“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Josip Mišić, e o treinador deixou.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Roko Ban e o Dinamo Zagreb acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mislav Oršić está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Dion Beljo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Dinamo Zagreb. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Dinamo Zagreb, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gabriel Vidović, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Scott McKenna. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Dinamo Zagreb terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
4 golos em 11 jogos no Olimpija Ljubljana — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Dinamo Zagreb alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ivan Filipović apontou a data.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Roko Ban treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A série sem derrotas chega aos 22 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Segue-se o Hajduk Split, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 93. O NK Osijek tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Aleks Stojaković e o Dinamo Zagreb acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Matteo Pérez Vinlöf está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dion Beljo produziu-o, e o 8.92 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Matteo Pérez Vinlöf tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Dinamo Zagreb não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Em resumo
PlantelAs defesas já dobram a marcação a Dion Beljo
Já são 18 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
3‑0 frente ao Novi Pazar, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
33 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Miha Zajc produziu-o, e o 8.46 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Adriano Jagušić não precisou: 7.74, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 8 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Stjepan Radeljić chama-lhe outra coisa em privado.
Vitória por 3‑1 sobre o Sesvete, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
3‑0, e Dion Beljo ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Dinamo Zagreb. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Jogo31/10/2026
Ninguém quer jogar contra o Dinamo Zagreb neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Nota 8.07 aos 17 anos, numa equipa que não faz concessões à idade. Não precisou de nenhuma, e parecia o homem menos nervoso em campo.
Notas dos jogadores02/11/2026
Mislav Oršić, 33 anos, faz recuar o relógio — 7.82
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.82 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.88 ao lado do nome.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Mateo Lisica tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.29 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Jogo17/10/2026
Ninguém quer jogar contra o Dinamo Zagreb neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
2 golos antes de o estádio acabar de chegar. O Istra 1961 passou o resto da tarde a jogar um jogo já decidido, e toda a gente nas bancadas sabia disso.
Notas dos jogadores19/10/2026
Dion Beljo jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.07. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco19/10/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Ivica Kovac foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Ninguém no Dinamo Zagreb dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Segue-se o Istra 1961, e há um homem no balneário do Dinamo Zagreb que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Emprestados12/10/2026
Os golos continuam a chegar do exílio de Mislav Ćutuk
6 golos em 8 jogos no Segesta — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Dinamo Zagreb alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Dinamo Zagreb sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Agora parece alguém que vive aqui e não alguém que vem trabalhar aqui. Levou quase uma temporada inteira, e no Dinamo Zagreb a diferença vê-se da última fila.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Adriano Jagušić produziu-o, e o 8.42 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
6 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.06, e nem uma objeção no estádio.
Antevisão21/09/2026
Os vizinhos são o próximo adversário do Dinamo Zagreb
Nada na semana que aí vem é normal. O Hajduk Split no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 87. O Utrecht tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Stjepan Radeljić chama-lhe outra coisa em privado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
18 pontos e ninguém por cima. A palavra ainda não se diz à volta do estádio, e pensa-se em todas as cadeiras.
Jogo12/09/2026
Ninguém quer jogar contra o Dinamo Zagreb neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Adriano Jagušić não precisou: 7.64, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Ivica Kovac podia dar-se ao luxo de ser generoso.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dinamo Zagreb, e não vai ser retirado.
Direção07/09/2026
Fecha o mercado: 1 entradas, 13 saídas no Dinamo Zagreb
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 1, saíram 13, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Mais um nome na lista: o Torpedo-BelAZ fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Mateo Lisica. A resposta do Dinamo Zagreb não mudou — para já.
Quatro semanas em que ninguém na divisão fez melhor o seu trabalho. O prémio vai para uma prateleira e o jogador volta para a equipa, que é a ordem que o Dinamo Zagreb prefere.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Mislav Oršić: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Dinamo Zagreb a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
$21.5M era o máximo que o clube pagaria, e o Besiktas pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Verba acordada, salário acordado, e o Minsk à espera com uma camisola. No Dinamo Zagreb ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do BATE por Gabriel Vidović foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dinamo Zagreb, e não vai ser retirado.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $21.9M — um clube que quer Mattéo Guendouzi ao ponto de perguntar duas vezes.
O HNK Vukovar 1991 vai querer esquecer isto depressa: 6‑3, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Dinamo Zagreb foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O Dinamo Zagreb foi ao Besiktas com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Luka Stojković não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Dinamo Zagreb perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $23.1M — um clube que quer Orkun Kökçü ao ponto de perguntar duas vezes.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dion Beljo produziu-o, e o 8.86 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Dinamo Zagreb perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Gabriel Vidović não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta seguiu esta semana para o Panathinaikos, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Mislav Oršić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Slavia Prague fica com o seu homem, e o Dinamo Zagreb volta a uma lista com um nome riscado.
Um 2‑1 sobre o Lokomotiva Zagreb, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.