O Spezia vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Inter foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Pedro Mendes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Inter as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Inter coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Inter ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel14/03/2033
Petar Ratkov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
Plantel8 caras novas e o Inter ainda se está a conhecer
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Inter ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Antony e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Inter a ouviu como outra coisa.
O AC Milan não queria vender e o número é a razão por que o fez. $17.9M por Kerim Alajbegović, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Fiorentina perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Kerim Alajbegović está a viver essa versão no Fiorentina, e costuma notar-se no primeiro mês.
A proposta seguiu esta semana para o Inter, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Fiorentina fez a parte difícil com o Novara, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Botafogo aceitou o dinheiro. O que o Inter ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Inter perdeu-o em tudo menos nos papéis.
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $5.2M porque Robin Roefs é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Plantel10/01/2033
Robin Roefs consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Robin Roefs acabou de assinar pelo Inter e, por uma vez, a resposta importava.
A verba é $3.2M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Hellas Verona negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
A proposta seguiu esta semana para o AC Milan, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
$17.9M era o máximo que o clube pagaria, e o AC Milan pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
A proposta seguiu esta semana para o Reggiana, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Fiorentina a ouviu como outra coisa.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
O Inter foi ao Botafogo com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Inter, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o Hellas Verona, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.04 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Bence Dárdai e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Robin Roefs, e o treinador deixou.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Em resumo
O bancoMatteo Cichella tornou-se um homem de confiança do treinador
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Fiorentina foi explícito quanto à situação de Andrej Kostić, o que é mais do que muitos recebem.
Tijjani Noslin e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mateusz Kowalski, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que David De Gea está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Fiorentina, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jeff Ekhator, e o treinador deixou.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Fiorentina e lutar pelo meu lugar.» 5 jogos em 19 no Vis Pesaro dizem o resto.
O banco18/10/2032
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Simone De Santis a uma sala que já as tinha ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Federico Matarán será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Fiorentina, mais uma semana sem a assinatura de Lloyd Kelly.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Fiorentina sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Antonio Arena: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Fiorentina a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Fiorentina. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Tijjani Noslin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Fiorentina lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Andrej Kostić treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Fiorentina sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Cagliari defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Segue-se o Bari, e há um homem no balneário do Fiorentina que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
14 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fiorentina perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O negócio que levaria Yusuf Akçiçek para o Frosinone caiu na fase final e ele reapresenta-se no Fiorentina com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O relógio fez o que o Inter não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Fiorentina perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Robin Roefs regressa a Fiorentina com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $952.3K do que o Fiorentina pagou por Gerard Yepes é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
O relógio fez o que o AC Milan não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Direção06/09/2032
Fecha o mercado: 23 entradas, 31 saídas no Fiorentina
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 23, saíram 31, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
David De Gea lesiona os ligamentos do joelho — 35 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 35 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Fiorentina perguntou e o Genoa disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta do Torino por Yusuf Akçiçek foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
A proposta seguiu esta semana para o Inter, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Yusuf Akçiçek e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Direção23/08/2032
9 jogadores da formação sobem à equipa principal do Fiorentina
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
David De Gea lesiona os ligamentos do joelho — 49 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 49 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Napoli fica com o seu homem, e o Fiorentina volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 27 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
$9.7M era o máximo que o clube pagaria, e o AC Milan pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Fiorentina foi ao AS Roma com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
David De Gea lesiona os ligamentos do joelho — 63 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 63 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Robin Roefs regressa a Fiorentina com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 41 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O telefone voltou a tocar por causa de Antonio Arena, e desta vez do outro lado está o Athletic Bilbao. No Fiorentina ouvem com educação e não prometem nada.
A proposta seguiu esta semana para o AS Roma, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
David De Gea e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Fiorentina perguntou e o Lazio disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 62 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Fiorentina a ouviu como outra coisa.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no AC Milan ninguém diz, e no Fiorentina ninguém gosta de estar a adivinhar.
Yusuf Akçiçek e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Fiorentina perguntou e o AS Roma disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
O Fiorentina ofereceu $2.2M; o AS Roma disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
David De Gea e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Vid Chinoso Juvančič está a viver essa versão no Fiorentina, e costuma notar-se no primeiro mês.
David De Gea e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
36 jogos e 14 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
Plantel31/05/2032
No Fiorentina ainda são estranhos uns para os outros
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Gerard Yepes tem a sua resposta do Fiorentina; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Erick Sánchez está nela.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
10.º lugar com 53 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Emprestados24/05/2032
O empréstimo de Robin Roefs mede-se pelo que não acontece
20 balizas a zeros em 38 jogos no Pescara. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
14 golos em 36 jogos no Bari — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Fiorentina alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pescara ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 12 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Pescara podem fingir não ter ouvido.
Plantel17/05/2032
Nicolò Buso desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Pescara sabem-no.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pescara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
7.89, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Dayann Methalie e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Bence Dárdai. 2‑0 sobre o Sassuolo, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Notas dos jogadores10/05/2032
Bence Dárdai jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.21. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que David De Gea está nela.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Simone De Santis sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” David De Gea e o Fiorentina acertam mais 2 anos.
Dayann Methalie e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Atalanta segurou a vantagem 3 minutos, que não chega para a desfrutar. O Fiorentina respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Emprestados26/04/2032
O empréstimo de Robin Roefs mede-se pelo que não acontece
17 balizas a zeros em 34 jogos no Pescara. É o ofício inteiro de um guarda-redes bem cumprido, e está a ser cumprido muito longe do clube que o detém.
13 golos em 32 jogos no Bari — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Fiorentina alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.12, e nem uma objeção no estádio.
Plantel26/04/2032
Palavras no treino do Fiorentina sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gerard Yepes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Dayann Methalie esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dayann Methalie, e o treinador deixou.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; David De Gea chama-lhe outra coisa em privado.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Robin Roefs: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pescara ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Pescara ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
O Udinese obrigou o Pescara a suar, mas no fim o marcador dizia 1‑0 e a tabela não pergunta como.
Plantel19/04/2032
Tom Davies desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
Notas dos jogadoresKerim Alajbegović jogou uma tarde diferente da de toda a gente
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Strahinja Pavlović pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para David De Gea, e o treinador deixou.
Emprestados12/04/2032
15 balizas a zeros por empréstimo para Robin Roefs
32 jogos no Pescara e os golos deixaram de entrar. O Fiorentina emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Fiorentina ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Dayann Methalie e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Dayann Methalie e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
0‑1 para o Pescara, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Emprestados15/03/2032
13 balizas a zeros por empréstimo para Robin Roefs
29 jogos no Pescara e os golos deixaram de entrar. O Fiorentina emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
Plantel15/03/2032
Gerard Yepes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco15/03/2032
Neste momento há alguém melhor do que David De Gea
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O banco15/03/2032
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Simone De Santis a uma sala que já as tinha ouvido.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
16 golos e uma média de 7.27 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Isto não é rotação. Erik Florentín está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Pescara finge o contrário.
Plantel01/03/2032
Nicolò Buso desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Samuele Pirola esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrej Kostić será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Fiorentina podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Andrej Kostić, e o treinador deixou.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Emprestados23/02/2032
12 balizas a zeros por empréstimo para Robin Roefs
26 jogos no Pescara e os golos deixaram de entrar. O Fiorentina emprestou um guarda-redes e vê a época de outro clube melhorar todas as semanas.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Christian Comotto será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Pescara as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pescara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nicolò Buso está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Udinese vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Dinis Rodrigues pré-acordou a mudança para o Pescara, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Robin Roefs, e o treinador deixou.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Samuele Pirola tem a sua resposta do Pescara; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Pescara ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Pescara, e não vai ser retirado.
1 para Seid Korać, avaliado com 7.88, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pescara ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Pescara sabem-no.
Jhon Lucumí esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.24 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O Pescara perguntou e o Pisa disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Fiorentina falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Erick Sánchez regressa a Fiorentina com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Dayann Methalie e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Fiorentina perguntou e o Lazio disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Pescara, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nicolò Buso está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Notas dos jogadores29/12/2031
Donyell Malen jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.10. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 26 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luca Nesi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Pescara as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolò Buso estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 34 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kerim Alajbegović produziu-o, e o 8.38 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pescara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tom Davies está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 43 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pescara ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolò Buso estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Toda a carreira longa chega à semana em que o jogador começa a pensar na última. Gostaria que fosse no clube que o pôs pela primeira vez num campo, e no Pescara já sabem disso.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Pescara, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Donyell Malen. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Andy Irving está nela.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Pescara ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Pescara coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nicolò Buso está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Robin Roefs, e o treinador deixou.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Pescara ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Pescara, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Pescara a ouviu como outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luca Nesi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Pescara as despedidas começaram em silêncio.
Honest Ahanor e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolò Buso estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
5 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Ivan Smolčić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nicolò Buso está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Pescara perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kerim Alajbegović produziu-o, e o 8.20 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Pescara a ouviu como outra coisa.
Jhon Lucumí esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Fiorentina já se começa a dizer o nome dele no passado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Lautaro Valenti agiu, no Fiorentina, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Dayann Methalie esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Lazio vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Lloyd Kelly pré-acordou a mudança para o Fiorentina, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A proposta seguiu esta semana para o Lazio, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
$7.6M era o máximo que o clube pagaria, e o Cremonese pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel07/07/2031
No Fiorentina ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Vai para o AC Milan, o clube tem $21.0M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $8.1M — um clube que quer David Stückler ao ponto de perguntar duas vezes.
Dayann Methalie esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Fiorentina perguntou e o Cremonese disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Uma sondagem ao Modena para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Verba acordada, salário acordado, e o Torino à espera com uma camisola. No Fiorentina ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o FC Argeș fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Dayann Methalie e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Filippo Rinaldi está a viver essa versão no Fiorentina, e costuma notar-se no primeiro mês.
O Fiorentina perguntou e o AS Roma disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Em resumo
Plantel4 jogadores do Fiorentina ao serviço das seleções
Está feito, e ainda com jogos por disputar. A próxima época vai ter noites de holofotes contra clubes de outros países, e as contas ganham uma linha que no ano passado não tinham.
A proposta seguiu esta semana para o Reggiana, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Fiorentina perguntou e o Juventus disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta do Lecce por Robin Roefs foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Fiorentina a ouviu como outra coisa.
As regras permitem-no e dói na mesma. Mario Pietropaolo acertou condições com o Lecco para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Dayann Methalie esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O telefone voltou a tocar por causa de Samuele Mulattieri, e desta vez do outro lado está o Cremonese. No Fiorentina ouvem com educação e não prometem nada.
O empréstimo cumpriu: 36 jogos, 14 deles sem sofrer, e um guarda-redes que já sabe o que é uma época inteira a ser escolhido. Quem usa o número um no Fiorentina vai ter de ser melhor do que foi para o manter.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Fiorentina, e não vai ser retirado.
Antonio Arena tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Torino deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Fiorentina ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dayann Methalie e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco19/05/2031
David De Gea tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Fiorentina dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
O bancoAndrej Kostić pede uma conversa com o treinador
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Robin Roefs será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Fiorentina as despedidas começaram em silêncio.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.17 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Fiorentina coisas que levam mais de uma semana a retirar.
14 jogos sem sofrer em 34 partidas. O empréstimo de um guarda-redes julga-se pelas tardes em que não aconteceu nada, e Tommaso Martinelli tem tido muitas.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Simone De Santis sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gerard Yepes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Luis Hasa
MercadoA história de Antonio Arena recusa-se a morrer