Soheil Sahraei esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Persepolis não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel21/12/2026
Palavras no treino do Persepolis sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Oston O'runov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Acabou 1‑1, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco21/12/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Pejman Moharrami não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Persepolis também ninguém o escondia.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
19 golos e uma média de 7.59 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
16 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Vitória por 1‑0 sobre o Siah Jamegan, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
A bola do jogo é de Igor Sergeev, cujos 3 golos transformaram uma tarde difícil num passeio.
Notas dos jogadores07/12/2026
Igor Sergeev, 33 anos, faz recuar o relógio — 9.85
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 9.85 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Dribles concretizados: 29. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
18 golos e uma média de 7.57 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
7.57, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abolfazl Babaei Yekta será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Persepolis as despedidas começaram em silêncio.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ali Alipour produziu-o, e o 9.37 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Hossein Kanaani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 golos num jogo, Igor Sergeev na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Persepolis nem ao Esteghlal Ahvaz.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Persepolis nada responderam, o que também é uma resposta.
Notas dos jogadores02/11/2026
Igor Sergeev, 33 anos, faz recuar o relógio — 7.88
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.88 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Dribles concretizados: 25. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Jogo31/10/2026
Ninguém quer jogar contra o Persepolis neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persepolis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Persepolis, e 0 jogos em 8 dizem que merece ser ouvido.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
21 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.63 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dániel Gera estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Pejman Moharrami podia dar-se ao luxo de ser generoso.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Persepolis foi explícito quanto à situação de Mohammad Gandomi, o que é mais do que muitos recebem.
Dribles concretizados: 42. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Esteghlal Khuzestan continuou a vir porque nada o travou, e ao Persepolis vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persepolis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
12 golos e uma média de 7.37 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A primeira derrota em 5 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Esteghlal Khuzestan; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Mohammad Khodabandelou marcou, foi avaliado com 7.94 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Hossein Kanaani esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
2 golos em vinte minutos com Marko Bakić no meio de tudo, e o Padideh sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Persepolis sobre quem trabalha
Hossein Kanaani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Uma média de 7.22 na época, com 9 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O Gostaresh Foulad está fora e o Persepolis segue em frente, com um 1‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Marko Bakić produziu-o, e o 8.42 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Persepolis, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Persepolis ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Mercado14/09/2026
Tão perto: a transferência de Mohammad Gandomi morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Esteghlal Ahvaz seguiu em frente, Mohammad Gandomi apresenta-se de volta no Persepolis, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Persepolis podem fingir não ter ouvido.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Persepolis vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Siah Jamegan pode já não estar a vender.
Direção07/09/2026
O Persepolis fecha o mercado com um plantel feito por si
12 entradas e 2 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
A proposta do Malavan por Mohammad Hossein Sadeghi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persepolis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel07/09/2026
Dániel Gera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Omid Alishah, e o treinador deixou.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Mohammad Mehdi Mohebi está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Igor Sergeev sai dessa comparação dentro da equipa, e o Persepolis beneficiou de cada uma dessas tardes.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Persepolis podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Persepolis perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Notas dos jogadores31/08/2026
Igor Sergeev, 33 anos, faz recuar o relógio — 7.92
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.92 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
O Persepolis foi ao Esteghlal com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $9.5M — um clube que quer Kaveh Hosseini ao ponto de perguntar duas vezes.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Sepahan continuou a vir porque nada o travou, e ao Persepolis vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Notas dos jogadores24/08/2026
Igor Sergeev, 33 anos, faz recuar o relógio — 8.61
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.61 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Persepolis podem fingir não ter ouvido.
Notas dos jogadores24/08/2026
Um golo de defesa dá a vitória ao Persepolis — 7.98
1 para Mohammad Khodabandelou, avaliado com 7.98, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Hossein Kanaani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel24/08/2026
Palavras no treino do Persepolis sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dániel Gera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Thievy Bifouma, e o treinador deixou.
O Persepolis e o Malavan acertaram em $220.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
A proposta do Zob Ahan por Alireza Enayatzadeh foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Persepolis ofereceu $470.0K; o Rah Ahan disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Hossein Kanaani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Igor Sergeev estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 88. O Foolad tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Igor Sergeev, 33 anos, faz recuar o relógio — 7.91
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.91 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Tractor fica com o seu homem, e o Persepolis volta a uma lista com um nome riscado.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $500.0K — um clube que quer Morteza Ebrahimi ao ponto de perguntar duas vezes.
A proposta seguiu esta semana para o Rah Ahan, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Hossein Kanaani esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mohammad Khodabandelou e o Persepolis acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O telefone voltou a tocar por causa de Alireza Enayatzadeh, e desta vez do outro lado está o Zob Ahan. No Persepolis ouvem com educação e não prometem nada.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Pejman Hajsafi está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A proposta do Al Ahli por Danial Eiri foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Yaghoub Barage não precisou: 7.79, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persepolis coisas que levam mais de uma semana a retirar.