65 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persepolis perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Um 7.94 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Jogo19/12/2026
Ninguém quer jogar contra o Persepolis neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dániel Gera estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
72 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persepolis perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 9.65 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Um 7.96 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Hossein Kanaani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Notas dos jogadores14/12/2026
Oston O'runov jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.39. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Soroush Rafiei lesiona os ligamentos do joelho — 81 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 81 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Sajjad Shahbazzadeh produziu-o, e o 8.91 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Hossein Kanaani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Plantel07/12/2026
Palavras no treino do Persepolis sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dániel Gera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
89 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persepolis perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persepolis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A primeira derrota em 6 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Esteghlal; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
O Esteghlal levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel30/11/2026
Dániel Gera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Danial Eiri, e o treinador deixou.
98 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persepolis perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Igor Sergeev produziu-o, e o 8.79 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo21/11/2026
Ninguém quer jogar contra o Persepolis neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Hossein Kanaani esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Soroush Rafiei lesiona os ligamentos do joelho — 107 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 107 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Hossein Kanaani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Persepolis não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Plantel16/11/2026
Palavras no treino do Persepolis sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dániel Gera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Oston O'runov está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Persepolis, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Segue-se o Rah Ahan, e há um homem no balneário do Persepolis que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Mohammad Mohebi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Omid Alishah apontou a data.
114 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Persepolis perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Hossein Kanaani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dániel Gera estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
121 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persepolis perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
32 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
129 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Persepolis perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.20 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Notas dos jogadores26/10/2026
Um golo de defesa dá a vitória ao Persepolis — 7.91
1 para Saman Fallah, avaliado com 7.91, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Jogo24/10/2026
Ninguém quer jogar contra o Persepolis neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Amir Mohammad Razzaghinia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Saman Fallah. 2‑1 sobre o Saipa, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Jogo24/10/2026
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Persepolis. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
2 golos em vinte minutos com Saman Fallah no meio de tudo, e o Saipa sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
138 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Persepolis perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Igor Sergeev produziu-o, e o 8.96 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Hossein Kanaani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
147 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Persepolis perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Hossein Kanaani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Igor Sergeev ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
Ninguém no Persepolis dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Mohammad Mehdi Mohebi: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Persepolis a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Mohammad Mohebi assinar alguma coisa — um contrato no Persepolis ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Ali Alipour apontou a data.
Soroush Rafiei lesiona os ligamentos do joelho — 154 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 154 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
23 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persepolis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dániel Gera estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
DireçãoOs salários engolem 86% das receitas do Persepolis
O bancoO veredicto do treinador
9Edição
O Correio de Persepolis
28/09/2026
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Plantel28/09/2026
Soroush Rafiei lesiona os ligamentos do joelho — 162 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 162 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Hossein Kanaani esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 15. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel28/09/2026
Oston O'runov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
14 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Hossein Kanaani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Saman Fallah, e o treinador deixou.
Plantel21/09/2026
7 caras novas e o Persepolis ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Omid Taremi, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
O Saba vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Persepolis foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Persepolis, e não vai ser retirado.
Faltavam 86 minutos e o Gostaresh Foulad tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o Persepolis não parou para dar explicações.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Persepolis vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Tractor pode já não estar a vender.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
O Tractor aceitou o dinheiro. O que o Persepolis ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Persepolis, e não vai ser retirado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Persepolis perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Direção07/09/2026
O prazo passa com 15 contratações e 1 saídas
Está feito o negócio no Persepolis até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
$1.9M era o máximo que o clube pagaria, e o Esteghlal pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persepolis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O relógio fez o que o Malavan não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Plantel07/09/2026
Dániel Gera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Mohammad Mehdi Mohebi está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Persepolis podem fingir não ter ouvido.
O Persepolis ofereceu $2.0M; o Esteghlal disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A proposta seguiu esta semana para o Malavan, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Hossein Kanaani esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Notas dos jogadores31/08/2026
Oston O'runov jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.05. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Tem 20 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Naft Tehran tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O Persepolis perguntou e o Padideh disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Persepolis podem fingir não ter ouvido.
O Persepolis foi ao Esteghlal com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta do Zob Ahan por Soheil Sahraei foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $2.2M — um clube que quer Saleh Hardani ao ponto de perguntar duas vezes.
Hossein Kanaani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Persepolis ofereceu $190.0K; o Malavan disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Persepolis perguntou e o Tractor disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Hossein Kanaani e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel17/08/2026
Palavras no treino do Persepolis sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dániel Gera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dániel Gera produziu-o, e o 8.42 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O aperto de mão com o Esteghlal está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Mohammad Mohebi acabou de assinar pelo Persepolis e, por uma vez, a resposta importava.
O Persepolis ofereceu $7.8M; o Padideh disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Notas dos jogadores10/08/2026
Um golo de defesa dá a vitória ao Persepolis — 7.96
1 para Marko Bakić, avaliado com 7.96, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.9M — um clube que quer Saman Fallah ao ponto de perguntar duas vezes.
Hossein Kanaani esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.59 para o resto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Persepolis coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Direção03/08/2026
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Persepolis
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Dániel Gera estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Masoud Dejagah é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.