26 dias de fora para Henry Wingo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O DC United vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O aperto de mão com o Charlotte Football Club está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que DC United podem fingir não ter ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sporting Kansas City fica com o seu homem, e o DC United volta a uma lista com um nome riscado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 33 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O aperto de mão com o Sporting Kansas City está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A proposta seguiu esta semana para o San Diego Football Club, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que DC United podem fingir não ter ouvido.
O DC United foi ao Charlotte Football Club com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Louis Munteanu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel23/02/2032
Lesão muscular e 15 dias de fora para Hosei Kijima
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O DC United vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Plantel23/02/2032
Palavras no treino do DC United sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bénie Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O New York Red Bulls pagou $440.0K e o DC United aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Em resumo
Alvos de mercadoNão há negócio por Tristan Blackmon a esse preço
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no DC United falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Posição 3, 49 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O LA Galaxy fica com o seu homem, e o DC United volta a uma lista com um nome riscado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que DC United podem fingir não ter ouvido.
Louis Munteanu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel16/02/2032
Palavras no treino do DC United sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bénie Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Seattle Sounders queria mais do que $150.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
49 dias de fora para Henry Wingo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O DC United vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Tanner Tessmann quer futebol continental; se o DC United o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Bénie Traoré esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
As regras permitem-no e dói na mesma. Duane Holmes acertou condições com o Seattle Sounders para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matti Peltola estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Christian Cappis, e o treinador deixou.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no DC United falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Louis Munteanu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bénie Traoré estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Christian Cappis e o DC United acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Louis Munteanu assinar alguma coisa — um contrato no DC United ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
63 dias de fora para Henry Wingo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O DC United vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Louis Munteanu quer futebol continental; se o DC United o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Louis Munteanu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/01/2032
Bénie Traoré desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Sporting Kansas City vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Ford Parker pré-acordou a mudança para o DC United, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
70 dias de fora para Henry Wingo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O DC United vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Posição 3, 49 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no DC United coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/01/2032
Palavras no treino do DC United sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matti Peltola está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O New York City vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Ben Lundt pré-acordou a mudança para o DC United, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Louis Munteanu está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Silvan Hefti. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Daryl Dike apontou a data.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no DC United falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no DC United coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bénie Traoré estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bénie Traoré está nela.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no DC United. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
84 dias de fora para Henry Wingo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O DC United vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No DC United estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no DC United a ouviu como outra coisa.
Louis Munteanu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel05/01/2032
Tanner Tessmann desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
O banco05/01/2032
Silvan Hefti tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no DC United dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
91 dias de fora para Henry Wingo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O DC United vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Bénie Traoré e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matti Peltola estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Matt Freese está nela.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Em resumo
MercadoA história de Bénie Traoré recusa-se a morrer
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no DC United falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Tanner Tessmann quer futebol continental; se o DC United o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Louis Munteanu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/12/2031
Bénie Traoré desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco22/12/2031
Louis Munteanu tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no DC United dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Silvan Hefti. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no DC United falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o DC United beneficiou disso.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no DC United a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no DC United coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel15/12/2031
Palavras no treino do DC United sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tanner Tessmann está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco15/12/2031
Bénie Traoré tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no DC United dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
115 dias de fora para Henry Wingo depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O DC United vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de DC United ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No DC United ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Louis Munteanu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matti Peltola estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Edwin Cerrillo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Louis Munteanu assinar alguma coisa — um contrato no DC United ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Juan Torres
1‑0 resolve, e um clube que passou uma época a ganhar o direito de jogar estes jogos ganhou um deles. Esta noite acabou a época de outro, que é a parte que ninguém menciona nos festejos.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 11 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Uma média de 7.47 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no DC United coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel20/10/2031
Bénie Traoré desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Riquelme Fillipi no seu melhor
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no DC United coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/09/2031
Palavras no treino do DC United sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bénie Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Gavin Turner e o DC United acertam mais 4 anos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Brandon Servania, e o treinador deixou.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O DC United sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 94. O Columbus Crew vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Uma média de 7.50 na época, com 20 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
O Columbus Crew obrigou o DC United a suar, mas no fim o marcador dizia 3‑2 e a tabela não pergunta como.
Plantel15/09/2031
Matti Peltola desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Minnesota United FC vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Seattle Sounders foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Seattle Sounders falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Noel Buck produziu-o, e o 8.52 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Seattle Sounders pagou $3.3M por Justin Haak, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Jesus Ferreira esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Henry Wingo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Toronto FC as despedidas começaram em silêncio.
O Toronto FC foi ao Nashville SC com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta do St. Louis CITY SC por Malik Henry foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no New England Revolution ninguém diz, e no Toronto FC ninguém gosta de estar a adivinhar.
Jonathan Osorio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Toronto FC ofereceu $54.0K; o Seattle Sounders disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Toronto FC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Christian McKennie depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
O banco23/06/2031
Kobe Franklin tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Toronto FC dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o FC Cincinnati? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Toronto FC ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Toronto FC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Inter Miami CF marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Culpa de ninguém e inteiramente sua: um golo que entra na ficha com o seu nome sem que nada nele fosse intencional. O Toronto FC merecia melhor, e ele também.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
O banco26/05/2031
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Christian McKennie escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Em resumo
AntevisãoO líder é o próximo adversário do Toronto FC
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Jonathan Osorio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Akil Watts pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Henry Wingo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Toronto FC as despedidas começaram em silêncio.
Direção28/04/2031
O Toronto FC fecha o mercado com um plantel feito por si
17 entradas e 2 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Dribles concretizados: 24. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Theo Corbeanu quer futebol continental; se o Toronto FC o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
O Toronto FC perguntou e o New York City disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Toronto FC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Christian McKennie depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
O Charlotte Football Club vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Toronto FC foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Theo Corbeanu produziu-o, e o 9.62 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Henry Wingo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Toronto FC as despedidas começaram em silêncio.
Aos 33 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 7.87, e ninguém melhor em campo.
Notas dos jogadores31/03/2031
Um golo de defesa dá a vitória ao Toronto FC — 7.89
1 para José Cifuentes, avaliado com 7.89, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Jonathan Osorio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
100 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Aaron Reyna e o Toronto FC acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Henry Wingo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Toronto FC as despedidas começaram em silêncio.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Toronto FC a ouviu como outra coisa.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Toronto FC lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Jonathan Osorio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Direção03/03/2031
13 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Toronto FC
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
108 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Seattle Sounders perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Seattle Sounders perguntou e o Orlando City disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Seattle Sounders ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no New England Revolution ninguém diz, e no Seattle Sounders ninguém gosta de estar a adivinhar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Seattle Sounders coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
O Houston Dynamo pagou $560.0K e o Seattle Sounders aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
7 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Theo Corbeanu quer futebol continental; se o Toronto FC o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não há pior forma de perder um futebolista. Henry Wingo pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Josh Sargent e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Josh Sargent assinar alguma coisa — um contrato no Toronto FC ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Derrick Etienne Jr. está nela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O DC United perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A proposta do New York Red Bulls por Riqui Puig foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Columbus Crew à espera com uma camisola. No DC United ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do DC United, e não vai ser retirado.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O DC United pagou $1.7M por Viktor Radojević, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Não há pior forma de perder um futebolista. Riqui Puig pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no DC United coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel24/02/2031
Silvan Hefti desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O aperto de mão com o Inter Miami CF está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Jonathan Osorio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A enfermaria confirma 26 dias de paragem para Henry Wingo, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
O banco17/02/2031
Luka Gavran tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Toronto FC dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Djordje Mihailović. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Um mês em que todos os rumores são possíveis e a maioria é disparate. O treinador tem uma lista, a direção tem um número, e nenhum conta ao outro a história toda.
5.º lugar, 48 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Toronto FC a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Toronto FC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Toronto FC sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco10/02/2031
Dániel Sallói tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Toronto FC dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Toronto FC essa pergunta é mais difícil de responder.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Markus Cimermancic apontou a data.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Toronto FC, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Henry Wingo
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Toronto FC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco20/01/2031
Luka Gavran tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Toronto FC dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Djordje Mihailović. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Toronto FC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Toronto FC, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Toronto FC sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Dániel Sallói está nela.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A camisola ainda lhe serve. Daniel Lovitz está de volta ao Toronto FC, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Niklas Dorsch assinar alguma coisa — um contrato no Toronto FC ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Toronto FC terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Markus Cimermancic apontou a data.
Em resumo
PlantelHenry Wingo passou a ter companhia no lugar
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Toronto FC a ouviu como outra coisa.
Josh Sargent e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Kobe Franklin subiu nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Josh Sargent assinar alguma coisa — um contrato no Toronto FC ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e AJ Marcucci treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
PlantelHenry Wingo passou a ter companhia no lugar
Brandon Dempsey lesiona os ligamentos do joelho — 54 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 54 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Jonathan Osorio e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Uma média de 7.24 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
O golo que pôs o New York City na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Toronto FC empatou, 3 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Um 1‑1 com o New York City deixa o balneário entre o alívio e a frustração.
O banco16/09/2030
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Christian McKennie escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Em resumo
MercadoA história de Theo Corbeanu recusa-se a morrer
75 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Toronto FC perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Toronto FC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O Inter Miami CF queria mais do que $3.5M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Aos 17 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
O St. Louis CITY SC pagou $2.0M e o Toronto FC aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Jonathan Osorio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Toronto FC lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Josh Sargent e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Daniel Lovitz acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Toronto FC substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Corey Baird, e o treinador deixou.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Toronto FC a ouviu como outra coisa.
Jonathan Osorio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Theo Corbeanu. 1‑0 sobre o New York City, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
19 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 54 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O New York City fica com o seu homem, e o Toronto FC volta a uma lista com um nome riscado.
Jonathan Osorio e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco22/04/2030
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Christian McKennie a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
O bancoDániel Sallói tornou-se um homem de confiança do treinador
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 61 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel15/04/2030
Niklas Dorsch sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Toronto FC coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco15/04/2030
Luka Gavran tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Toronto FC dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Theo Corbeanu não desaparece