A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Haras El Hodoud e do El Masry por igual; os restantes divertiram-se imenso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bassem Ghaly, e o treinador deixou.
Plantel07/04/2036
Walid Hamdi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Haras El Hodoud está a esgotar-se.
Posição 17 e 10 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Haras El Hodoud disse a Amr Soliman que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ashraf Hamdi, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Abdallah Ashour apontou a data.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Haras El Hodoud disse a Bassem Ghaly que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ibrahim Sobhi, e o treinador deixou.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Haras El Hodoud já falam dele no passado.
Jogo15/03/2036
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bassem Ghaly e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Walid Hamdi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dois clubes atolados, um jogo entre eles, e um estádio que vai estar mais barulhento e mais assustado do que em qualquer outro momento da época. O Haras El Hodoud sabe o que está em jogo, e toda a gente na bancada visitante também.
Foi preciso Samir Mohamed marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Al Gaish, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco17/03/2036
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Denzel Van de Beek não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Haras El Hodoud também ninguém o escondia.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Hamed Abdallah
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Ibrahim Sobhi
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Denzel Van de Beek depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Omar Elneny e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Mercado11/02/2036
Tão perto: a transferência de Ahmed Waheb morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Police Union seguiu em frente, Ahmed Waheb apresenta-se de volta no Haras El Hodoud, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Abdallah Ashour não precisou: 7.70, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
11 golos num jogo, Abdallah Ashour na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Haras El Hodoud nem ao Ittihad.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Walid Hamdi e o Haras El Hodoud acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ghazl El Mahalla fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Haras El Hodoud vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Al Ahly pode já não estar a vender.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Hamed Abdallah no seu melhor
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Haras El Hodoud já se começa a dizer o nome dele no passado.
0‑5 frente ao ENPPI, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Jogo19/01/2036
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco21/01/2036
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑5, ditas por Denzel Van de Beek a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
PlantelIbrahim Sobhi desentende-se com um colega por causa das exigências
Verba acordada, salário acordado, e o Arab Contractors à espera com uma camisola. No Haras El Hodoud ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Wadi Degla por Abdallah Ashour foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Haras El Hodoud podem fingir não ter ouvido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bassem Ghaly e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al Ahly fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
Um erro de guarda-redes não tem defesa atrás que o limpe. Soube-o antes de a bola passar a linha, o estádio soube-o um segundo depois, e esta noite não há nada que alguém possa dizer.
O banco17/12/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑4, ditas por Denzel Van de Beek a uma sala que já as tinha ouvido.
O banco17/12/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Ahmed Waheb
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Disseram uma coisa a El Sayed Zaki e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Samir Mohamed. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Haras El Hodoud ficou diferente depois.
Em resumo
Notas dos jogadoresOmar Elneny encarou-os todo o jogo
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Amr Trezeguet e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑5, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ibrahim Sobhi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Isto não é rotação. Bassem Ghaly está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Haras El Hodoud finge o contrário.
Plantel19/11/2035
Ibrahim Sobhi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Haras El Hodoud, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Samir Mohamed. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 14 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ibrahim Sobhi, e o treinador deixou.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Segue-se o Police Union, e há um homem no balneário do Haras El Hodoud que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Em resumo
PlantelPrimeira camisola de sénior para Ahmed Warda
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 13 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
1‑4 para o El Dakhleya, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Denzel Van de Beek depois do 1‑4, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
1 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Samir Mohamed. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 10 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 5 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Abdallah Ashour, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Haras El Hodoud passaram um mês a tentar colocá-lo e ninguém devolveu a chamada. Treina com um plantel que já lhe disse onde está, e ambos começam a contagem para o seguinte.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Haras El Hodoud vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
7.º lugar para os anfitriões, uma viagem longa para a bancada visitante, e um jogo que vai parecer banal no papel até ao momento em que deixar de o ser.
Não se vê o fim da espera do Haras El Hodoud por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Haras El Hodoud tem de arrancar um resultado de algum lado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Wadi Degla fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Denzel Van de Beek depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Haras El Hodoud toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Haras El Hodoud fez a parte difícil com o Zamalek, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O Haras El Hodoud já telefonou ao Wadi Degla. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
MercadoBassem Ghaly está livre para procurar outro sítio
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Haras El Hodoud fez a parte difícil com o Masr El Makasa, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Haras El Hodoud disse a Amr Trezeguet que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Haras El Hodoud, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Haras El Hodoud está a esgotar-se.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Smouha fica com o seu homem, e o Haras El Hodoud volta a uma lista com um nome riscado.
Uma sondagem ao Wadi Degla para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Hamed Abdallah assinar alguma coisa — um contrato no Haras El Hodoud ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Mercado23/07/2035
Os representantes de Samir Mohamed andam a telefonar
«Ele precisa de jogar num nível à altura e estamos abertos a conversas.» Ninguém diz isto por acaso, e em Haras El Hodoud ninguém ouviu mal.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Haras El Hodoud, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Haras El Hodoud toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Haras El Hodoud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Haras El Hodoud, e não vai ser retirado.
O Haras El Hodoud foi ao Wadi Degla com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Haras El Hodoud perguntou e o Al Ahly disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel02/07/2035
Ibrahim Sobhi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Haras El Hodoud já telefonou ao Wadi Degla. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Amr Fathy e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bassem Ghaly, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Haras El Hodoud já falam dele no passado.
Plantel21/05/2035
Ibrahim Sobhi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Ali Hamdi tem a sua resposta do Haras El Hodoud; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Omar Fathy está nela.
29 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Haras El Hodoud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 14 ações, 7.07, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Derrota por 0‑2, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco09/04/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Denzel Van de Beek saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
O Zamalek chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Hamed Abdallah. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Samir Mohamed
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Haras El Hodoud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Haras El Hodoud está a esgotar-se.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Haras El Hodoud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ibrahim Sobhi e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Samir Mohamed foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Samir Mohamed lesiona os ligamentos do joelho — 77 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 77 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdallah Ashour será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Haras El Hodoud as despedidas começaram em silêncio.
Mohamed Ismail esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
0‑1 para o El Dakhleya, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco26/02/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Denzel Van de Beek a uma sala que já as tinha ouvido.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Haras El Hodoud falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Abdallah Ashour não precisou: 8.16, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Samir Mohamed. 2‑1 sobre o ENPPI, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel22/01/2035
Mohamed Ismail desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ramadan Trezeguet e o Haras El Hodoud acertam mais 3 anos.
O Haras El Hodoud já telefonou ao Ismaily. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
1‑4 para o Wadi Degla, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Haras El Hodoud falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Mohamed Naser e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel25/12/2034
Mohamed Ismail desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Verba acordada, salário acordado, e o El Dakhleya à espera com uma camisola. No Haras El Hodoud ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Haras El Hodoud podem fingir não ter ouvido.
O aperto de mão com o Ismaily está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Haras El Hodoud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. um jogador do plantel está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ahmed Waheb. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Abdallah Ashour treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.