Maurício lesiona os ligamentos do joelho — 63 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 63 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel12/06/2028
44 dias de fora para Alan Pinheiro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Aparecidense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Maximiliano García produziu-o, e o 8.81 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Braian Miranda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 20. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel12/06/2028
Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ray está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Gabriel Souza fica onde está
O aperto de mão com o Fortaleza está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
João Prado e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Luciano Juba produziu-o, e o 8.35 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O aperto de mão com o Aparecidense está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
7.62, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Rafael Thyere e o Amazonas acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
$320.0K em cima da mesa do Flamengo. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Plantel05/06/2028
Rafael Thyere desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
91 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aparecidense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel15/05/2028
73 dias de fora para Alan Pinheiro depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Aparecidense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Aparecidense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ray estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
15 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Em resumo
O bancoIago André pede uma conversa com o treinador
120 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aparecidense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Aparecidense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aparecidense, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Aparecidense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Junio Lopes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Aparecidense as despedidas começaram em silêncio.
Braian Miranda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Direção17/04/2028
2 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Aparecidense
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Felipe Alves está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Alex Silva passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
151 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aparecidense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Direção20/03/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Aparecidense
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Junio Lopes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Aparecidense as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Junio Lopes pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Braian Miranda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ray estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Aparecidense disse a Maximiliano García que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Aparecidense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Aparecidense podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel14/02/2028
João Victor desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Aparecidense. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Lucas Oliveira pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aparecidense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Aparecidense podem fingir não ter ouvido.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Aparecidense vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel17/01/2028
Ray desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Aparecidense perguntou e o Corinthians disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Iago André, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Sávio. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Aparecidense. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
O bancoJoão Victor pede uma conversa com o treinador
139 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aparecidense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Aparecidense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Braian Miranda e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Isto não é rotação. Alan Pinheiro está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Aparecidense finge o contrário.
Plantel11/10/2027
Sidney desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Alex Payares tem a sua resposta do Aparecidense; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Braian Miranda assinar alguma coisa — um contrato no Aparecidense ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luiz Guilherme está nela.
Braian Miranda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel30/08/2027
Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sidney está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Aparecidense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Aparecidense sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Aparecidense podem fingir não ter ouvido.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Aparecidense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel09/08/2027
Sidney desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Athletico Paranaense fica com o seu homem, e o Aparecidense volta a uma lista com um nome riscado.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Aparecidense foi explícito quanto à situação de Alê Santos, o que é mais do que muitos recebem.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Braian Miranda e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 36 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Nota de 7.03 em 13 ações nas duas áreas. Médios assim são descritos como pouco vistosos por quem nunca tentou jogar contra um.
Plantel21/06/2027
Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sidney está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
47 dias de fora para Bryan Urueña depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Aparecidense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Braian Miranda e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel15/03/2027
Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alê Santos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Aparecidense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Braian Miranda e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
35 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aparecidense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel18/01/2027
107 dias de fora para Bryan Urueña depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Aparecidense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Jorge Rocha e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel18/01/2027
Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ray está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Junio Lopes, e o treinador deixou.
Alípio lesiona os ligamentos do joelho — 42 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 42 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel11/01/2027
114 dias de fora para Bryan Urueña depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Aparecidense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Alex Báez e o Aparecidense acertam mais 3 anos.
Plantel11/01/2027
Maurício desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
71 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aparecidense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Braian Miranda esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A proposta seguiu esta semana para o Ponte Preta, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Marcos Bezerra é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Aparecidense sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luiz Guilherme está nela.
Alípio lesiona os ligamentos do joelho — 87 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 87 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Aparecidense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.90 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
7.68, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
André Dias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel30/11/2026
Palavras no treino do Aparecidense sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alê Santos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Pericles, e o treinador deixou.
147 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aparecidense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
9 defesas, e um resultado a que os dez à frente dele não tinham direito. Nos guarda-redes só se repara nos dias maus; este foi dos outros.
Notas dos jogadores05/10/2026
Um golo de defesa dá a vitória ao Aparecidense — 7.50
1 para Maurício, avaliado com 7.50, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.87 para o resto.
Plantel05/10/2026
Alex Payares consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Alex Payares acabou de assinar pelo Aparecidense e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel05/10/2026
André Dias desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Ceilândia marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aparecidense, e não vai ser retirado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.03 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ignacio Della Vedova está a viver essa versão no Aparecidense, e costuma notar-se no primeiro mês.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alípio. 2‑1 sobre o Capital, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Junio Lopes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
O banco21/09/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Guilherme Guimarães foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Os exames médicos acabam com o negócio de Cássio Acosta
Estava tudo acordado com o outro clube, e então o médico falou. O Aparecidense desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aparecidense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ray estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel14/09/2026
Demasiada mudança demasiado depressa no Aparecidense
20 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Aparecidense não o segura a fingir o contrário.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Guilherme Guimarães depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Aparecidense sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Iago André