Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Franco Fagúndez agarrou este contra o Real Santander. 3‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Santa Fe.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Fe coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Ficar 2 atrás faz algo a uma equipa, e normalmente o que faz é acabar com ela. Aqui não. O Santa Fe reconstruiu a tarde golo a golo, e o Independiente Medellin não teve resposta para nada disso.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Johar Mejía produziu-o, e o 9.09 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jhojan Torres será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Santa Fe as despedidas começaram em silêncio.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Johar Mejía quer futebol continental; se o Santa Fe o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Fernando Tapia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Terminou 3‑2, e a tarde foi de Johar Mejía: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Santa Fe.
Plantel22/02/2027
Palavras no treino do Santa Fe sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yílmar Velásquez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNahuel Bustos em notas de excelência
7.71, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Fernando Tapia e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Andrés Mosquera Marmolejo, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Richard Falcao depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Segue-se o Independiente Medellin, e há um homem no balneário do Santa Fe que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Edwin Herrera e o Santa Fe acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Yílmar Velásquez. 1‑0 sobre o Envigado, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Nahuel Bustos está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Richard Falcao sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Johar Mejía produziu-o, e o 8.76 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Santa Fe lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Dribles concretizados: 21. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel01/02/2027
Yílmar Velásquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 9 ações, 6.80, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Richard Falcao sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Yéicar Perlaza está nela.
O Deportes Quindio vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Santa Fe foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Santa Fe, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jhojan Torres será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Santa Fe as despedidas começaram em silêncio.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Edwin Herrera quer futebol continental; se o Santa Fe o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Direção25/01/2027
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Santa Fe
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
6 jogos sem vencer, e depois isto, frente ao Deportes Quindio. O alívio é um barulho estranho num estádio de futebol, e foi o único que se ouviu no fim.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Alejandro Rangel está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Miguel Borja e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel18/01/2027
Yílmar Velásquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no Santa Fe dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Santa Fe, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Omar Fernández apontou a data.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Santa Fe essa pergunta é mais difícil de responder.
Verba acordada, salário acordado, e o Union Magdalena à espera com uma camisola. No Santa Fe ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Santiago Tamayo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Santa Fe as despedidas começaram em silêncio.
Fernando Tapia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Santa Fe vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Juan Sebastián Quintero treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O Santa Fe ofereceu $4.6M; o Gijón disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A proposta do Rayo Zuliano por Jhojan Torres foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Fe coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Éwil Murillo e o Santa Fe acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O Santa Fe já telefonou ao Atlas. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
Plantel5 caras novas e o Santa Fe ainda se está a conhecer
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Santa Fe falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Verba acordada, salário acordado, e o Valledupar à espera com uma camisola. No Santa Fe ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Helibelton Palacios e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Santa Fe perguntou e o Veracruz disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco28/12/2026
Johar Mejía tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Santa Fe dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Santa Fe vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Santa Fe lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Club America fica com o seu homem, e o Santa Fe volta a uma lista com um nome riscado.
O Santa Fe já telefonou ao Atlas. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
1‑2 frente ao San Lorenzo. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Santa Fe vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Santa Fe perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Santa Fe fez a parte difícil com o Club America, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O Santa Fe perguntou e o Pumas UNAM disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Santa Fe já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Fortaleza CEIF queria mais do que $980.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
A proposta seguiu esta semana para o America de Cali, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel07/12/2026
Palavras no treino do Santa Fe sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yílmar Velásquez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Yéicar Perlaza subiu nela.
1‑2 frente ao Penarol. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Alexis Zapata quer futebol continental; se o Santa Fe o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel30/11/2026
Yílmar Velásquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 11 ações, 6.89, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Omar Fernández esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
O bancoEmanuel Olivera tornou-se um homem de confiança do treinador
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Santa Fe nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel16/11/2026
Palavras no treino do Santa Fe sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yílmar Velásquez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Fe coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Disseram uma coisa a Kevin Balanta e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Iván Scarpeta está nela.
0‑4 frente ao Palmeiras. A leitura honesta não é que os jogadores estiveram mal: é que a distância entre este clube e aquele se mede hoje em coisas que o dinheiro leva anos a comprar.
Já são 4 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
Plantel09/11/2026
Yílmar Velásquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Helibelton Palacios esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco09/11/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑4, ditas por Richard Falcao a uma sala que já as tinha ouvido.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Omar Fernández chama-lhe outra coisa em privado.
É o nome de todas as colunas e de todos os programas, e isso pesa em qualquer idade. Há futebolistas que crescem ali dentro e outros que se apagam sem ruído.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emerson Rodríguez, e o treinador deixou.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Richard Falcao depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O banco02/11/2026
Johar Mejía tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Santa Fe dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Ninguém no Santa Fe sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Jhojan Torres subiu nela.
1‑8 frente ao Palmeiras. A leitura honesta não é que os jogadores estiveram mal: é que a distância entre este clube e aquele se mede hoje em coisas que o dinheiro leva anos a comprar.
4 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.66 ao lado do nome.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 9 golos entre o Santa Fe e o Palmeiras, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Minuto 90, frente ao Aguilas Doradas, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Dribles concretizados: 25. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jeison Angulo, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Iván Scarpeta treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o America de Cali com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Santa Fe. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Santa Fe terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
0‑1 frente ao San Lorenzo, e uma noite que mediu a distância mais do que os noventa minutos. Nada nela foi uma vergonha, e nada nela esteve perto.
Plantel05/10/2026
Palavras no treino do Santa Fe sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yílmar Velásquez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Santa Fe coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel05/10/2026
No Santa Fe ainda são estranhos uns para os outros
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Iván Scarpeta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Andrés Mosquera Marmolejo está nela.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Yílmar Velásquez marcou, foi avaliado com 7.85 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Santa Fe lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
6 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Cortulua foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
Plantel28/09/2026
Yílmar Velásquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Luis Palacios esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Terminou 2‑0, e a tarde foi de Yílmar Velásquez: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Santa Fe.
O banco28/09/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Richard Falcao foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Santa Fe, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
0‑4. O Penarol joga este futebol todos os anos, e notou-se em todas as zonas do campo. A lição é cara e, para um clube nesta fase, provavelmente necessária.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
500 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Richard Falcao depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Um amarelo de que ninguém precisava, numa noite em que o jogo já estava ganho. Santa Fe perdem um jogador pelo motivo mais evitável que existe.
O banco14/09/2026
Iván Scarpeta tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Santa Fe dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Santa Fe perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Alguém lhe passou à frente. Não é ficar de fora, e é pior do que isso, porque ficar de fora é sobre um sábado e isto é sobre o lugar que ocupa.
Plantel07/09/2026
8 caras novas e o Santa Fe ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco07/09/2026
Alexis Zapata tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Santa Fe dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Helibelton Palacios treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Deportes Tolima com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Alexis Zapata apontou a data.
Julian Castillo lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Eliminado, 2‑4 com o America de Cali, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.73 para o resto.
6 golos num jogo, Franco Fagúndez na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Santa Fe nem ao America de Cali.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Santa Fe lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel24/08/2026
Palavras no treino do Santa Fe sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yílmar Velásquez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
O golo que pôs o Atletico Bucaramanga na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Santa Fe empatou, 4 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Daniel Ayala agarrou este contra o Real Santander. 4‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Santa Fe.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.92 para o resto.
Plantel17/08/2026
Yílmar Velásquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Tem 19 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
2 golos antes de o estádio acabar de chegar. O Real Santander passou o resto da tarde a jogar um jogo já decidido, e toda a gente nas bancadas sabia disso.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Luis Palacios esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. James Romero é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Javier Cardona está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Javier Cordoba é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Kevin Cuadrado passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Santa Fe vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Daniel Torres e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yílmar Velásquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 19 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Santa Fe lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.