Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Omiya Ardija falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Omiya Ardija pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Omiya Ardija coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Keita Fukui, e o treinador deixou.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Toya Izumi apontou a data.
Em resumo
PlantelAlguém anda atrás da camisola de Mark Isozaki
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 71 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Omiya Ardija coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel23/11/2026
Hélder Maurílio desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ryuya Nishio. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
87 dias de fora para Rikiya Motegi depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Omiya Ardija vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 101 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
0‑3 frente ao Sanfrecce Hiroshima, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
Yosuke Murakami e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco26/10/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑3, ditas por Keisuke Sakai a uma sala que já as tinha ouvido.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Rikiya Motegi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel12/10/2026
Palavras no treino do Omiya Ardija sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yosuke Murakami está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 39 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Yohei Otake tem 37 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Hijiri Kato: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Omiya Ardija a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
26 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Omiya Ardija perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Omiya Ardija coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo26/09/2026
Aconteça o que acontecer, o Omiya Ardija não perde
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Keisuke Sakai depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Takashi Kasahara, e o treinador deixou.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Yuta Toyokawa ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 18 anos do Omiya Ardija que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Mark Isozaki está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Toshiki Ishikawa: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Omiya Ardija a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
«Saberei quando chegar a altura. Ainda não chegou.» Takuya Wada tem 36 anos e 346 jogos nas pernas, e o Omiya Ardija terá de planear para qualquer das respostas.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Omiya Ardija. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sint-Truiden fica com o seu homem, e o Omiya Ardija volta a uma lista com um nome riscado.
Yuya Tsuboi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco31/08/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Keisuke Sakai escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Yuta Toyokawa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Omiya Ardija perguntou e o Las Palmas disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
100 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Keisuke Sakai depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Vissel Kobe defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.