É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Marquinhos quer futebol continental; se o Paris Saint-Germain o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Lucas Hernández e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Vejo todos os jogos do Paris Saint-Germain daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no AC Ajaccio segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ousmane Dembélé está nela.
O banco30/11/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Alexandre Rodriguez não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Paris Saint-Germain também ninguém o escondia.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Khvicha Kvaratskhelia. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
0‑0 frente ao Tours, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Lucas Chevalier: 1 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Vitinha e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
Notas dos jogadoresFerran Torres jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paris Saint-Germain coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco16/11/2026
Ferran Torres tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Paris Saint-Germain dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Lucas Chevalier apontou a data.
A próxima visita é de uma equipa no 15.º lugar. O resultado não fará a época de ninguém e pode, em silêncio, estragar a forma de uma, e é por isso que o treinador vê vídeo desde domingo.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Warren Zaïre-Emery não precisou: 7.70, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
10 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ferran Torres. 1‑0 sobre o OGC Nice, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Paris Saint-Germain a ouviu como outra coisa.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Paris Saint-Germain, e 4 jogos em 12 dizem que merece ser ouvido.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Paris Saint-Germain foi explícito quanto à situação de Lucas Hernández, o que é mais do que muitos recebem.
O banco02/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 2‑4 Alexandre Rodriguez saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Paris Saint-Germain coisas que levam mais de uma semana a retirar.
356 jogos ao longo de 13 épocas com uma só camisola. Carreiras assim já não se constroem de propósito, e o Paris Saint-Germain sabe exatamente o que tem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Paris Saint-Germain a ouviu como outra coisa.