Assis

Goleiro - Aposentado
19 Jun 2028
Segunda-feira
Processo

Marcado para Assis

17 Edição

A Crónica de Aparecidense

23/11/2026
Do nosso correspondente de futebol Crise

Plantel

O joelho: Alípio fora por 94 dias

94 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aparecidense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.

O banco

O treinador faz de Assis um exemplo

«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.

Jogo

Aparecidense fica aquém diante do Água Santa

O Água Santa levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.

Plantel

Um desentendimento no Aparecidense

Lucas Oliveira e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.

Plantel

No Aparecidense ainda são estranhos uns para os outros

11 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.

O banco

Guilherme Guimarães enfrenta as perguntas

“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Guilherme Guimarães depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.

O banco

A falta de forma apanha João Victor

Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.

Notas dos jogadores

Ninguém conseguiu chegar a Richard

Dribles concretizados: 12. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.

O banco

Não há lugar no plano para Alê Santos

O treinador queria outro perfil para este adversário, o que é uma razão de futebol a sério e nenhuma consolação. Não fez nada de errado, e não jogou.

Em resumo

Edições anteriores
16 Edição

A Crónica de Aparecidense

16/11/2026
Do nosso correspondente de futebol Inquietação

Plantel

O joelho: Alípio fora por 101 dias

101 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aparecidense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.

Plantel

Uma zanga por causa do esforço no Aparecidense

Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e André Dias estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.

Plantel

Lucas Oliveira em bate-boca com um colega

Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.

O banco

O treinador faz de Raphael Luz um exemplo

«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.

Mercado

A conversa sobre Braian Miranda não desaparece

Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Aparecidense sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.

O banco

Enzo Maidana pede uma conversa com o treinador

«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.

O banco

Quando importa, Luiz Guilherme joga

Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.

O banco

Abre-se uma porta a Assis

Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.

Mercado

Alan Pinheiro está na montra

O Aparecidense fez saber ao mercado que Alan Pinheiro está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.

Em resumo

12 Edição

A Crónica de Aparecidense

19/10/2026
Do nosso correspondente de futebol Crise

Plantel

Uma lesão de joelho das piores para Alípio

133 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aparecidense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.

Mercado

Alan Pinheiro entrega um pedido por escrito

«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Aparecidense podem fingir não ter ouvido.

Plantel

6 defesas: André Dias foi a equipa

Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.

Plantel

Os ânimos aquecem no Aparecidense

Braian Miranda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.

Plantel

Alex Báez consegue a transferência que sempre quis

Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Alex Báez acabou de assinar pelo Aparecidense e, por uma vez, a resposta importava.

Jogo

Boavista leva os pontos ao Aparecidense

Derrota por 1‑2, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.

O banco

Assis ouve do treinador

«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.

O banco

A vista do banco

“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Guilherme Guimarães a uma sala que já as tinha ouvido.

O banco

O Aparecidense escolhe outro à frente de João Victor

Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.

Em resumo

  • Notas dos jogadores Ninguém conseguiu chegar a Alan Pinheiro
  • O banco O plano não tinha lugar para Alê Santos
  • Mercado A história de Sávio recusa-se a morrer
9 Edição

A Crónica de Aparecidense

28/09/2026
Do nosso correspondente de futebol Crise

Jogo

Sem esconderijo para o Aparecidense

1‑5 frente ao Portuguesa, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.

Plantel

André Dias sozinho contra todos

7 defesas, e um resultado a que os dez à frente dele não tinham direito. Nos guarda-redes só se repara nos dias maus; este foi dos outros.

Jogo

6 golos com o Aparecidense e o Portuguesa de cara aberta

Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Aparecidense e o Portuguesa, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.

Plantel

Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha

Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ray está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.

O banco

O treinador faz de Alê Santos um exemplo

«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.

Direção

Conversa séria no Aparecidense

O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.

O banco

Guilherme Guimarães enfrenta as perguntas

“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Guilherme Guimarães depois do 1‑5, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.

O banco

Assis bate à porta do treinador

«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Aparecidense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.

O banco

A falta de forma apanha Enzo Maidana

Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.

Em resumo

8 Edição

A Crónica de Aparecidense

21/09/2026
Do nosso correspondente de futebol Estável

Mercado

Alan Pinheiro põe tudo por escrito

“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aparecidense, e não vai ser retirado.

Notas dos jogadores

Alípio, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.03

Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.03 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.

Plantel

Uma transferência que Ignacio Della Vedova teria feito de graça

Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ignacio Della Vedova está a viver essa versão no Aparecidense, e costuma notar-se no primeiro mês.

Jogo

Alípio faz a diferença pelo Aparecidense contra o Capital

Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alípio. 2‑1 sobre o Capital, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.

Notas dos jogadores

O jogo passou por Ray — 7.00

Nota de 7.00 em 12 ações nas duas áreas. Médios assim são descritos como pouco vistosos por quem nunca tentou jogar contra um.

O banco

O treinador faz de Assis um exemplo

«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.

Plantel

Uma zanga por causa do esforço no Aparecidense

Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Junio Lopes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.

O banco

O Aparecidense escolhe outro à frente de João Victor

Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.

O banco

O veredicto do treinador

“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Guilherme Guimarães foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.

Em resumo