Já são 14 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A proposta do Hapoel Kiryat Shmona por Niv Yehoshua foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Beer Sheva coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel08/02/2027
Dan Biton desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Hapoel Beer Sheva perguntou e o Rosenborg disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Pedro Amador sai dessa comparação dentro da equipa, e o Hapoel Beer Sheva beneficiou de cada uma dessas tardes.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hapoel Beer Sheva, e não vai ser retirado.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 4, saíram 2, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Bojan Milosavljević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dan Biton estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Hapoel Beer Sheva perguntou e o Hapoel Kfar Saba disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Dribles concretizados: 32. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Beer Sheva coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dan Biton estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Hapoel Beer Sheva perguntou e o DAC Dunajska Streda disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Miguel Vítor, e o treinador deixou.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
O banco18/01/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Ori Natcho não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Hapoel Beer Sheva também ninguém o escondia.
A proposta do Zob Ahan por Amir Ganah foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Hapoel Beer Sheva beneficiou disso.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Hapoel Beer Sheva lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Dan Biton e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Miguel Vítor está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Hapoel Tel Aviv fica com o seu homem, e o Hapoel Beer Sheva volta a uma lista com um nome riscado.
Lucas Ventura esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dan Biton está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco28/12/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Ori Natcho escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Um amarelo a mais e Lucas Ventura fica de fora. O Hapoel Beer Sheva perde-o pelo tipo de motivo evitável que faz a semana de um treinador render menos.
O Beitar Jerusalem chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 15 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Dan Biton esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Miguel Vítor está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 7.62. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Vitória por 2‑1 sobre o Hapoel Kiryat Shmona, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 101. O Hapoel Kiryat Shmona vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Hapoel Beer Sheva pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Hapoel Beer Sheva falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Bojan Milosavljević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dan Biton está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Lucas Ventura sai dessa comparação dentro da equipa, e o Hapoel Beer Sheva beneficiou de cada uma dessas tardes.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Ori Natcho depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 48 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Beer Sheva coisas que levam mais de uma semana a retirar.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Metade do calendário jogado, 7.º lugar, 22 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Hapoel Beer Sheva falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Lucas Ventura e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel16/11/2026
Dan Biton desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Hapoel Beer Sheva disse a Sebastián Ferreira que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Hapoel Beer Sheva lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Hapoel Beer Sheva lida com um homem que quer outro país.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Beer Sheva coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco02/11/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Ori Natcho escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marco Wolff, e o treinador deixou.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Maccabi Netanya? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Amit Ohana está nela.
Bojan Milosavljević e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dan Biton está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco26/10/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Ori Natcho escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Eliel Peretz ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Eliel Peretz produziu-o, e o 8.07 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Miguel Vítor estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
50 golos por este clube, e algures na bancada há alguém capaz de dizer onde estava em quase todos eles.
Plantel19/10/2026
Marco Wolff melhorou aos 29, o que ninguém esperava
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Lucas Ventura esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dan Biton estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Ofir Marciano está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi preciso Sebastián Ferreira marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Beitar Jerusalem, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.05, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Notas dos jogadores28/09/2026
Amit Ohana, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.72
Um 7.72 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Beer Sheva coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Miguel Vítor estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Notas dos jogadores28/09/2026
Yonas Malede jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.32. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 93. O Maccabi Petach Tikva vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Bojan Milosavljević esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 21. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel14/09/2026
Dan Biton desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ofir Marciano, e o treinador deixou.
Faltavam 89 minutos e o Hapoel Kfar Saba tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o Hapoel Beer Sheva não parou para dar explicações.
Notas dos jogadores07/09/2026
Hélder Lopes, 37 anos, faz recuar o relógio — 8.17
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.17 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
Dribles concretizados: 25. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Direção07/09/2026
O prazo passa com 15 contratações e 1 saídas
Está feito o negócio no Hapoel Beer Sheva até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Hapoel Beer Sheva lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Beer Sheva coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Hapoel Beer Sheva perguntou e o Wigan Athletic disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Hapoel Beer Sheva pagou $2.3M por Bojan Milosavljević, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O Hapoel Beer Sheva tinha feito tudo menos convencer o próprio. Fica no Universitatea Craiova, e o treinador volta à estaca zero com o dinheiro ainda no banco.
Dan Biton esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Bojan Milosavljević era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $2.3M. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
O Lokomotiv Plovdiv aceitou o dinheiro. O que o Hapoel Beer Sheva ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Lucas Ventura e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
É a sequência mais rara do futebol: os adeptos pedem uma coisa e o clube vai e fá-la. $2.6M por Johnbosco Samuel Kalu, e durante uma semana ninguém se queixa de nada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dan Biton estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Hapoel Beer Sheva perguntou e o Sturm Graz disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Hapoel Beer Sheva já telefonou ao Universitatea Craiova. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Hapoel Beer Sheva não o segura a fingir o contrário.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Hapoel Beer Sheva vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Em resumo
DireçãoO Hapoel Beer Sheva diz não ao dinheiro para o centro de treinos
A proposta ficou muito aquém e em Hapoel Beer Sheva não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
As bancadas17/08/2026
Os adeptos revoltam-se com a venda de Hamode Kanaan por $6.3M
Vai para o Maccabi Haifa, o clube tem $6.3M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
O Maccabi Tel Aviv queria mais do que $3.6M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O Hapoel Beer Sheva perguntou e o Maccabi Netanya disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Sporting CP fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
É a sequência mais rara do futebol: os adeptos pedem uma coisa e o clube vai e fá-la. $11.1M por Sebastián Ferreira, e durante uma semana ninguém se queixa de nada.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Nacional ninguém diz, e no Maccabi Tel Aviv ninguém gosta de estar a adivinhar.
A proposta seguiu esta semana para o Atlético Tucumán, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Hapoel Beer Sheva fica com o seu homem, e o Maccabi Tel Aviv volta a uma lista com um nome riscado.
A proposta seguiu esta semana para o Bnei Sakhnin, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Mohamed Camara e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel17/08/2026
Itamar Noy desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dor Peretz fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Ester Sokler não desaparece
O Hapoel Beer Sheva foi ao Olimpia com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fortaleza fica com o seu homem, e o Hapoel Beer Sheva volta a uma lista com um nome riscado.
Lucas Ventura esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel03/08/2026
Dan Biton desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.