Verba acordada, salário acordado, e o Berekum Chelsea à espera com uma camisola. No Ashanti Gold ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Asante Kotoko aceitou o dinheiro. O que o Ashanti Gold ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Notas dos jogadores14/01/2036
Abraham Sulemana, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.01
Um 8.01 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
10 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Bechem United foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ashanti Gold podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ashanti Gold ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Liberty Professionals segue em frente e o Ashanti Gold vai para casa, com um 0‑3 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Acabou 0-3. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Isaac Twum compromete-se com o Ashanti Gold por mais 2 anos.
Notas dos jogadores07/01/2036
Abdul Awudu fez o trabalho que ninguém conta — 7.04
15 ações combinadas e 7.04. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ušće fica com o seu homem, e o Ashanti Gold volta a uma lista com um nome riscado.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o WAFA marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thomas Kudus será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ashanti Gold as despedidas começaram em silêncio.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 14 ações, 7.00, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bernard Mohammed, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco10/12/2035
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Kwadwo Gyan escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Dribles concretizados: 12. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Gladson Essien lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
1‑4 frente ao Great Olympics, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Jogo01/12/2035
Não se vê o fim da espera do Ashanti Gold por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Ashanti Gold tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Japhet Matondo e o Ashanti Gold acertam mais 3 anos.
Direção03/12/2035
Ninguém saiu depressa do balneário de Ashanti Gold
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco03/12/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑4, ditas por Kwadwo Gyan a uma sala que já as tinha ouvido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Japhet Matondo está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
0‑5 para o Wa All Stars, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Isaac Inusah está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Abdul Afful está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Afriyie Annan é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Joseph Paintsil, e o treinador deixou.
Direção12/11/2035
Ninguém saiu depressa do balneário de Ashanti Gold
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Ashanti Gold já falam dele no passado.
O banco15/10/2035
Abdul Awudu tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ashanti Gold dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Ashanti Gold, mais uma semana sem a assinatura de Bernard Mohammed.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ivan Anokye Mensah. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Ashanti Gold terá de responder com minutos ou com uma transferência.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ashanti Gold, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Bernard Sulemana não precisou: 7.81, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.26 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
O relógio fez o que o BA All Stars não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Ashanti Gold perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O relógio fez o que o Asante Kotoko não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
O Ashanti Gold perguntou e o Hasaacas disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Toda a gente deixou de fingir: o Berekum Chelsea vai fazer a chamada por Thomas Kudus esta semana. O Ashanti Gold tem um número em mente, e o número não é tímido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Abeiku Kyereh e o Ashanti Gold acertam mais 3 anos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Afriyie Djiku estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Afriyie Djiku, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ivan Anokye Mensah. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Ashanti Gold já se começa a dizer o nome dele no passado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Japhet Matondo produziu-o, e o 8.21 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O aperto de mão com o Asante Kotoko está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Joseph Paintsil será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ashanti Gold as despedidas começaram em silêncio.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.86 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ashanti Gold podem fingir não ter ouvido.
Direção03/09/2035
Fecha o mercado: 10 entradas, 16 saídas no Ashanti Gold
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 10, saíram 16, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Ashanti Gold vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Heart of Lions à espera com uma camisola. No Ashanti Gold ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Ashanti Gold e o Asante Kotoko acertaram em $990.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O Ashanti Gold perguntou e o Hasaacas disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Afriyie Atiemo, e o treinador deixou.
Ninguém no Ashanti Gold dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Ashanti Gold vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Inter Allies à espera com uma camisola. No Ashanti Gold ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ashanti Gold, e não vai ser retirado.
O aperto de mão com o Aduana Stars está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O telefone voltou a tocar por causa de Thomas Kudus, e desta vez do outro lado está o Heart of Lions. No Ashanti Gold ouvem com educação e não prometem nada.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Hearts of Oak fica com o seu homem, e o Ashanti Gold volta a uma lista com um nome riscado.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Ashanti Gold vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Ashanti Gold perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Ashanti Gold e o Hasaacas acertaram em $25.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Disseram uma coisa a Ernest Sulemana e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
O banco16/07/2035
Japhet Matondo tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ashanti Gold dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Osman Nuhu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ashanti Gold, e não vai ser retirado.
O aperto de mão com o Aduana Stars está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gladson Addo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ashanti Gold as despedidas começaram em silêncio.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Wa All Stars ninguém diz, e no Ashanti Gold ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Ashanti Gold perguntou e o Liberty Professionals disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Ashanti Gold vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
O Ashanti Gold e o Medeama acertaram em $110.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ashanti Gold ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Ashanti Gold perguntou e o Asante Kotoko disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Ashanti Gold já telefonou ao Liberty Professionals. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Abdul Awudu está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ashanti Gold, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ashanti Gold, e não vai ser retirado.
Verba acordada, salário acordado, e o Hasaacas à espera com uma camisola. No Ashanti Gold ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O aperto de mão com o Asante Kotoko está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Ashanti Gold perguntou e o Aduana Stars disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel11/06/2035
Bernard Mohammed desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Japhet Matondo está nela.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ashanti Gold ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mohammed Essien, e o treinador deixou.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ashanti Gold podem fingir não ter ouvido.
Notas dos jogadores16/04/2035
Ernest Sulemana, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.70
Um 7.70 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ashanti Gold ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Aos 18 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Abdul Awudu. 1‑0 sobre o Hearts of Oak, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Kwadwo Gyan podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
AntevisãoO líder é o próximo adversário do Ashanti Gold
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ashanti Gold, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Abdul Awudu e o Ashanti Gold acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Kwadwo Gyan depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
6 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ashanti Gold ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Joseph Paintsil tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Kwadwo Gyan sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Japhet Matondo está nela.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ashanti Gold podem fingir não ter ouvido.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Bernard Sulemana não precisou: 7.99, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thomas Kudus será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Ashanti Gold as despedidas começaram em silêncio.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Baba Ayew. 2‑1 sobre o Aduana Stars, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
O Ashanti Gold ficou sem tempo com o Medeama. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Verba acordada, salário acordado, e o Heart of Lions à espera com uma camisola. No Ashanti Gold ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ashanti Gold, e não vai ser retirado.
O Ashanti Gold e o Asante Kotoko acertaram em $320.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Direção05/02/2035
O prazo passa com 0 contratações e 1 saídas
Está feito o negócio no Ashanti Gold até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
A proposta seguiu esta semana para o Medeama, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Heart of Lions à espera com uma camisola. No Ashanti Gold ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O mais difícil de ter 16 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Thomas Kudus não precisou: 7.90, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.07 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Ashanti Gold ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.