Verba acordada, salário acordado, e o Union Magdalena à espera com uma camisola. No Santa Fe ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Faltavam 88 minutos e o Deportivo Pasto tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o Santa Fe não parou para dar explicações.
$6.1M em cima da mesa do Universitario Popayan. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Fe, e não vai ser retirado.
O Atletico Nacional não queria vender e o número é a razão por que o fez. $1.4M por Luis Marquínez, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Rafael Herrera depois do 0‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Fe, e não vai ser retirado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.30 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Daniel Torres e o Santa Fe acertam mais 2 anos.
Edwin Mosquera e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco08/05/2028
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Rafael Herrera, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Christian Mafla lesiona os ligamentos do joelho — 14 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 14 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.91 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” John Meléndez e o Santa Fe acertam mais 4 anos.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Terminou 1‑0, e a tarde foi de Alexis Zapata: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Santa Fe.
O banco01/05/2028
Jáder Obrian volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Santa Fe já trabalhou com Jáder Obrian e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Helibelton Palacios e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Daniel Torres está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Santa Fe perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Fe, e não vai ser retirado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Jimmy Martínez pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Patrick Preciado e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel24/04/2028
Palavras no treino do Santa Fe sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alejandro Morález está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
8.22. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O banco24/04/2028
Jáder Obrian volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Santa Fe já trabalhou com Jáder Obrian e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Christian Mafla lesiona os ligamentos do joelho — 29 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 29 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Santa Fe ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
500 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
O Envigado obrigou o Santa Fe a suar, mas no fim o marcador dizia 1‑0 e a tabela não pergunta como.
O banco17/04/2028
Jáder Obrian volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Santa Fe já trabalhou com Jáder Obrian e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Edwin Mosquera e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Christian Mafla lesiona os ligamentos do joelho — 54 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 54 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Isto não é rotação. Daniel Torres está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Santa Fe finge o contrário.
O banco27/03/2028
Jáder Obrian volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Santa Fe já trabalhou com Jáder Obrian e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» William Ovalle e o Santa Fe acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel27/03/2028
17 caras novas e o Santa Fe ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santiago Tamayo, e o treinador deixou.
87 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santa Fe perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ángel Mora produziu-o, e o 8.53 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Tem 19 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alexis Zapata. 1‑0 sobre o Deportivo Cali, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Avaliado com 8.30. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Santa Fe.
O banco28/02/2028
Jáder Obrian volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Santa Fe já trabalhou com Jáder Obrian e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
103 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Santa Fe perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A primeira derrota em 9 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Atletico Nacional; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Não há pior forma de perder um futebolista. Martin Cuesta pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Patrick Preciado quer futebol continental; se o Santa Fe o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco14/02/2028
Jáder Obrian volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Santa Fe já trabalhou com Jáder Obrian e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
120 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Santa Fe perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Santa Fe já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Dalian Yingbo tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Avaliado com 8.12. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Santa Fe.
O banco31/01/2028
Jáder Obrian volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Santa Fe já trabalhou com Jáder Obrian e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Em resumo
PlantelAlejandro Morález desentende-se com um colega por causa das exigências
PlantelNo Santa Fe ainda são estranhos uns para os outros
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Santa Fe estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
A perseguição a Aldo Montes terminou com $310.0K a mudar de mãos e o Tigres sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
32 jogos e 0 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jorge Luis Ramos e o Santa Fe acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Helibelton Palacios e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Em resumo
PlantelAlejandro Morález desentende-se com um colega por causa das exigências
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Fe, e não vai ser retirado.
O aperto de mão com o Real Santander está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Llaneros queria mais do que $1.0M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Fe coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Santa Fe perguntou e o Newell's Old Boys disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Santa Fe já telefonou ao Racing Club. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Santa Fe já falam dele no passado.
Plantel29/11/2027
Yílmar Velásquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco29/11/2027
Iván Scarpeta tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Santa Fe dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Miguel Ortega apontou a data.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Santa Fe essa pergunta é mais difícil de responder.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Yojan Garcés
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 32 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 21 anos do Santa Fe que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Edwin Herrera sai dessa comparação dentro da equipa, e o Santa Fe beneficiou de cada uma dessas tardes.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Edwin Herrera assinar alguma coisa — um contrato no Santa Fe ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Miguel Ortega apontou a data.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Santa Fe, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Jhojan Torres
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 46 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Yojan Garcés não precisou: 7.75, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Jogo23/10/2027
Ninguém quer jogar contra o Santa Fe neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Uma média de 7.07 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Santa Fe têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Rafael Herrera sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Yojan Garcés está nela.
62 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santa Fe perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Alexis Zapata quer futebol continental; se o Santa Fe o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel11/10/2027
Palavras no treino do Santa Fe sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yílmar Velásquez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Éwil Murillo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Edwin Herrera assinar alguma coisa — um contrato no Santa Fe ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
69 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santa Fe perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Eliminado, 1‑1 com o Deportivo Pasto, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Santa Fe ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Daniel Torres e o Santa Fe acertam mais 2 anos.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Santa Fe foi explícito quanto à situação de Daniel Torres, o que é mais do que muitos recebem.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
77 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santa Fe perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Uma média de 7.00 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Santa Fe sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Éwil Murillo está nela.
14 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
91 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santa Fe perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Fe, e não vai ser retirado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
7.86, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Fe coisas que levam mais de uma semana a retirar.
105 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santa Fe perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Yojan Garcés produziu-o, e o 8.77 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Tem 21 anos, média de 7.02, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Terminou 3‑2, e a tarde foi de Yojan Garcés: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Santa Fe.
Plantel30/08/2027
Yílmar Velásquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Fe coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
5 jogos sem vencer, e depois isto, frente ao Deportivo Pasto. O alívio é um barulho estranho num estádio de futebol, e foi o único que se ouviu no fim.
Em resumo
Notas dos jogadoresAlexis Zapata em notas de excelência
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 137 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Santa Fe falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Independiente Medellin fica com o seu homem, e o Santa Fe volta a uma lista com um nome riscado.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Santa Fe e do Jaguares por igual; os restantes divertiram-se imenso.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
O banco02/08/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Daniel Torres
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Éwil Murillo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 41 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Real Santander à espera com uma camisola. No Santa Fe ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
O Santa Fe ofereceu $940.0K; o La Equidad disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Plantel19/07/2027
Palavras no treino do Santa Fe sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yílmar Velásquez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Fe coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Club America fica com o seu homem, e o Santa Fe volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
47 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santa Fe perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Santa Fe lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Helibelton Palacios compromete-se com o Santa Fe por mais 2 anos.
Plantel05/04/2027
Palavras no treino do Santa Fe sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yílmar Velásquez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Fe coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Andrés Mosquera Marmolejo, e o treinador deixou.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 10 ações combinadas e uma nota de 7.09, e nenhuma delas entrará num resumo.
O banco05/04/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑3 Rafael Herrera saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
78 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Santa Fe perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo06/03/2027
Ninguém quer jogar contra o Santa Fe neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Notas dos jogadores08/03/2027
Yojan Garcés, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.65
Um 7.65 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Daniel Torres e o Santa Fe acertam mais 2 anos.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Já são 50 pelo clube, cada um arquivado na memória de alguém com uma data e um resultado. É sobre números assim que os adeptos vão discutir daqui a vinte anos.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 20 anos do Santa Fe que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
107 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Santa Fe perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 20 anos passou um mês a ser melhor do que todos os da sua idade na liga, o que é diferente e mais difícil do que uma boa tarde. No Santa Fe vão esforçar-se muito por não fazer disto um caso.
Sebastián Ramírez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Rafael Herrera depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o America de Cali com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Edwin Mosquera está nela.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Santa Fe. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Emprestados12/10/2026
Os golos continuam a chegar do exílio de John Meléndez
3 golos em 8 jogos no Aguilas Doradas — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Santa Fe alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
6.º lugar para os anfitriões, uma viagem longa para a bancada visitante, e um jogo que vai parecer banal no papel até ao momento em que deixar de o ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Omar Fernández produziu-o, e o 9.47 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nahuel Bustos produziu-o, e o 8.91 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Santa Fe vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
7.58, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Santa Fe lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel28/09/2026
Yílmar Velásquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Luis Palacios esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
500 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Santa Fe disse a Christian Mafla que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
7 remates, uma contagem que parece uma boa tarde até se olhar para a outra coluna. Os avançados sobrevivem a semanas destas partindo do princípio de que as ocasiões continuam; o dia em que param torna-se um problema.
O banco21/09/2026
Emanuel Olivera tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Santa Fe dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Segue-se o Cortulua, e há um homem no balneário do Santa Fe que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Notas dos jogadores31/08/2026
Nahuel Bustos fez o trabalho que ninguém conta — 7.45
10 ações combinadas e 7.45. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Iván Scarpeta está nela.
Um 3‑2 sobre o Atletico Bucaramanga, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Plantel24/08/2026
Palavras no treino do Santa Fe sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yílmar Velásquez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco24/08/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Rafael Herrera, sobre uma vitória por 3‑2 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Ninguém no Santa Fe sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Franco Fagúndez agarrou este contra o Real Santander. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Santa Fe.
Dribles concretizados: 26. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Aos 36 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 8.01, e ninguém melhor em campo.
Plantel17/08/2026
Yílmar Velásquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Daniel Torres. 2‑1 sobre o Alianza Petrolera, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Franco Fagúndez tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Jaguares deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Helibelton Palacios e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Santa Fe lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.