Os dérbis fazem nomes, e Jesús Rodríguez fez o seu contra o Paris Saint-Germain. 3‑0, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
85 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Olympique de Marseille perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Hamza Igamane não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Verba acordada, salário acordado, e o Le Havre AC à espera com uma camisola. No Olympique de Marseille ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
A proposta do Valenciennes por Anthony Rouault foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Olympique de Marseille têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympique de Marseille ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Anthony Rouault esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
106 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Olympique de Marseille perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Olympique de Marseille perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O Olympique de Marseille perguntou e o Nottingham Forest disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O negócio mais incómodo que um clube faz é contratar a resposta de amanhã enquanto a de hoje ainda está no edifício. Bautista Dadín vem do Charlton Athletic exatamente para isso, e da passagem de testemunho ninguém falará em público.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Warren Zaïre-Emery e o Olympique de Marseille acertam mais 4 anos.
Warren Zaïre-Emery e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Bautista Dadín acabou de assinar pelo Olympique de Marseille e, por uma vez, a resposta importava.
David Dunne lesiona os ligamentos do joelho — 120 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 120 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O FC Copenhagen tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Verba acordada, salário acordado, e o AJ Auxerre à espera com uma camisola. No Olympique de Marseille ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Posição 2, 81 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $3.3M do que o Olympique de Marseille pagou por Santiago Hidalgo é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Loic Essomba será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
127 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Olympique de Marseille perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Le Havre AC à espera com uma camisola. No Olympique de Marseille ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Olympique de Marseille podem fingir não ter ouvido.
O Olympique de Marseille ofereceu $4.8M; o FC Lorient disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O nome de Saïmon Bouabré apareceu em conversas de que o Olympique de Marseille não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
CJ Egan-Riley e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Olympique de Marseille já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Olympique de Marseille perguntou e o Fulham disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Olympique de Marseille podem fingir não ter ouvido.
O Olympique de Marseille foi ao FC Lorient com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Olympique de Marseille a ouviu como outra coisa.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Mathys Silistrie agiu, no Olympique de Marseille, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Anthony Rouault e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Hidalgo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Olympique de Marseille perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympique de Marseille, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Olympique de Marseille pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Warren Zaïre-Emery e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Monaco ninguém diz, e no Olympique de Marseille ninguém gosta de estar a adivinhar.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Olympique de Marseille não o segura a fingir o contrário.
O Olympique de Marseille foi ao Palmeiras com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta seguiu esta semana para o LOSC Lille, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympique de Marseille, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o OGC Nice, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta do EA Guingamp por Filippo Ranocchia foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Olympique de Marseille sabem-no.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Hamza Igamane tem a sua resposta do Olympique de Marseille; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Olympique de Marseille pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. João Pereira será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
Warren Zaïre-Emery e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Olympique de Marseille, mais uma semana sem a assinatura de Obed Nkambadio.
Ninguém no Olympique de Marseille dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ajdin Muminovic está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
19 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Posição 2, 57 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympique de Marseille, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olympique de Marseille ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olympique de Marseille coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 7 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.81 para o resto.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympique de Marseille ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Olympique de Marseille lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresSaïmon Bouabré jogou uma tarde diferente da de toda a gente
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O LB Chateauroux tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Olympique de Marseille perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O negócio mais incómodo que um clube faz é contratar a resposta de amanhã enquanto a de hoje ainda está no edifício. Thomás De Martis vem do Racing Club exatamente para isso, e da passagem de testemunho ninguém falará em público.
A camisola ainda lhe serve. Ferran Torres está de volta ao Olympique de Marseille, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $106.2K do que o Olympique de Marseille pagou por Montassar Talbi é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Olympique de Marseille pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Anthony Rouault lesiona os ligamentos do joelho — 19 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 19 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Olympique de Marseille e o SM Caen acertaram em $45.5M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O Monaco não queria vender e o número é a razão por que o fez. $33.1M por Warren Zaïre-Emery, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Olympique de Marseille já se começa a dizer o nome dele no passado.
Plantel15/01/2035
Uma transferência que Obed Nkambadio teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Obed Nkambadio está a viver essa versão no Olympique de Marseille, e costuma notar-se no primeiro mês.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Olympique de Marseille perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O aperto de mão com o Monaco está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Posição 2, 38 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Olympique de Marseille perdeu-o em tudo menos nos papéis.
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympique de Marseille, e não vai ser retirado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Bahmed Deuff agiu, no Olympique de Marseille, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
5‑2 frente ao Paris Saint-Germain, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Olympique de Marseille perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Olympique de Marseille pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
A série sem derrotas chega aos 12 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Ganhar a qualquer um são três pontos. Ganhar-lhes a eles é uma história que uma cidade conta durante dez anos. O Olympique de Marseille tem o seu homem.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Olympique de Marseille aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
40 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Olympique de Marseille perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hugo Novoa será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Olympique de Marseille as despedidas começaram em silêncio.
A série sem derrotas chega aos 10 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Hidalgo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Filippo Ranocchia, e o treinador deixou.
47 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Olympique de Marseille perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Tyler Onyango agiu, no Olympique de Marseille, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Dmytro Riznyk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pladi Nzinga-Pambani estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Dmytro Riznyk está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jesús Rodríguez produziu-o, e o 8.34 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Olympique de Marseille podem fingir não ter ouvido.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Olympique de Marseille ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago Hidalgo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mattéo Tramoni, e o treinador deixou.
11 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Em resumo
O bancoKarim Konaté tornou-se um homem de confiança do treinador
O FC Nantes vai querer esquecer isto depressa: 5‑2, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Olympique de Marseille foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $389.9K do que o Olympique de Marseille pagou por Lasso Coulibaly é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Habib Keïta regressa a Olympique de Marseille com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
1 para CJ Egan-Riley, avaliado com 7.84, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Olympique de Marseille a ouviu como outra coisa.
Direção06/02/2034
O prazo passa com 10 contratações e 7 saídas
Está feito o negócio no Olympique de Marseille até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
O Monaco pagou $2.3M e o Olympique de Marseille aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O FC Nantes fica com o seu homem, e o Olympique de Marseille volta a uma lista com um nome riscado.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Olympique de Marseille pagou $38.0M por Santiago Hidalgo, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Tudo acordado com o RC Strasbourg, tudo acordado com o jogador; só falta convencer um médico. A fotografia está a um dia ou dois.
Plantel23/01/2034
Uma transferência que CJ Egan-Riley teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. CJ Egan-Riley está a viver essa versão no Olympique de Marseille, e costuma notar-se no primeiro mês.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
1 para Pladi Nzinga-Pambani, avaliado com 7.46, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
$770.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Monaco pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Um dérbi nunca é só futebol, mas o futebol ajudou: 1‑0, e a bancada visitante esvaziou cedo. O direito de mandar bocas fica renovado por mais uma época.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Olympique de Marseille pagou $36.3M por Jesús Rodríguez, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O negócio com o AS Saint-Etienne está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
O Olympique de Marseille ofereceu $3.4M; o Monaco disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ignacio Miramón está a viver essa versão no Olympique de Marseille, e costuma notar-se no primeiro mês.
O Angers SCO pagou $2.4M e o Olympique de Marseille aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Olympique de Marseille têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
A proposta seguiu esta semana para o RC Lens, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o SM Caen, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olympique de Marseille, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Olympique de Marseille a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Louis Leroux e o Olympique de Marseille acertam mais 4 anos.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Andrew Omobamidele acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Olympique de Marseille substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Pladi Nzinga-Pambani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olympique de Marseille ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pladi Nzinga-Pambani estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Olympique de Marseille, mais uma semana sem a assinatura de Karim Konaté.
Aos 19 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Olympique de Marseille vai tentar não fazer disso um caso.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Olympique de Marseille vai falar em 14 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
O banco05/12/2033
Hamza Igamane tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Olympique de Marseille dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.