Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Maxim Mukhin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no CSKA Moscow as despedidas começaram em silêncio.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Milan Majstorović quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Marco Carnesecchi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
10 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Matthis Abline está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O CSKA Moscow sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
German Artemyev lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Yenisey tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no CSKA Moscow a ouviu como outra coisa.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Galymzhan Kenzhebek quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marco Carnesecchi está nela.
Plantel14/03/2033
6 caras novas e o CSKA Moscow ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Em resumo
DireçãoEm CSKA Moscow, 85% das receitas vão para salários
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O CSKA Moscow perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
Posição 3, 66 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Marco Carnesecchi: 3 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
31 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O CSKA Moscow perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Vitória por 1‑1 sobre o Rubin, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
3.º lugar com 66 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $847.7K do que o CSKA Moscow pagou por Artem Sokolov é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Yegor Besaev não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Em resumo
Notas dos jogadoresA idade ainda não apanhou Danil Krugovoy — 8.21
DireçãoO CSKA Moscow fecha o mercado com um plantel feito por si
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Zenit fica com o seu homem, e o CSKA Moscow volta a uma lista com um nome riscado.
Verba acordada, salário acordado, e o Neman à espera com uma camisola. No CSKA Moscow ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O CSKA Moscow pagou $10.5M por Nikita Krivtsov, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Torpedo Moscow tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Nikita Krivtsov acabou de assinar pelo CSKA Moscow e, por uma vez, a resposta importava.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Zenit queria mais do que $250.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Verba acordada, salário acordado, e o SKA Khabarovsk à espera com uma camisola. No CSKA Moscow ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O CSKA Moscow e o Zenit acertaram em $2.1M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O CSKA Moscow foi ao Zenit com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O CSKA Moscow ofereceu $2.1M; o Lokomotiv Moscow disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Rubin vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O CSKA Moscow foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Jogo22/01/2033
O CSKA Moscow torna a sua casa um sítio difícil de visitar
16 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Facundo Torres produziu-o, e o 8.38 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 10 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Marco Carnesecchi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Mais um nome na lista: o Javor-Matis fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Kirill Schetinin. A resposta do CSKA Moscow não mudou — para já.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Olakunle Olusegun acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o CSKA Moscow substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sergey Pinyaev, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Ramiro Di Luciano no seu melhor
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
14 ações combinadas e 7.65. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
9 golos e uma média de 7.24 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Pablo Solari está nela.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 2‑2, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Em resumo
EmprestadosO empréstimo de Daniil Odoevskiy mede-se pelo que não acontece
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o CSKA Moscow beneficiou disso.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Matthis Abline e o CSKA Moscow acertam mais 4 anos.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no CSKA Moscow a ouviu como outra coisa.
Não há pior forma de perder um futebolista. Maxim Mukhin pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Galymzhan Kenzhebek quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Em resumo
JogoAo fim de 5 jogos, o CSKA Moscow volta a perder
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Marco Carnesecchi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O CSKA Moscow não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Aleksa Đurasović, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoMarco Carnesecchi tornou-se um homem de confiança do treinador
Posição 3, 43 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo11/12/2032
Ninguém quer jogar contra o CSKA Moscow neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Maxim Mukhin, e o treinador deixou.
Em resumo
MercadoArtem Sokolov está livre para procurar outro sítio
O bancoSergey Pinyaev tornou-se um homem de confiança do treinador
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Marco Carnesecchi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O golo que pôs o Akron na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o CSKA Moscow empatou, 3 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Direção06/12/2032
Em CSKA Moscow, 99% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Em resumo
O bancoPablo Solari tornou-se um homem de confiança do treinador
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Matthis Abline. 1‑0 sobre o Sochi, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marco Carnesecchi está nela.
O banco29/11/2032
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Maksim Zubov foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Segue-se o Akron, e há um homem no balneário do CSKA Moscow que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Em resumo
EmprestadosO empréstimo de Vadim Uljanov mede-se pelo que não acontece
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo06/11/2032
O CSKA Moscow torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Com 8 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
Dribles concretizados: 16. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Direção08/11/2032
Em CSKA Moscow, 102% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Galymzhan Kenzhebek quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o CSKA Moscow será julgado por uma única coisa.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o CSKA Moscow lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Marco Carnesecchi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Jogo23/10/2032
O CSKA Moscow torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Ninguém no CSKA Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Marco Carnesecchi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
15 dias de fora para Dmitry Barinov depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Segue-se o Spartak Moscow, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Direção11/10/2032
Os salários engolem 95% das receitas do CSKA Moscow
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Ninguém no CSKA Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 16 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Marco Carnesecchi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 31 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 56 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o BATE à espera com uma camisola. No CSKA Moscow ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Gleb Popolitov não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no CSKA Moscow a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Marco Carnesecchi e o CSKA Moscow acertam mais 3 anos.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O novo treinador do CSKA Moscow já trabalhou com Kirill Schetinin e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 41 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 65 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Shakhter à espera com uma camisola. No CSKA Moscow ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
O CSKA Moscow e o Dinamo Makhachkala acertaram em $1.6M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Marco Carnesecchi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ramiro Di Luciano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Giorgi Tabatadze acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o CSKA Moscow substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
73 dias de fora para Dmitry Barinov depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Chaika tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Marco Carnesecchi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel23/08/2032
Ramiro Di Luciano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Em resumo
JogoAo fim de 4 jogos, o CSKA Moscow volta a perder
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
418 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do CSKA Moscow já se começa a dizer o nome dele no passado.
O CSKA Moscow perguntou e o Napoli disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel19/07/2032
115 dias de fora para Dmitry Barinov depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dmitry Barinov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no CSKA Moscow as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Em resumo
Direção19 jogadores da formação recebem número de equipa principal no CSKA Moscow
PlantelUma zanga por causa do esforço no CSKA Moscow
125 dias de fora para Dmitry Barinov depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Moscow vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Moscow podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Neftekhimik tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Facundo Torres e o CSKA Moscow acertam mais 3 anos.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O CSKA Moscow perguntou e o Rubin disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
$590.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Krasnodar pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Moscow falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Ivan Oblyakov não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Rostov fica com o seu homem, e o CSKA Moscow volta a uma lista com um nome riscado.
63 pontos somados e um lugar no grupo da frente. No estádio ainda ninguém diz a palavra em voz alta.
As bancadas05/07/2032
Os adeptos revoltam-se com a venda de Robert Renan por $16.9M
Vai para o Corinthians, o clube tem $16.9M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
$2.2M era o máximo que o clube pagaria, e o Rubin pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Marco Carnesecchi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Maxim Glushenkov tem a sua resposta do CSKA Moscow; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Plantel14/06/2032
5 jogadores do CSKA Moscow ao serviço das seleções
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 5 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel14/06/2032
Demasiada mudança demasiado depressa no CSKA Moscow
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CSKA Moscow, e não vai ser retirado.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Saúl Guarirapa quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Marco Carnesecchi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em CSKA Moscow já falam dele no passado.
Plantel31/05/2032
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dmitry Vasiljev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sergey Pinyaev está nela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Pablo Solari quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Marco Carnesecchi treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Maksim Samorodov assinar alguma coisa — um contrato no CSKA Moscow ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Roberto Fernández apontou a data.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o CSKA Moscow lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel17/05/2032
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dmitry Vasiljev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Daniil Odoevskiy apontou a data.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em CSKA Moscow, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o CSKA Moscow lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no CSKA Moscow a ouviu como outra coisa.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Danil Glebov, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sergey Pinyaev está nela.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o CSKA Moscow lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel19/04/2032
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dmitry Vasiljev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em CSKA Moscow, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Posição 3, 63 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jamalutdin Abdulkadyrov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no CSKA Moscow as despedidas começaram em silêncio.
Marco Carnesecchi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniil Odoevskiy, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Foram honestos comigo, e prefiro saber.» Artem Sokolov foi informado de que não entra nos planos do treinador do CSKA Moscow.
Plantel12/04/2032
6 caras novas e o CSKA Moscow ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o CSKA Moscow não tem uma boa resposta.
Em resumo
O bancoArtem Sokolov pede uma conversa com o treinador
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Moscow ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Christian e o CSKA Moscow acertam mais 3 anos.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Dmitry Vasiljev quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Marco Carnesecchi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel05/04/2032
Palavras no treino do CSKA Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dmitry Vasiljev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
11 golos em 28 jogos no Rubin — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No CSKA Moscow alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sergey Pinyaev está nela.
0‑2 perante o nível do Partizan. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Jamalutdin Abdulkadyrov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Igor Diveev, e o treinador deixou.
5 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
A proposta do IFK Goteborg por Daniil Odoevskiy foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Kirill Danilov não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O CSKA Moscow vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Zenit pode já não estar a vender.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dmitry Vasiljev estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Jamalutdin Abdulkadyrov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do CSKA Moscow já se começa a dizer o nome dele no passado.
0‑1 perante o nível do Partizan. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Ivan Oblyakov não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $339.9K do que o CSKA Moscow pagou por Mikhail Schetinin é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
A proposta seguiu esta semana para o Zenit, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o BATE à espera com uma camisola. No CSKA Moscow ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Jamalutdin Abdulkadyrov não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Rostov fica com o seu homem, e o CSKA Moscow volta a uma lista com um nome riscado.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Sergey Pinyaev quer futebol continental; se o CSKA Moscow o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O CSKA Moscow ofereceu $330.0K; o Krasnodar disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel23/02/2032
Christian desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
PlantelLesão muscular e 15 dias de fora para Ruben Alte
Os dérbis fazem nomes, e Simone Pafundi fez o seu contra o Lazio. 2‑1, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
32 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Roma perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS Roma ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel16/02/2032
Uma transferência que Marian Kirsch teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Marian Kirsch está a viver essa versão no AS Roma, e costuma notar-se no primeiro mês.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AC Milan fica com o seu homem, e o AS Roma volta a uma lista com um nome riscado.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $44.2M porque Matthis Abline é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O CSKA Moscow pagou $16.4M por Marco Carnesecchi, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O CSKA Moscow perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Minuto 89, meio estádio já a caminho da saída, e Matthis Abline decidiu que ninguém ia a lado nenhum. O Lokomotiv Moscow não teve tempo para responder.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Marco Carnesecchi está a viver essa versão no CSKA Moscow, e costuma notar-se no primeiro mês.
A proposta do Krasnodar por David Volk foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Marco Carnesecchi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no CSKA Moscow
As bancadasO CSKA Moscow gasta $44.2M na contratação que a cidade queria
O relógio fez o que o LOSC Lille não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Mais um nome na lista: o CSKA Moscow fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Marco Carnesecchi. A resposta do AS Roma não mudou — para já.
$390.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Udinese pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Segue-se o Lazio, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
2‑0 frente ao Spartak Moscow, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
O Stade de Reims aceitou o dinheiro. O que o CSKA Moscow ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do CSKA Moscow já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta seguiu esta semana para o AS Roma, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O CSKA Moscow perguntou e o Estudiantes disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do CSKA Moscow têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
Verba acordada, salário acordado, e o Altamura à espera com uma camisola. No AS Roma ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $807.7K do que o AS Roma pagou por Ángel Correa é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 4, saíram 6, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Matthias Braunöder agiu, no AS Roma, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no AS Roma a ouviu como outra coisa.
A proposta seguiu esta semana para o Udinese, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Vitória por 1‑0 sobre o Genoa, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $16.3M porque Mohamed Alì Zoma é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O AS Roma fez a parte difícil com o Cremonese, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Mohamed Alì Zoma agiu, no AS Roma, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
$1.3M era o máximo que o clube pagaria, e o Inter pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.4M — um clube que quer Douglas Luiz ao ponto de perguntar duas vezes.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O AS Roma fez a parte difícil com o Nürnberg, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS Roma perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no AS Roma a ouviu como outra coisa.
O AC Milan queria mais do que $1.8M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Davide Frattesi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.4M — um clube que quer Douglas Luiz ao ponto de perguntar duas vezes.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
O AS Roma e o Juventus acertaram em $7.7M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o AS Roma beneficiou disso.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de AS Roma ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Youssouf Fofana esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel29/12/2031
Ángel Correa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
O bancoMeio satisfeito: o treinador sobre o empate
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de AS Roma ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS Roma ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Samuel Giovane e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Disseram uma coisa a Shea Charles e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Simone Pafundi tem a sua resposta do AS Roma; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A primeira derrota em 5 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Udinese; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco24/11/2031
o treinador enfrenta as perguntas
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” o treinador depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ángel Correa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco24/11/2031
Pierre Kalulu tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS Roma dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Marco Carnesecchi assinar alguma coisa — um contrato no AS Roma ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Bologna vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O AS Roma foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ángel Correa produziu-o, e o 8.72 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 8.03. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o AS Roma.
Plantel27/10/2031
Ángel Correa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco27/10/2031
Martin Baturina tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS Roma dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Roma coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco27/10/2031
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” o treinador foi breve depois da vitória por 3‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AS Roma vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS Roma ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Tani Oluwaseyi. 1‑0 sobre o Fiorentina, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Samuel Giovane esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Notas dos jogadores20/10/2031
Tani Oluwaseyi jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.01. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O banco20/10/2031
Éderson tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS Roma dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco20/10/2031
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” o treinador foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 23 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Beto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Já teve barulho que chegue. Se o AS Roma pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ángel Correa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de AS Roma foi explícito quanto à situação de Nicolò Bianco, o que é mais do que muitos recebem.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 30 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marco Carnesecchi, e o treinador deixou.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao AS Roma e lutar pelo meu lugar.» 5 jogos em 17 no Livorno dizem o resto.
O banco06/10/2031
Davide Frattesi tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS Roma dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ángel Correa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 29 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Roma coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
O banco29/09/2031
o treinador: “Sem desculpas”
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 0‑1, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do AS Roma já se começa a dizer o nome dele no passado.
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O AS Roma perguntou e o AC Milan disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O AS Roma ficou sem tempo com o Legia. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
A proposta seguiu esta semana para o Bari, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.96 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Direção01/09/2031
O AS Roma fecha o mercado com um plantel feito por si
31 entradas e 24 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
21 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 17 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A proposta do Paris Saint-Germain por Marco Carnesecchi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS Roma perdeu-o em tudo menos nos papéis.
$14.6M era o máximo que o clube pagaria, e o AC Milan pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Tani Oluwaseyi marcou ao minuto 88, o Hellas Verona já pensava na viagem de regresso, e o AS Roma levou tudo.
Dois golos e um 8.87 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Plantel25/08/2031
Matteo Prati consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Matteo Prati acabou de assinar pelo AS Roma e, por uma vez, a resposta importava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AS Roma fica com o seu homem, e o Paris Saint-Germain volta a uma lista com um nome riscado.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Paris Saint-Germain ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Ernest Nuamah volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Paris Saint-Germain já trabalhou com Ernest Nuamah e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Otis Caporusso e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Avaliado com 7.94. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Roma falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A proposta do AC Milan por Éderson foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O AS Roma perguntou e o AC Milan disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Verba acordada, salário acordado, e o Lecco à espera com uma camisola. No AS Roma ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O AS Roma ofereceu $1.5M; o Genoa disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.7M — um clube que quer Dany Mota ao ponto de perguntar duas vezes.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AS Roma vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
16 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Roma perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alvos de mercado11/08/2031
Verba fechada, faltam as condições de Matteo Prati
O AS Roma e o Cagliari acertaram em $12.8M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS Roma, e não vai ser retirado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS Roma perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Roma falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel04/08/2031
Simone Pafundi lesiona os ligamentos do joelho — 23 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 23 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o Watford à espera com uma camisola. No AS Roma ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de AS Roma ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Pierre Kalulu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mikael Egill Ellertsson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Roma falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Verba acordada, salário acordado, e o Empoli à espera com uma camisola. No AS Roma ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Plantel28/07/2031
Simone Pafundi lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniele Ghilardi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS Roma as despedidas começaram em silêncio.
Marco Carnesecchi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AC Milan fica com o seu homem, e o AS Roma volta a uma lista com um nome riscado.
Pedro lesiona os ligamentos do joelho — 21 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 21 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AS Roma vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A proposta do Empoli por Mikael Egill Ellertsson foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS Roma perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Zurich tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
50 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
O banco21/07/2031
Pierre Kalulu tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS Roma dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
30 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Roma perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 65 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Coritiba à espera com uma camisola. No AS Roma ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do AC Milan por Éderson foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no AS Roma a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mikael Egill Ellertsson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Vejo todos os jogos do AS Roma daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Livorno segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Em resumo
O bancoDavide Frattesi tornou-se um homem de confiança do treinador
Pedro lesiona os ligamentos do joelho — 38 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 38 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 74 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mikael Egill Ellertsson será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS Roma as despedidas começaram em silêncio.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do AS Roma já se começa a dizer o nome dele no passado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Roma coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Youssouf Fofana e o AS Roma acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Direção07/07/2031
A direção do AS Roma arranja $59.2M para o treinador
Dinheiro, não palavras, e é a única resposta que um treinador quer alguma vez ouvir. Gastar bem $59.2M passa a ser inteiramente problema dele.
47 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Roma perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 82 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS Roma perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS Roma, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
As regras permitem-no e dói na mesma. Sandro Caputo acertou condições com o Ravenna para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AS Roma vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS Roma perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Bari seguiu em frente, Mikael Egill Ellertsson apresenta-se de volta no AS Roma, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mikael Egill Ellertsson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Simone Pafundi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
DireçãoO AS Roma arrecada $3.3M de um negócio antigo
Verba acordada, salário acordado, e o Ascoli à espera com uma camisola. No AS Roma ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Roma coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não há pior forma de perder um futebolista. Pietro Teixeira Falcetta pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mikael Egill Ellertsson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no AS Roma sabem-no.
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Está feito, e ainda com jogos por disputar. A próxima época vai ter noites de holofotes contra clubes de outros países, e as contas ganham uma linha que no ano passado não tinham.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no AS Roma a ouviu como outra coisa.
Plantel02/06/2031
David Odogu consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. David Odogu acabou de assinar pelo AS Roma e, por uma vez, a resposta importava.
Davide Frattesi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 86 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Matteo Guidi agiu, no AS Roma, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A formação existe exatamente para esta manhã. Pierpaolo Esposito passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Riccardo Landi é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Nicolò Farina é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Emanuele Brambilla está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS Roma perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de AS Roma ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
18 golos e uma média de 7.21 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Pedro está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O AS Roma disse a Marco Carnesecchi que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.