“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Lincoln City tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Enzo Fernández quer futebol continental; se o Liverpool o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel29/01/2029
Virgil van Dijk desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Liverpool coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Arsenal fica com o seu homem, e o Liverpool volta a uma lista com um nome riscado.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Thiago tem a sua resposta do Liverpool; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Notas dos jogadores29/01/2029
Harvey Elliott jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.31. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
0‑1 frente ao Bolton Wanderers, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Terminou 2‑0, e a tarde foi de Santiago Castro: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Liverpool.
Plantel18/12/2028
Jorrel Hato desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Andy Irving esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Notas dos jogadores18/12/2028
Kaoru Mitoma jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.09. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O Chesterfield está fora e o Liverpool segue em frente, com um 3‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kieran Morrison não precisou: 8.16, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Plantel30/10/2028
Palavras no treino do Liverpool sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jorrel Hato está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Notas dos jogadores30/10/2028
Brian Brobbey jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.31. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Liverpool coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A verba é $62.1M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Leeds United negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
O Liverpool pagou $63.6M e o Sunderland aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sunderland podem fingir não ter ouvido.
Brian Brobbey foi-se, as contas têm $63.6M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
O Sunderland ofereceu $1.7M; o Blackburn Rovers disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Sunderland foi ao Blackburn Rovers com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Curtis Jones e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O AS Roma não queria vender e o número é a razão por que o fez. $86.0M por Santiago Castro, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
A perseguição a Brian Brobbey terminou com $63.6M a mudar de mãos e o Sunderland sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
A verba é $57.9M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Leeds United negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Liverpool vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
$36.2M em cima da mesa do Blackburn Rovers. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Gabriel agiu, no Liverpool, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A proposta seguiu esta semana para o Leeds United, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta do Sheffield Wednesday por Brian Brobbey foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Sunderland está a esgotar-se.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Sunderland ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Granit Xhaka esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Cambridge United fica com o seu homem, e o Sunderland volta a uma lista com um nome riscado.
O aperto de mão com o Leeds United está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Liverpool foi ao AS Roma com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Liverpool falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Verba acordada, salário acordado, e o Chelsea à espera com uma camisola. No Liverpool ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Liverpool ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Wataru Endo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Liverpool foi explícito quanto à situação de Wataru Endo, o que é mais do que muitos recebem.
Romaine Mundle e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 36 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Sunderland é como lidar com um homem a quem deve muito.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Dayann Methalie treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Brian Brobbey esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 16 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nilson Angulo, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 14. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
O banco22/05/2028
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Harry Matthews escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Omar Alderete assinar alguma coisa — um contrato no Sunderland ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
17 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sunderland perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sunderland, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nilson Angulo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sunderland as despedidas começaram em silêncio.
46 jogos no Wycombe Wanderers e os golos deixaram de entrar. O Sunderland emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Reinildo e o Sunderland acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sunderland perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sunderland coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Disseram uma coisa a Josh Maja e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Omar Alderete assinar alguma coisa — um contrato no Sunderland ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
41 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sunderland perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo15/04/2028
Brian Brobbey ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 90. Brian Brobbey encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Tottenham passou do ponto ao nada num só movimento.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sunderland ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Brian Brobbey. 2‑1 sobre o Tottenham, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alan Browne e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco17/04/2028
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Harry Matthews, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
48 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sunderland perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sunderland, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nilson Angulo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sunderland as despedidas começaram em silêncio.
Já são 4 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
Emprestados10/04/2028
O empréstimo de Melker Ellborg mede-se pelo que não acontece
18 balizas a zeros em 42 jogos no Wycombe Wanderers. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Romaine Mundle esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Sunderland sabem-no.
Reinildo lesiona os ligamentos do joelho — 79 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 79 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nilson Angulo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sunderland as despedidas começaram em silêncio.
Brian Brobbey e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Sunderland a ouviu como outra coisa.
Emprestados13/03/2028
O empréstimo de Matthew Young mede-se pelo que não acontece
17 balizas a zeros em 39 jogos no Bradford City. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
O Sunderland ficou sem tempo com o Ipswich Town. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Notas dos jogadores14/02/2028
Granit Xhaka, 35 anos, faz recuar o relógio — 7.99
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.99 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nilson Angulo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sunderland as despedidas começaram em silêncio.
O nome de Luke O'Nien apareceu em conversas de que o Sunderland não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Emprestados14/02/2028
O empréstimo de Melker Ellborg mede-se pelo que não acontece
16 balizas a zeros em 34 jogos no Wycombe Wanderers. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
0‑3 frente ao West Bromwich Albion, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
A proposta do Fulham por Brian Brobbey foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sunderland, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o Ipswich Town, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Mercado07/02/2028
Tão perto: a transferência de Romaine Mundle morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Accrington Stanley seguiu em frente, Romaine Mundle apresenta-se de volta no Sunderland, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Direção07/02/2028
Fecha o mercado: 5 entradas, 4 saídas no Sunderland
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 5, saíram 4, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Dribles concretizados: 24. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Jogo05/02/2028
Não se vê o fim da espera do Sunderland por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Sunderland tem de arrancar um resultado de algum lado.
Emprestados07/02/2028
16 balizas a zeros por empréstimo para Matthew Young
32 jogos no Bradford City e os golos deixaram de entrar. O Sunderland emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sunderland podem fingir não ter ouvido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Liverpool fica com o seu homem, e o Sunderland volta a uma lista com um nome riscado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Sunderland sabem-no.
Niclas Füllkrug e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
Notas dos jogadoresBrian Brobbey encarou-os todo o jogo
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sunderland podem fingir não ter ouvido.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Brian Brobbey produziu-o, e o 8.82 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Mais um nome na lista: o Middlesbrough fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Brian Brobbey. A resposta do Sunderland não mudou — para já.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Sunderland fez a parte difícil com o West Ham United, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O Sunderland perguntou e o Manchester United disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Brian Brobbey. 2‑0 sobre o Crystal Palace, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sunderland podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nilson Angulo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sunderland as despedidas começaram em silêncio.
Romaine Mundle e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Sunderland perguntou e o Hull City disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Emprestados03/01/2028
11 balizas a zeros por empréstimo para Matthew Young
24 jogos no Bradford City e os golos deixaram de entrar. O Sunderland emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
20 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sunderland perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Brian Brobbey produziu-o, e o 8.52 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Reinildo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Minuto 95, frente ao Nottingham Forest, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Josh Coburn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A carreira de um guarda-redes conta-se pelos jogos em que ninguém lhe marcou, e Robin Roefs tem agora 25 deles em 121 partidas. Nada naquele número foi sorte.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 17 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Harry Matthews podia dar-se ao luxo de ser generoso.
O Milton Keynes Dons está fora e o Sunderland segue em frente, com um 2‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sunderland, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Josh Coburn produziu-o, e o 8.58 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Robin Roefs, e o treinador deixou.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
2 golos em vinte minutos com Josh Coburn no meio de tudo, e o Milton Keynes Dons sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Em resumo
PlantelJosh Maja desentende-se com um colega por causa das exigências
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Aji Alese será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sunderland as despedidas começaram em silêncio.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Sunderland sabe dizer em que semana.
Plantel18/10/2027
Josh Maja desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sunderland ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sunderland coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco20/09/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Chemsdine Talbi
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Harry Matthews depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sunderland podem fingir não ter ouvido.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Josh Maja volta a ser jogador do Sunderland, e a cidade tem a sua história do verão.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Sunderland perdeu-o em tudo menos nos papéis.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
A proposta seguiu esta semana para o West Bromwich Albion, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Petrolul à espera com uma camisola. No Sunderland ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Bromley por Marcus Neill foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Arsenal fica com o seu homem, e o Sunderland volta a uma lista com um nome riscado.
Toda a gente deixou de fingir: o Doncaster Rovers vai fazer a chamada por Aji Alese esta semana. O Sunderland tem um número em mente, e o número não é tímido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sunderland coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel02/08/2027
Demasiada mudança demasiado depressa no Sunderland
11 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Brian Brobbey. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Sunderland já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
As bancadas05/07/2027
Os adeptos revoltam-se com a venda de Habib Diarra por $77.0M
Vai para o Manchester City, o clube tem $77.0M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
$20.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Southampton pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Sunderland perguntou e o Manchester City disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel05/07/2027
12 caras novas e o Sunderland ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sunderland perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Sunderland já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Sunderland foi ao Hull City com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O Sunderland perguntou e o Hull City disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Will Mannion esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
Plantel4 jogadores do Sunderland ao serviço das seleções
8.º lugar com 53 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Noah Sadiki. 2‑1 sobre o Burnley, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Noah Sadiki tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Sunderland ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.