O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Javier Martín não precisou: 7.73, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Real Madrid Castilla não o segura a fingir o contrário.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Héctor Lozano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Mikel Oyarzábal sai dessa comparação dentro da equipa, e o Real Madrid Castilla beneficiou de cada uma dessas tardes.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Mikel Oyarzábal ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Héctor Lozano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Martín Esteban treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Colocado numa posição que não é a sua, ou substituído antes da hora uma vez de mais: Dani Olmo deixou claro que não gosta da forma como o Real Madrid Castilla o está a utilizar. Os treinadores sabem destas coisas muito antes da imprensa.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.00 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
As bancadas18/10/2032
Os assobios descem de três lados
«Pagamos isto de quinze em quinze dias. O mínimo é alguém a quem se note que lhe importa.» 4 dos 13 do plantel principal saíram para aquilo; os outros não jogaram.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luken Castillo, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 18. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel18/10/2032
Héctor Lozano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Luken Castillo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Real Madrid Castilla ficou diferente depois.
Em resumo
MercadoAntonio Nieto colocado na lista de transferências
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.06 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Real Madrid Castilla sabem-no, e também todos os que o veem.
Plantel04/10/2032
Héctor Lozano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Àlex Delgado sai dessa comparação dentro da equipa, e o Real Madrid Castilla beneficiou de cada uma dessas tardes.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Luken Castillo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Héctor Lozano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marc Martínez, e o treinador deixou.
Aos 19 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luis Gil, e o treinador deixou.
Plantel20/09/2032
Héctor Lozano, 19 anos, é o melhor jovem do fim de semana
Medido contra todos os outros miúdos da divisão, e o primeiro entre eles. O prémio de sénior é onde o Real Madrid Castilla gostava que isto fosse dar.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Luken Castillo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
MercadoAntonio Nieto colocado na lista de transferências
Haverá conversa esta semana. Real Madrid Castilla vão pôr um número, e a partir daí deixa de ser futebol e passa a ser aritmética.
Plantel06/09/2032
Héctor Lozano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 19 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Real Madrid Castilla vai tentar não fazer disso um caso.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.15 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Real Madrid Castilla tem de arrancar um resultado de algum lado.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Real Madrid Castilla sabem-no, e também todos os que o veem.
1 erro, um golo e uma noite à frente dos mesmos três segundos. Vai vê-lo hoje, amanhã e provavelmente em fevereiro, e quem já jogou sabe em que fotograma ele para.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nil Cano será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Madrid Castilla as despedidas começaram em silêncio.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nil Cano, e o treinador deixou.
Aos 19 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Antonio Nieto treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Verba acordada, salário acordado, e o Valencia à espera com uma camisola. No Real Madrid Castilla ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Mario Rivas anda nisto há tempo suficiente para saber como se sente uma primavera que corre mal, e está a senti-lo. Um vestiário com medo joga como um vestiário com medo.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Real Madrid Castilla perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nil Cano será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Madrid Castilla as despedidas começaram em silêncio.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Real Madrid Castilla não o segura a fingir o contrário.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Mario Rivas. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Real Madrid Castilla já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Mario Rivas treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Começou-se a ver a tabela antes de os jogos acabarem, e esse é sempre o sinal. No Real Madrid Castilla ninguém diz a palavra em voz alta, e todos no edifício estão a pensá-la.
O Real Madrid Castilla fez saber ao mercado que Mario Rivas está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Real Madrid Castilla, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nil Cano será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Madrid Castilla as despedidas começaram em silêncio.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Mario Rivas. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Valladolid tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Uma média de 7.05 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Real Madrid Castilla têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Mario Rivas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Real Madrid Castilla sabe em que fase está.
Em resumo
MercadoDani Olmo colocado na lista de transferências
752 jogos ao longo de 13 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Real Madrid a ouviu como outra coisa.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Real Madrid podem fingir não ter ouvido.
«Foram honestos comigo, e prefiro saber.» Riccardo Calafiori foi informado de que não entra nos planos do treinador do Real Madrid.
Plantel07/06/2032
Luka Sučić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 20 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Real Madrid vai tentar não fazer disso um caso.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Real Madrid estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Eliezer Mayenda e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Leo Román agiu, no Real Madrid, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Plantel31/05/2032
No Real Madrid ainda são estranhos uns para os outros
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Real Madrid sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Peio Canales treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raúl Guti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Oviedo vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Zaragoza foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jovanny Bolívar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zaragoza as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dani Olmo produziu-o, e o 8.33 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Uma média de 7.22 na época, com 22 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mario Maroto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
92 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
15 golos e uma média de 7.30 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Yaser Asprilla e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Ninguém no Real Madrid dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco10/05/2032
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Fernando León, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Dani Olmo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
500 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raúl Guti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vasco Sousa, e o treinador deixou.
16 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Madrid perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
20 golos e uma média de 7.46 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Emprestados03/05/2032
Os golos continuam a chegar do exílio de Dani Olmo
20 golos em 37 jogos no Zaragoza — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Real Madrid alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Jogo01/05/2032
O Real Madrid torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Real Madrid ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luka Sučić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Jovanny Bolívar tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Cartagena deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raúl Guti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 2‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel19/04/2032
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mario Maroto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Zaragoza disse a Erawan Garnier que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Enrique Ramos, e o treinador deixou.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jovanny Bolívar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zaragoza as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.94 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/04/2032
Raúl Guti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Zaragoza sabem-no.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Madrid perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Real Madrid podem fingir não ter ouvido.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Real Madrid a ouviu como outra coisa.
Emprestados12/04/2032
Os golos continuam a chegar do exílio de Dani Olmo
19 golos em 33 jogos no Zaragoza — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Real Madrid alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Uma média de 7.26 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruno Guimarães, e o treinador deixou.
Plantel12/04/2032
Palavras no treino do Real Madrid sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luka Sučić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Jovanny Bolívar esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raúl Guti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Dani Olmo sai dessa comparação dentro da equipa, e o Zaragoza beneficiou de cada uma dessas tardes.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Felipe Rubio depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mario Maroto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
5.º lugar com 56 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Zaragoza já falam dele no passado.
Jogo20/03/2032
O Zaragoza torna a sua casa um sítio difícil de visitar
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Plantel22/03/2032
Raúl Guti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Andorra obrigou o Zaragoza a suar, mas no fim o marcador dizia 2‑0 e a tabela não pergunta como.
O banco22/03/2032
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Felipe Rubio, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
64 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Madrid perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bruno Guimarães será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Real Madrid as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 7.40 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Jogo20/03/2032
Ninguém quer jogar contra o Real Madrid neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Real Madrid coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Dani Olmo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/03/2032
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Raúl Guti está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Felipe Rubio sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo06/03/2032
Não se vê o fim da espera do Zaragoza por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Zaragoza tem de arrancar um resultado de algum lado.
Já são 100 golos com estas cores, cada um deles a memória de alguém. Há um adepto na bancada capaz de dizer onde estava na maioria deles.
Plantel08/03/2032
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mario Maroto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Jogo06/03/2032
O Zaragoza torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Vejo todos os jogos do Zaragoza daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Las Palmas segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 87. O Mallorca tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Thibaut Courtois lesiona os ligamentos do joelho — 79 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 79 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A série sem derrotas chega aos 14 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Florian Wirtz produziu-o, e o 8.57 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
16 golos e uma média de 7.38 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Real Madrid a ouviu como outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Illia Zabarnyi e o Real Madrid acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Yaser Asprilla e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Florian Wirtz. 3‑1 sobre o Athletic Bilbao, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Víctor Valdepeñas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Felipe Rubio depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jovanny Bolívar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zaragoza as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Pierre Jouan acertou condições com o Racing Santander para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Jovanny Bolívar esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel16/02/2032
Mario Maroto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
O Zaragoza perguntou e o Real Madrid disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A proposta do Eldense por Mario Maroto foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Málaga fica com o seu homem, e o Zaragoza volta a uma lista com um nome riscado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Milot Avdyli e o Zaragoza acertam mais 4 anos.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Zaragoza ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Thibaut Courtois lesiona os ligamentos do joelho — 111 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 111 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Real Madrid vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Real Madrid ficou sem tempo com o Sevilla. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
3 golos num só jogo. O primeiro foi bem apontado, o segundo com fome, e ao terceiro a bancada já só esperava que a bola lhe chegasse.
Jogo07/02/2032
Ninguém quer jogar contra o Real Madrid neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Real Madrid a ouviu como outra coisa.
Uma média de 7.35 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Plantel02/02/2032
20 dias de fora para Nicolás Parra depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Zaragoza vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $476.6K do que o Zaragoza pagou por Gabri De Vuyst é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Direção02/02/2032
O Zaragoza fecha o mercado com um plantel feito por si
2 entradas e 6 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Milot Avdyli e o Zaragoza acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mario Maroto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Zaragoza falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dani Olmo produziu-o, e o 8.19 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Jogo24/01/2032
Ninguém quer jogar contra o Zaragoza neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Zaragoza fez a parte difícil com o Málaga, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
16 golos e uma média de 7.20 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Plantel26/01/2032
Raúl Guti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zaragoza perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Plantel19/01/2032
34 dias de fora para Nicolás Parra depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Zaragoza vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Dani Olmo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Zaragoza lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Zaragoza fez a parte difícil com o Barcelona, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O Getafe vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Zaragoza foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Plantel12/01/2032
42 dias de fora para Nicolás Parra depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Zaragoza vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Mais um nome na lista: o Rayo Vallecano fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Jovanny Bolívar. A resposta do Zaragoza não mudou — para já.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Verba acordada, salário acordado, e o Celta à espera com uma camisola. No Real Madrid ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 60 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Real Madrid podem fingir não ter ouvido.
A proposta do Deportivo La Coruña por Bruno Guimarães foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Uma média de 7.39 na época, com 21 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Emprestados12/01/2032
Os golos continuam a chegar do exílio de Dani Olmo
14 golos em 20 jogos no Zaragoza — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Real Madrid alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Notas dos jogadores12/01/2032
Yeremay jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.20. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
A primeira derrota em 4 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Betis; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Em resumo
DireçãoOs salários engolem 111% das receitas do Real Madrid
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Zaragoza falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A proposta do Leganés por Mario Maroto foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Zaragoza estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Zaragoza fez a parte difícil com o Valencia, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Jovanny Bolívar e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raúl Guti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 57 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Iván Romero produziu-o, e o 8.83 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.09 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Jovanny Bolívar e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raúl Guti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
17 dias, diz o departamento médico, e os departamentos médicos são otimistas por profissão. A ficha de jogo vai parecer errada sem ele.
O banco29/12/2031
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Felipe Rubio foi breve depois da vitória por 3‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 76 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Real Madrid perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.47 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
7.76, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Zaragoza falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Dani Olmo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mario Maroto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Zaragoza sabem-no.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Real Madrid falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Las Palmas vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Real Madrid foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
44 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
As regras permitem-no e dói na mesma. Logan Costa acertou condições com o Villarreal para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
15 golos e uma média de 7.24 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Leo Román acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Real Madrid substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Florian Wirtz no seu melhor
72 dias de fora para Nicolás Parra depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Zaragoza vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Leandro Olima pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Cody Frimpong agiu, no Zaragoza, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel15/12/2031
Mario Maroto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 7.94. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Cody Frimpong tem 20 anos, e o Zaragoza contratou-o pelo jogador que virá a ser, não pelo que já é. A equipa principal pode esperar; o sentido de um negócio destes são os anos que compra.
Em resumo
O bancoRaúl Guti pede uma conversa com o treinador
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Zaragoza falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel08/12/2031
Víctor Valdepeñas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Enzo Delgado acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Zaragoza substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 86 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dani Olmo produziu-o, e o 8.35 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O Leganés obrigou o Zaragoza a suar, mas no fim o marcador dizia 3‑1 e a tabela não pergunta como.
Plantel01/12/2031
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Erawan Garnier está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Matías Espíndola tem a sua resposta do Zaragoza; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Vasco Sousa, e o treinador deixou.
109 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Real Madrid falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Um ponto arrancado aos 89 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 4 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Em resumo
DireçãoOs salários engolem 108% das receitas do Real Madrid
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Dani Olmo
O bancoMorgan Rogers tornou-se um homem de confiança do treinador
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 93 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.91 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Dani Olmo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel24/11/2031
Mario Maroto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Markel Sosa e o Zaragoza acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
1‑1, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco24/11/2031
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Felipe Rubio não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Zaragoza também ninguém o escondia.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Um dérbi nunca é só futebol, mas o futebol ajudou: 2‑1, e a bancada visitante esvaziou cedo. O direito de mandar bocas fica renovado por mais uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 115 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Contra qualquer outro seriam três pontos e pouco mais. Contra eles, e com o nome dele no golo, é um ano de conversa garantida para o Real Madrid e uma história que vai sobreviver ao contrato dele.
Segue-se o Atlético Madrid, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thibaut Courtois está nela.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Fernando León sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Real Madrid falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Real Madrid podem fingir não ter ouvido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruno Guimarães, e o treinador deixou.
Segue-se o Barcelona, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Eduardo Camavinga está nela.
Segue-se o Barcelona, e há um homem no balneário do Real Madrid que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
6 golos em 10 jogos no Las Palmas — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Real Madrid alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
1‑2 frente ao Eibar, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Zaragoza falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.22 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jovanny Bolívar e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/11/2031
Mario Maroto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Zaragoza sabe em que fase está.
14 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zaragoza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 114 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Dani Olmo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel03/11/2031
Mario Maroto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tobías Oscari, e o treinador deixou.
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zaragoza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Zaragoza falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Dani Olmo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel27/10/2031
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Víctor Valdepeñas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco27/10/2031
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Felipe Rubio a uma sala que já as tinha ouvido.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
O banco27/10/2031
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Gabri De Vuyst
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Em resumo
Notas dos jogadoresCarlos Rojas encarou-os todo o jogo
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A primeira derrota em 9 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Athletic Bilbao; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Ninguém no Real Madrid dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Emprestados27/10/2031
Os golos continuam a chegar do exílio de Dani Olmo
7 golos em 8 jogos no Zaragoza — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Real Madrid alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Athletic Bilbao? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Jaime Hernández lesiona os ligamentos do joelho — 29 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 29 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Real Madrid Castilla vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Zaragoza foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dani Olmo produziu-o, e o 8.35 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Zaragoza já falam dele no passado.
Plantel20/10/2031
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mario Maroto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Zaragoza ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Jaime Hernández lesiona os ligamentos do joelho — 36 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 36 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Zaragoza podem fingir não ter ouvido.
Plantel13/10/2031
Uma transferência que Erawan Garnier teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Erawan Garnier está a viver essa versão no Zaragoza, e costuma notar-se no primeiro mês.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel13/10/2031
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mario Maroto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Real Madrid a ouviu como outra coisa.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Achraf Hakimi está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Eduardo Camavinga assinar alguma coisa — um contrato no Real Madrid ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Real Madrid terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Real Madrid. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Yaser Asprilla fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Eliezer Mayenda
27 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zaragoza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Zaragoza sabem-no, e também todos os que o veem.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
34 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zaragoza perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dani Olmo produziu-o, e o 8.06 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/09/2031
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ángel Recio está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Zaragoza perguntou e o Athletic Bilbao disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Osasuna fica com o seu homem, e o Zaragoza volta a uma lista com um nome riscado.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tobías Oscari estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel15/09/2031
6 caras novas e o Zaragoza ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
A história preferida de qualquer jornal e a menos preferida de qualquer treinador. O sucedido «está a ser tratado internamente», expressão que os clubes usam quando preferiam que ninguém voltasse a perguntar.
Dani Olmo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel08/09/2031
Mario Maroto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Zaragoza já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Direção01/09/2031
O Zaragoza fecha o mercado com um plantel feito por si
27 entradas e 10 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Dani Olmo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Barcelona ninguém diz, e no Zaragoza ninguém gosta de estar a adivinhar.
Não há pior forma de perder um futebolista. Valentino Di Marco pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Zaragoza vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Oviedo à espera com uma camisola. No Zaragoza ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Já são 11 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 104 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Zaragoza perguntou e o Osasuna disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Sevilla fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Direção18/08/2031
15 jogadores da formação sobem à equipa principal do Zaragoza
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Plantel18/08/2031
Mario Maroto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A proposta seguiu esta semana para o Real Sociedad, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Zaragoza já se começa a dizer o nome dele no passado.
Jovanny Bolívar esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel04/08/2031
Ángel Recio desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Zaragoza não o segura a fingir o contrário.
Uma sondagem ao Valencia para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Zaragoza já se começa a dizer o nome dele no passado.
O aperto de mão com o Villarreal está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Real Sociedad queria mais do que $19.3M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O negócio que levaria Iván Romero para o Tigre caiu na fase final e ele reapresenta-se no Zaragoza com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zaragoza coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Raúl Guti estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Matías Soulé fica onde está
O Zaragoza foi ao Real Sociedad com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zaragoza, e não vai ser retirado.
Verba acordada, salário acordado, e o Marbella à espera com uma camisola. No Zaragoza ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Dani Olmo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Haverá conversa esta semana. Zaragoza vão pôr um número, e a partir daí deixa de ser futebol e passa a ser aritmética.
Plantel21/07/2031
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ángel Recio está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Zaragoza foi ao Villarreal com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Zaragoza já falam dele no passado.
Plantel14/07/2031
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ángel Recio está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma sondagem ao Barcelona para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zaragoza ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Barcelona ninguém diz, e no Zaragoza ninguém gosta de estar a adivinhar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mario Maroto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Zaragoza não o segura a fingir o contrário.
Uma sondagem ao Rio Ave para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Getafe tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Real Madrid a ouviu como outra coisa.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Eduardo Camavinga está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Eduardo Camavinga assinar alguma coisa — um contrato no Real Madrid ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A coisa menos glamorosa que um reforço estrangeiro faz e a que decide a maioria deles. Um jogador que percebe o grito que vem atrás dele é outro futebolista diferente daquele que não percebe.
Os minutos não apareciam em Real Madrid, por isso vai procurá-los em Zaragoza. Toda a gente lhe chama formação; para o jogador é simplesmente a hipótese de jogar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zaragoza perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Zaragoza e o Real Sociedad acertaram em $10.7M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $3.8M porque Víctor Valdepeñas é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Jovanny Bolívar esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Zaragoza ofereceu $88.0K; o Ceuta disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel16/06/2031
Palavras no treino do Zaragoza sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mario Maroto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
92 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Faltavam 85 minutos e o Athletic Bilbao tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o Real Madrid não parou para dar explicações.
Morgan Rogers esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.37 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Dani Olmo. 1‑0 sobre o Athletic Bilbao, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Já são 13 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Morgan Rogers e o Real Madrid acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Jogo01/02/2031
Mais uma trazida de fora
6 seguidas na estrada para o Real Madrid. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Direção03/02/2031
O prazo passa com 3 contratações e 3 saídas
Está feito o negócio no Real Madrid até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Yaser Asprilla quer futebol continental; se o Real Madrid o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
90 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Jogo25/01/2031
Ninguém quer jogar contra o Real Madrid neste momento
12 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Morgan Rogers produziu-o, e o 8.80 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
61 pontos, um lugar lá em cima e um estádio que começou a divertir-se. Ninguém vai dizer a palavra em voz alta, o que é o sinal mais seguro de que toda a gente está a pensar nela.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.05 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.