Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Union Espanola falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valentin Vidal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Union Espanola, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
101 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Ñublense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Carlos Abeldaño e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel06/09/2027
Iván Alvariño desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 19 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Ñublense vai tentar não fazer disso um caso.
Disseram uma coisa a Santiago Quiros e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ignacio Jeraldino, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nahuel Herrera Bach está nela.
156 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Ñublense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A proposta do Everton de Viña del Mar por Matías Plaza foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Francisco Salinas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Iván Alvariño estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Rosario Central fica com o seu homem, e o Ñublense volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ignacio Jeraldino, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Jose Jara depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Ñublense sabe dizer em que semana.
Plantel07/06/2027
Matías Plaza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
52 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
O banco07/06/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Jose Jara a uma sala que já as tinha ouvido.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ñublense podem fingir não ter ouvido.
Notas dos jogadores17/05/2027
Martín Soto, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.84
Um 7.84 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Jogo15/05/2027
Não se vê o fim da espera do Ñublense por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Ñublense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel17/05/2027
Palavras no treino do Ñublense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iván Alvariño está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Hernán Muñoz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Jose Jara depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Em resumo
PlantelMartín Soto é o melhor jovem do fim de semana
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ñublense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/04/2027
Iván Alvariño desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Rodrigo Beausejour está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Diego Diaz é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Agustín Piñeyro, e o treinador deixou.
O banco12/04/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Iván Alvariño
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
O banco12/04/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Jose Jara saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Vitória por 2‑0 sobre o Magallanes, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 88, e o Cobreloa passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Fernando Ovelar produziu-o, e o 8.60 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Plantel22/03/2027
Iván Alvariño desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ñublense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ignacio Jeraldino. 1‑0 sobre o Cobreloa, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Avaliado com 7.49. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Em resumo
PlantelNo Ñublense ainda são estranhos uns para os outros
Francisco Salinas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A enfermaria confirma 34 dias de paragem para Benjamín Rivera, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel22/02/2027
Iván Alvariño desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Marco Miori tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Avaliado com 7.42. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Foi preciso Marco Miori marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Santiago Wanderers, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco22/02/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Vicente Lavín
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniel Saavedra, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresMatías Plaza passa por eles um de cada vez
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Sebastián Díaz marcou, foi avaliado com 7.62 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Já ia em 8 jogos. Os jogadores não festejaram como quem ganhou um jogo; festejaram como quem acabou de ser libertado de alguma coisa.
Plantel15/02/2027
Palavras no treino do Ñublense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sebastián Díaz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Agustín Piñeyro e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As obras estão aprovadas para uma lotação de 4459. É daquelas decisões pelas quais um clube é julgado vinte anos depois, e por gente que não estava lá quando foi tomada.
Sebastián Díaz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Iván Alvariño estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Joaquín González e o Ñublense acertam mais 4 anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Matias Davila passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Jorge Vargas é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Matias Fernandez está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Nicolas Castillo passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel11/01/2027
Palavras no treino do Ñublense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Agustín Piñeyro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
PlantelNão há lugar para Marco Miori no desenho novo
O bancoMatías Plaza tornou-se um homem de confiança do treinador
33 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Ñublense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no San Lorenzo ninguém diz, e no Ñublense ninguém gosta de estar a adivinhar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ñublense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Ñublense ofereceu $120.0K; o Deportes Santa Cruz disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Iván Alvariño estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Ñublense perguntou e o Barracas Central disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nahuel Herrera Bach e o Ñublense acertam mais 3 anos.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ñublense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Iván Alvariño quer futebol continental; se o Ñublense o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel02/11/2026
Palavras no treino do Ñublense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sebastián Díaz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Agustín Piñeyro e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Ñublense, e não vai ser retirado.
Jogo19/09/2026
Não se vê o fim da espera do Ñublense por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Ñublense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel21/09/2026
Palavras no treino do Ñublense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sebastián Díaz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ignacio Jeraldino, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Matías Plaza está nela.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Não se vê o fim da espera do Ñublense por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Ñublense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel14/09/2026
Vicente Lavín consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Vicente Lavín acabou de assinar pelo Ñublense e, por uma vez, a resposta importava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Díaz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Coquimbo Unido levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco14/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Jose Jara a uma sala que já as tinha ouvido.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Ñublense joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
0‑3 para o Palestino, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Ñublense lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Díaz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
Plantel31/08/2026
No Ñublense ainda são estranhos uns para os outros
19 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ñublense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Joaquín González e o Ñublense acertam mais 4 anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Plaza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Jose Jara depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Plantel03/08/2026
No Ñublense ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Ñublense, mais uma semana sem a assinatura de Matías Plaza.
Faltam 49 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Union La Calera com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.