haras El Hodoud ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Zamalek fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Hamed Abdallah assinar alguma coisa — um contrato no Haras El Hodoud ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Haras El Hodoud, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Haras El Hodoud já se começa a dizer o nome dele no passado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdallah Ashour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Haras El Hodoud as despedidas começaram em silêncio.
Perguntou-se ao Ghazl El Mahalla se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Haras El Hodoud pode pedir e sobe o salário que Samir Mohamed pode exigir.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Abdallah Ashour treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
A proposta do Petrojet por Abdallah Ashour foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Haras El Hodoud disse a Ahmed Waheb que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
O Haras El Hodoud já telefonou ao Masr El Makasa. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Uma sondagem ao Zamalek para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Samir Mohamed: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Haras El Hodoud já falam dele no passado.
Plantel21/05/2035
Ibrahim Sobhi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Ali Hamdi tem a sua resposta do Haras El Hodoud; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 13 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Haras El Hodoud toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
16.º lugar com 22 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
14 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Haras El Hodoud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Uma média de 7.34 na época, com 12 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Denzel Van de Beek depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Shikabala Hassan e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ashraf Marwan, e o treinador deixou.
Samir Mohamed lesiona os ligamentos do joelho — 44 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 44 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ahmed Waheb e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Samir Mohamed lesiona os ligamentos do joelho — 77 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 77 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdallah Ashour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Haras El Hodoud as despedidas começaram em silêncio.
Mohamed Ismail esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
0‑1 para o El Dakhleya, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco26/02/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Denzel Van de Beek a uma sala que já as tinha ouvido.
Samir Mohamed lesiona os ligamentos do joelho — 85 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 85 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 13 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Haras El Hodoud, e não vai ser retirado.
Jogo17/02/2035
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ismaily fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Haras El Hodoud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Abdallah Ashour, e o treinador deixou.
101 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Haras El Hodoud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Notas dos jogadores05/02/2035
Abdallah Ashour, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.80
Um 7.80 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Haras El Hodoud está a esgotar-se.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 0, saíram 2, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Haras El Hodoud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
11 golos e uma média de 7.33 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.30, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
A proposta do ENPPI por Samir Mohamed foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ismaily fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
Mohamed Ismail esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Haras El Hodoud falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Abdallah Ashour não precisou: 8.16, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Samir Mohamed. 2‑1 sobre o ENPPI, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel22/01/2035
Mohamed Ismail desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ramadan Trezeguet e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos.
O Haras El Hodoud já telefonou ao Ismaily. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Haras El Hodoud já se começa a dizer o nome dele no passado.
Plantel15/01/2035
30 dias de fora para Abdallah Hafez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Haras El Hodoud vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Haras El Hodoud fez a parte difícil com o Al Ahly, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A proposta do Wadi Degla por Abdallah Ashour foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Ismaily ninguém diz, e no Haras El Hodoud ninguém gosta de estar a adivinhar.
A proposta seguiu esta semana para o Ismaily, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Haras El Hodoud perguntou e o Wadi Degla disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Haras El Hodoud falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Haras El Hodoud podem fingir não ter ouvido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ismaily fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
7 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Military Production foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Mohamed Ismail e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Samir Mohamed. 2‑0 sobre o Military Production, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 44 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Jogo30/12/2034
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Haras El Hodoud, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Haras El Hodoud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 77 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdallah Ashour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Haras El Hodoud as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mohamed Ismail estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Amr Trezeguet e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O banco04/12/2034
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Denzel Van de Beek saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Plantel06/11/2034
112 dias de fora para Abdallah Hafez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Haras El Hodoud vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Jogo04/11/2034
Samir Mohamed ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 90. Samir Mohamed encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Police Union passou do ponto ao nada num só movimento.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdallah Ashour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Haras El Hodoud as despedidas começaram em silêncio.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Ahmed Waheb e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mohamed Ismail está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Ahmed Waheb tem a sua resposta do Haras El Hodoud; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
O Masr El Makasa levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco30/10/2034
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Denzel Van de Beek saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Abdallah Ashour, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Amr Trezeguet
MercadoA história de Samir Mohamed recusa-se a morrer
Houve 10 defesas pelo meio e pelo menos três que não tinham nada que ser defesas. Os dez jogadores de campo devem-lhe um copo, e sabem-no.
Jogo07/10/2034
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 10 golos entre o Haras El Hodoud e o Al Ahly, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mohamed Ismail está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Walid Mohsen e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos.
Em resumo
PlantelLesão muscular e 14 dias de fora para Omar Fathy
Mohamed Naser esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mohamed Ismail está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Haras El Hodoud ficou sem tempo com o Ittihad. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco18/09/2034
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑4 Denzel Van de Beek saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Nada reinicia uma carreira como alguém que não escolheu a equipa na época passada. Mohamed Naser percebeu a deixa, e o Haras El Hodoud está a receber uma versão dele que o regime anterior tinha deixado de ver.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O relógio fez o que o Zamalek não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mohamed Ismail está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Hamed Abdallah, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Samir Mohamed treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Haras El Hodoud sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Haras El Hodoud vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Verba acordada, salário acordado, e o Al Gaish à espera com uma camisola. No Haras El Hodoud ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O aperto de mão com o Zamalek está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Haras El Hodoud fez a parte difícil com o El Masry, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A proposta seguiu esta semana para o ENPPI, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mohamed Ismail estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Haras El Hodoud perguntou e o Wadi Degla disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O fim chegou numa terça-feira, como costuma acontecer: uma reunião curta, um comunicado mais curto, e Rostislav Nikolaev a esvaziar o gabinete antes do meio-dia. O ritual mais cruel do futebol, cumprido a horas.
A equipa técnica esvaziou-se por completo e não havia ninguém internamente para promover, por isso o clube nomeou um nome que quase nenhum adepto reconhecerá. Recupera-se disto; ninguém gosta de o explicar.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Haras El Hodoud pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
um jogador do plantel e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Direção21/08/2034
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Haras El Hodoud
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mohamed Ismail está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O ENPPI fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
Verba acordada, salário acordado, e o El Dakhleya à espera com uma camisola. No Haras El Hodoud ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Haras El Hodoud podem fingir não ter ouvido.
O aperto de mão com o Ismaily está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Haras El Hodoud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. um jogador do plantel está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ahmed Waheb. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Abdallah Ashour treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mohamed Ismail e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Haras El Hodoud foi ao Zamalek com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma sondagem ao Masr El Makasa para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Haras El Hodoud, e não vai ser retirado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Haras El Hodoud fez a parte difícil com o Al Ahly, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A proposta seguiu esta semana para o Ittihad, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Mohamed Ismail e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e um jogador do plantel estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Abdallah Ashour e o Haras El Hodoud acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
6 chegadas, uma média de idades que ninguém chamaria plantel, e pais a quem mostram um edifício onde os filhos passarão mais tempo do que em casa. A prospeção já aconteceu; hoje é só papelada.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Haras El Hodoud podem fingir não ter ouvido.
O aperto de mão com o Al Gaish está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A proposta seguiu esta semana para o ENPPI, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Zamalek queria mais do que $38.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mohamed Ismail estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Haras El Hodoud perguntou e o Masr El Makasa disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Shikabala El Shenawy e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.