Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Borussia Dortmund vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Borussia Dortmund já se começa a dizer o nome dele no passado.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
O aperto de mão com o Eintracht Frankfurt está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Borussia Dortmund, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Borussia Dortmund a ouviu como outra coisa.
Verba acordada, salário acordado, e o Fortuna Düsseldorf à espera com uma camisola. No Borussia Dortmund ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Borussia Dortmund podem fingir não ter ouvido.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Borussia Dortmund a ouviu como outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Samuel Iling-Junior será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Borussia Dortmund as despedidas começaram em silêncio.
Felix Nmecha e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco23/07/2035
Gregor Kobel tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Borussia Dortmund dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Kacper Urbański apontou a data.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Borussia Dortmund, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
27 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Borussia Dortmund perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Borussia Dortmund falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Borussia Dortmund pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 36 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Borussia Dortmund é como lidar com um homem a quem deve muito.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
22 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Borussia Dortmund perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Felix Jäger treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Borussia Dortmund falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Achraf Hakimi está nela.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Marc Guéhi: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.86 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Marc Guéhi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nathan De Cat será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Borussia Dortmund as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 7.25 na época, com 11 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
2‑1 frente ao Eintracht Frankfurt, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Nico Paz está no centro dessa descrição.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Borussia Dortmund a ouviu como outra coisa.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Achraf Hakimi e o Borussia Dortmund acertam mais 2 anos.
Marc Guéhi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/03/2035
Uma transferência que John Mellberg teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. John Mellberg está a viver essa versão no Borussia Dortmund, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Petar Sučić, e o treinador deixou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fabian Rieder será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Borussia Dortmund as despedidas começaram em silêncio.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nico Paz. 1‑0 sobre o Borussia Mönchengladbach, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Felix Nmecha esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Achraf Hakimi está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Felix Jäger sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Borussia Dortmund sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Marc Guéhi
Notas dos jogadoresA tarde passou toda por Saïd El Mala
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Kaio Jorge
Verba acordada, salário acordado, e o Greuther Fürth à espera com uma camisola. No Borussia Dortmund ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O SC Freiburg vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Borussia Dortmund foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kobbie Mainoo produziu-o, e o 8.53 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $508.2K do que o Borussia Dortmund pagou por Aaron Hickey é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
7 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O Borussia Mönchengladbach paga $3.0M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Borussia Dortmund pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Borussia Dortmund ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Yasin Ayari esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
3‑0 frente ao Trabzonspor, numa noite que vai ser revista neste clube durante uma geração. As reputações europeias fazem-se em noites soltas, e esta foi a noite.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Felix Jäger treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.22 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Borussia Dortmund a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borussia Dortmund coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo02/12/2034
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Borussia Dortmund. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm daqueles dias de Saïd El Mala
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Borussia Dortmund pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Marc Guéhi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O RB Leipzig vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Cajetan Lenz pré-acordou a mudança para o Borussia Dortmund, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
2 golos antes de o estádio acabar de chegar. O Kaiserslautern passou o resto da tarde a jogar um jogo já decidido, e toda a gente nas bancadas sabia disso.
15 dias de fora para Achraf Hakimi depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Borussia Dortmund vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nathan De Cat será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Borussia Dortmund as despedidas começaram em silêncio.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kobbie Mainoo. 2‑1 sobre o VfL Wolfsburg, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Felix Nmecha e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
Notas dos jogadoresKobbie Mainoo jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Borussia Dortmund falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Dani Requena produziu-o, e o 8.50 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Tidiam Gomis produziu-o, e o 8.48 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
7.52, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
João Neves e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
9 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Borussia Dortmund e do Eintracht Braunschweig por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 29 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
3‑0. É por noites destas que os clubes passam décadas a tentar qualificar-se para esta competição, e elas chegam talvez duas vezes nesse período. Quem esteve no estádio vai descrevê-la mal durante anos.
Marc Guéhi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Borussia Dortmund falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borussia Dortmund coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Neves, e o treinador deixou.
O RB Leipzig vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. John Mellberg pré-acordou a mudança para o Borussia Dortmund, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nico Paz. 2‑0 sobre o Borussia Mönchengladbach, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
44 dias de fora para Achraf Hakimi depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Borussia Dortmund vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Marc Guéhi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Borussia Dortmund ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O banco16/10/2034
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Gregor Kobel
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
O banco16/10/2034
Marc Guéhi tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Borussia Dortmund dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Gregor Kobel assinar alguma coisa — um contrato no Borussia Dortmund ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Nathan De Cat: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Borussia Dortmund a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 54 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
3‑0 frente ao Sabail, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Gregor Kobel e o Borussia Dortmund acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borussia Dortmund coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 7 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
61 dias de fora para Achraf Hakimi depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Borussia Dortmund vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Borussia Dortmund pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Borussia Dortmund a ouviu como outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Gregor Kobel e o Borussia Dortmund acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Maximilian Beier e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Disseram uma coisa a Nico Paz e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Borussia Dortmund falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
6‑0 frente ao Trabzonspor, numa noite que vai ser revista neste clube durante uma geração. As reputações europeias fazem-se em noites soltas, e esta foi a noite.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Nico Paz marcou ao minuto 85, o Schalke 04 já pensava na viagem de regresso, e o Borussia Dortmund levou tudo.
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Borussia Dortmund ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Borussia Dortmund e do Trabzonspor por igual; os restantes divertiram-se imenso.
78 dias de fora para Achraf Hakimi depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Borussia Dortmund vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kobbie Mainoo produziu-o, e o 8.38 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Nico Paz quer futebol continental; se o Borussia Dortmund o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borussia Dortmund coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Borussia Dortmund ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O novo treinador do Borussia Dortmund já trabalhou com Nico Paz e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
85 dias de fora para Achraf Hakimi depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Borussia Dortmund vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Borussia Dortmund perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A proposta do Nürnberg por Marc Guéhi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Borussia Dortmund perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Borussia Dortmund ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borussia Dortmund coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Samuel Iling-Junior agiu, no Borussia Dortmund, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O novo treinador do Borussia Dortmund já trabalhou com Nico Paz e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
O Borussia Dortmund ficou sem tempo com o TSG Hoffenheim. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 93 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Borussia Dortmund perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nico Paz produziu-o, e o 8.71 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Koni De Winter não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $9.7M do que o Borussia Dortmund pagou por Abdul Fatawu é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Mais um nome na lista: o Nürnberg fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Marc Guéhi. A resposta do Borussia Dortmund não mudou — para já.
603 jogos ao longo de 13 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Borussia Dortmund a ouviu como outra coisa.
30 entradas e 41 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 102 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Borussia Dortmund perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Borussia Dortmund perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Borussia Dortmund ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.94 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
109 dias de fora para Achraf Hakimi depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Borussia Dortmund vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
35 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Borussia Dortmund perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Borussia Dortmund perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do FC Augsburg por Abdul Fatawu foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Marc Guéhi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O novo treinador do Borussia Dortmund já trabalhou com Nico Paz e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
O banco21/08/2034
Achraf Hakimi tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Borussia Dortmund dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Borussia Dortmund falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
42 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Borussia Dortmund perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A proposta do Nürnberg por Marc Guéhi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Borussia Dortmund já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Borussia Dortmund, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O novo treinador do Borussia Dortmund já trabalhou com Nico Paz e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Adam Wharton esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 125 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
51 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Borussia Dortmund perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Borussia Dortmund já se começa a dizer o nome dele no passado.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Posição 3, 71 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Mais um nome na lista: o Nürnberg fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Marc Guéhi. A resposta do Borussia Dortmund não mudou — para já.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Borussia Dortmund falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
59 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Borussia Dortmund perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Borussia Dortmund perguntou e o Juventus disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Borussia Dortmund perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Borussia Dortmund ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Luca Jaquez não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta seguiu esta semana para o Schalke 04, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Borussia Dortmund podem fingir não ter ouvido.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Borussia Dortmund falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
69 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Borussia Dortmund perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Union Berlin à espera com uma camisola. No Borussia Dortmund ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Dynamo Dresden tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Borussia Dortmund, e não vai ser retirado.
Marc Guéhi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Borussia Dortmund ofereceu $1.7M; o RB Leipzig disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Neves estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
O bancoNico Paz volta a ter um treinador que o conhece
147 dias de fora para Achraf Hakimi depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Borussia Dortmund vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Borussia Dortmund perdeu-o em tudo menos nos papéis.
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Borussia Dortmund perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Borussia Dortmund, e não vai ser retirado.
Achraf Hakimi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.9M — um clube que quer Adrián Niño ao ponto de perguntar duas vezes.
Em resumo
PlantelJacob Peter Hödl consegue a transferência que sempre quis
O bancoNico Paz volta a ter um treinador que o conhece
O bancoMarc Guéhi tornou-se um homem de confiança do treinador
Patrick Franke lesiona os ligamentos do joelho — 45 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 45 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Borussia Dortmund perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A perseguição a Yanis Massolin terminou com $3.5M a mudar de mãos e o VfB Stuttgart sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Borussia Dortmund, e não vai ser retirado.
Marc Guéhi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel10/07/2034
Uma transferência que Yanis Massolin teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Yanis Massolin está a viver essa versão no Borussia Dortmund, e costuma notar-se no primeiro mês.
Em resumo
O bancoNico Paz volta a ter um treinador que o conhece
14 dias de fora para Christian Jung depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Borussia Dortmund vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roger Fernandes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Borussia Dortmund as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borussia Dortmund coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Borussia Dortmund ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todas as carreiras longas chegam à semana em que se pensa na última. Ele gostava que fosse onde começou, e o Borussia Dortmund sabe agora que esse pensamento chegou.
32 jogos e 0 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Borussia Dortmund sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Borussia Dortmund, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 21 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Borussia Dortmund aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Borussia Dortmund ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Achraf Hakimi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Borussia Dortmund pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
As regras permitem-no e dói na mesma. Roger Fernandes acertou condições com o Bayer Leverkusen para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. João Neves está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marc Guéhi está nela.