0‑0 frente ao AEL, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Deniz Dönmezer: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Trabzonspor ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ernest Muçi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
23 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
14 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Já são 18 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.95 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Uma média de 7.33 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Notas dos jogadores23/02/2032
Bertuğ Yıldırım jogou uma tarde diferente da de toda a gente
10.00. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Trabzonspor sobre quem trabalha
Notas dos jogadoresDenis Drăguş jogou uma tarde diferente da de toda a gente
A série sem derrotas chega aos 17 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Trabzonspor falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Verba acordada, salário acordado, e o Dinamo Moscow à espera com uma camisola. No Trabzonspor ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não há pior forma de perder um futebolista. Berkan Kutlu pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Trabzonspor coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ernest Muçi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Uma média de 7.25 na época, com 11 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Emre Demir esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ernest Muçi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Galatasaray vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Przemysław Frankowski pré-acordou a mudança para o Trabzonspor, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
3‑0 frente ao Heracles, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Bertuğ Yıldırım produziu-o, e o 9.05 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Trabzonspor ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Ernest Muçi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Jogo29/11/2031
Ninguém quer jogar contra o Trabzonspor neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Plantel01/12/2031
Palavras no treino do Trabzonspor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sidny Lopes Cabral está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
1‑0 frente ao Fenerbahce, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bariş Kalaycı será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Trabzonspor as despedidas começaram em silêncio.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Trabzonspor têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Trabzonspor coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel24/11/2031
Ernest Muçi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Denis Drăguş, e o treinador deixou.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Trabzonspor ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Trabzonspor ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 8 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Emre Demir e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/11/2031
Ernest Muçi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Arsenii Batahov, e o treinador deixou.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Trabzonspor a ouviu como outra coisa.
Mathias Fjørtoft Løvik e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel13/10/2031
Ernest Muçi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Berkan Kutlu, e o treinador deixou.
Com 5 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
0‑0 frente ao Dinamo Bucharest, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mathias Fjørtoft Løvik estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Arsenii Batahov chama-lhe outra coisa em privado.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Mathias Fjørtoft Løvik esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ernest Muçi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Jogo20/09/2031
Mais uma trazida de fora
4 seguidas na estrada para o Trabzonspor. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Trabzonspor fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
Já são 7 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Bertuğ Yıldırım produziu-o, e o 9.16 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Trabzonspor ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Ernest Muçi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Ninguém no Trabzonspor dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Emre Demir e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel08/09/2031
Palavras no treino do Trabzonspor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ernest Muçi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Bertuğ Yıldırım. 2‑0 sobre o Kayserispor, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.07, e nem uma objeção no estádio.
Plantel08/09/2031
5 jogadores do Trabzonspor ao serviço das seleções
O centro de treinos fica sossegado durante quinze dias. 5 homens partiram para serem jogadores de outros, e o treinador fica com os que ninguém chamou.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Direção01/09/2031
Fecha o mercado: 24 entradas, 5 saídas no Trabzonspor
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 24, saíram 5, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Trabzonspor coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/09/2031
Palavras no treino do Trabzonspor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ernest Muçi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Trabzonspor ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Bertuğ Yıldırım e o Trabzonspor acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Ernest Muçi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mathias Fjørtoft Løvik estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mathias Fjørtoft Løvik está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Trabzonspor, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Jakub Kałuziński e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Basaksehir ofereceu $260.0K; o Konyaspor disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel16/06/2031
Olivier Kemen desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Basaksehir ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Günay Güvenç e o Basaksehir acertam mais 2 anos.
O Basaksehir já telefonou ao PSV. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
DireçãoO Basaksehir arrecada $2.9M de um negócio antigo
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Trabzonspor coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/05/2031
Ernest Muçi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no Trabzonspor dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Trabzonspor, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ernest Muçi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Trabzonspor essa pergunta é mais difícil de responder.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Trabzonspor disse a Bertuğ Yıldırım que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
O banco14/04/2031
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Denis Drăguş
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
O Istanbulspor vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Trabzonspor foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Bertuğ Yıldırım produziu-o, e o 9.20 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Trabzonspor ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
15 golos e uma média de 7.36 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Chibuike Nwaiwu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel31/03/2031
Palavras no treino do Trabzonspor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ernest Muçi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
1‑0 frente ao Hajduk Split, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Bertuğ Yıldırım está no centro dessa descrição.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Trabzonspor marcou aos 119, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ernest Muçi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A primeira derrota em 6 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Hatayspor; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Meschack Elia, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Trabzonspor, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Trabzonspor a ouviu como outra coisa.
Uma média de 7.34 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Chibuike Nwaiwu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel10/03/2031
Palavras no treino do Trabzonspor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ernest Muçi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Jogo08/03/2031
O Trabzonspor torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Denis Drăguş produziu-o, e o 8.59 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Sidny Lopes Cabral e o Trabzonspor acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Trabzonspor ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Trabzonspor coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel03/03/2031
Palavras no treino do Trabzonspor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sidny Lopes Cabral está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
4‑3 frente ao Hajduk Split, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Ernest Muçi está no centro dessa descrição.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ernest Muçi produziu-o, e o 8.40 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Ahmet Doğan Yıldırım e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel24/02/2031
Palavras no treino do Trabzonspor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ernest Muçi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Trabzonspor e o Hajduk Split, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
13 golos e uma média de 7.32 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Trabzonspor ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Trabzonspor coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel17/02/2031
Palavras no treino do Trabzonspor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ernest Muçi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma média de 7.29 na época, com 12 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Adrian Benedyczak, e o treinador deixou.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Trabzonspor ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Ernest Muçi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sidny Lopes Cabral estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Paul Onuachu, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sidny Lopes Cabral está nela.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
A história da ambição ao contrário, e a que ninguém conta: um futebolista que quer um estádio mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vira. Não é fraqueza, e raramente é noticiada como outra coisa.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ernest Muçi assinar alguma coisa — um contrato no Trabzonspor ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Güven Yalçın: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Trabzonspor a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Já são 13 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Posição 3, 53 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
O Besiktas queria mais do que $7.2M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Trabzonspor podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bariş Kalaycı será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Trabzonspor as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Trabzonspor ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Chibuike Nwaiwu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/01/2031
Palavras no treino do Trabzonspor sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ernest Muçi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
PlantelAs defesas já dobram a marcação a Ernest Muçi
O Besiktas não queria vender e o número é a razão por que o fez. $8.1M por Bertuğ Yıldırım, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Já são 11 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Trabzonspor pagou $3.9M por Adrian Benedyczak, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Adrian Benedyczak agiu, no Trabzonspor, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Besiktas fica com o seu homem, e o Trabzonspor volta a uma lista com um nome riscado.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Musa Barrow era uma das razões por que as pessoas vinham, e $13.0M não substitui isso sozinho.
A proposta do Giresunspor por Bariş Kalaycı foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
123 dias de fora para Musa Barrow depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Besiktas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Besiktas perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $13.0M porque Musa Barrow é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Plantel13/01/2031
Uma transferência que Musa Barrow teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Musa Barrow está a viver essa versão no Besiktas, e costuma notar-se no primeiro mês.
A proposta do Kashima Antlers por Milot Rashica foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
A proposta seguiu esta semana para o Trabzonspor, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
131 dias de fora para Musa Barrow depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Trabzonspor vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Besiktas perdeu-o em tudo menos nos papéis.
20 golos e uma média de 7.68 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
A proposta seguiu esta semana para o Trabzonspor, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Besiktas beneficiou disso.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.99 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Leandro Trossard e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
12 golos e uma média de 7.42 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel30/12/2030
Ferdi Kadıoğlu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Verba acordada, salário acordado, e o Deportivo Tachira à espera com uma camisola. No Besiktas ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Rıdvan Yılmaz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Václav Černý estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ali Al Musrati, e o treinador deixou.
Disseram uma coisa a Oh Hyeon-Gyu e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Ninguém no Besiktas dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Vejo todos os jogos do Besiktas daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Ankaragucu segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.40 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
11 jogos sem derrota aqui. A cada treinador visitante perguntam-lhe por isso na semana anterior, que é exatamente a razão por que a série continua.
Jogo14/12/2030
Ninguém quer jogar contra o Besiktas neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Besiktas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Václav Černý estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.16 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Besiktas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma média de 7.53 na época, com 11 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ferdi Kadıoğlu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
56 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Besiktas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Besiktas fez a parte difícil com o Brighton, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Rıdvan Yılmaz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Václav Černý estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Besiktas a ouviu como outra coisa.
Direção12/08/2030
7 jogadores da formação sobem à equipa principal do Besiktas
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Milot Rashica lesiona os ligamentos do joelho — 72 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 72 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Rıdvan Yılmaz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel29/07/2030
Palavras no treino do Besiktas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Václav Černý está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Besiktas sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Um jogador do Besiktas é campeão internacional, e a cidade vai reclamar a sua parte de um verão com que não teve nada que ver. Já são 25 internacionalizações, e um nome que se vai dizer de outra maneira para o resto da carreira.
89 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Besiktas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Besiktas, e não vai ser retirado.
Václav Černý e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel15/07/2030
Palavras no treino do Besiktas sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Wilfred Ndidi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Faltam 11 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 46 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Basaksehir pagou $3.8M por Tiago Çukur, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Mert Çelik volta a ser jogador do Basaksehir, e a cidade tem a sua história do verão.
İrfan Can Kahveci e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel17/06/2030
Ousseynou Ba desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Onurcan Piri e o Basaksehir acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O Basaksehir já telefonou ao Dynamo Kyiv. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 47 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Rıdvan Yılmaz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Václav Černý estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ali Al Musrati, e o treinador deixou.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Besiktas a ouviu como outra coisa.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Yunus Akgün está nela.