$14.3M era o máximo que o clube pagaria, e o Olympiacos pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Panathinaikos perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santos fica com o seu homem, e o Panathinaikos volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta do Niki Volos por Dimitris Chatsidis foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Caspar Jander e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel25/06/2035
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Juan Ignacio Nardoni está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma lesão muscular afasta Žan Jevšenak durante 15 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Panathinaikos vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pablo Meixús e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco28/05/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Facundo Pellistri
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Emmanuel Gómez Riga pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Panathinaikos sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Loïs Openda
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Panathinaikos lida com um homem que quer outro país.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Dimitris Chatsidis está nela.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Panathinaikos, mais uma semana sem a assinatura de Brayann Pereira.
8 jogos sem sofrer em 17 partidas. O empréstimo de um guarda-redes julga-se pelas tardes em que não aconteceu nada, e Emmanuel Gómez Riga tem tido muitas.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Panathinaikos sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
4 jogos sem sofrer em 5 partidas. O empréstimo de um guarda-redes julga-se pelas tardes em que não aconteceu nada, e Levan Tandilashvili tem tido muitas.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
1.º lugar com 76 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Michalis Lampropoulos não precisou: 7.65, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.98 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Caspar Jander e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 21 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco26/02/2035
Pablo Marín volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Panathinaikos já trabalhou com Pablo Marín e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
13 golos em 20 jogos no PAOK — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Panathinaikos alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Uma média de 7.37 na época, com 5 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 61 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 19 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Panathinaikos beneficiou disso.
81 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo17/12/2034
Ninguém quer jogar contra o Panathinaikos neste momento
11 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
1‑0 frente ao Besa Kavajë, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Lorenzo Scipioni está no centro dessa descrição.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Panathinaikos vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.08 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
1‑0 frente ao Olympiacos, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
142 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
1‑1 frente ao Antwerp, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
24 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Marcar a qualquer outro é um golo. Marcar-lhes a eles é uma história que leva o nome de quem marcou durante uma década, e os adeptos do Panathinaikos já começaram a contá-la.
Tommaso Martinelli e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Juan Ignacio Nardoni estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 23 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Marcar a qualquer outro é um golo. Marcar-lhes a eles é uma história que leva o nome de quem marcou durante uma década, e os adeptos do Panathinaikos já começaram a contá-la.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pote e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Antevisão23/10/2034
Os vizinhos são o próximo adversário do Panathinaikos
Nada na semana que aí vem é normal. O Olympiacos no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
30 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
0‑1 perante o nível do HNK Rijeka. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.92 aos 36, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lovro Majkić será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Panathinaikos ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Loïs Openda. 3‑1 sobre o Volos NPS, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
112 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Panathinaikos perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Panathinaikos, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gian Marco Crespi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
Brayann Pereira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Camilo Montero está nela.
O novo treinador do Panathinaikos já trabalhou com Gian Marco Crespi e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Panathinaikos pode pedir e sobe o salário que Lovro Majkić pode exigir.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lovro Majkić será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Panathinaikos as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Panathinaikos ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Panathinaikos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Leonel Pérez está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Dimitris Chatsidis. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Panathinaikos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Uma média de 7.43 na época, com 25 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Panathinaikos ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Brayann Pereira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Andrews Tetteh. 2‑0 sobre o Panetolikos, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel27/02/2034
Palavras no treino do Panathinaikos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Triantafyllos Tsapras está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.