“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Sesvete ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sesvete coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Sesvete perguntou e o Lokomotiva Zagreb disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Johan Gonzalez, e o treinador deixou.
Viktor Kanižaj lesiona os ligamentos do joelho — 18 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 18 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Notas dos jogadores11/08/2036
Ole Pohlmann, 35 anos, faz recuar o relógio — 7.91
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.91 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Ilan Pejić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel11/08/2036
Tino Agić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
25 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sesvete perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A ordem veio de cima e não do banco, que é a versão desta conversa de que nenhum treinador gosta. Alguém daquele plantel está agora disponível, ache o homem que faz o onze o que achar.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Dinamo Zagreb fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tino Agić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Sesvete, mais uma semana sem a assinatura de Kasjan Lipkowski.
Uma sondagem ao NK Osijek para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Viktor Kanižaj lesiona os ligamentos do joelho — 46 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 46 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Kasjan Lipkowski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tino Agić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Sesvete perguntou e o NK Osijek disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
O Sesvete já telefonou ao Istra 1961. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
53 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sesvete perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sesvete, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sesvete coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O NK Osijek fica com o seu homem, e o Sesvete volta a uma lista com um nome riscado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Sesvete ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
O Sesvete já telefonou ao NK Osijek. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
74 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sesvete perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Sesvete já se começa a dizer o nome dele no passado.
Ilan Pejić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ciprian Moldovan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Sesvete já telefonou ao Dinamo Zagreb. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Flora U21 já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Kuressaare por Adil Taoui foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Kuressaare à espera com uma camisola. No Flora U21 ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Sander Tovstik não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Flora U21 pode pedir e sobe o salário que Matisse Kapitza pode exigir.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Flora U21 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Flora U21, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Flora U21 perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flora U21, e não vai ser retirado.
A proposta do Molodechno por Marek Havran foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Toda a gente deixou de fingir: o Nõmme United vai fazer a chamada por Bruno Rodrigues esta semana. O Flora U21 tem um número em mente, e o número não é tímido.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Flora U21 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Welco tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Flora U21 já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Narva Trans por Mikhail Sachkovskiy foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Flora U21 perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Welco por Ole Pohlmann foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Flora U21 já se começa a dizer o nome dele no passado.
Uma média de 7.44 na época, com 24 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flora U21, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jelle Van Neck será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flora U21 as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 7.61 na época, com 31 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Mikhail Sachkovskiy não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Flora U21 perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Jogo23/06/2035
Ninguém quer jogar contra o Flora U21 neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
A proposta do Narva Trans por Luca Everink foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Notas dos jogadores25/06/2035
Ole Pohlmann, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.15
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.15 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Luca Everink esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Flora U21 torna a sua casa um sítio difícil de visitar
25 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Flora U21 perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Nomme Kalju U21 vai querer esquecer isto depressa: 8‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Flora U21 foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O FCI Levadia tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Jogo16/06/2035
Ninguém quer jogar contra o Flora U21 neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.35 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
24 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flora U21, e não vai ser retirado.
Em resumo
JogoNinguém quer jogar contra o Flora U21 neste momento
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Matisse Kapitza no seu melhor
A série sem derrotas chega aos 26 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
19 golos e uma média de 7.37 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Luca Everink esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Matisse Kapitza. 2‑0 sobre o Viimsi, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Flora U21 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Max Corbon no seu melhor
Notas dos jogadoresSander Tovstik passa por eles um de cada vez
O Kuressaare vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Flora U21 foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jelle Van Neck será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flora U21 as despedidas começaram em silêncio.
Notas dos jogadores07/05/2035
Ole Pohlmann, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.48
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.48 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flora U21 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Notas dos jogadores07/05/2035
Matisse Kapitza jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.07. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
21 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Flora U21 já falam dele no passado.
Notas dos jogadores23/04/2035
Luca Everink, 34 anos, faz recuar o relógio — 7.87
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.87 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Flora U21 e do Tammeka U21 por igual; os restantes divertiram-se imenso.
10 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ole Pohlmann produziu-o, e o 8.29 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flora U21 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flora U21, e não vai ser retirado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Taijo Sappinen tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Ninguém quer jogar contra o Flora U21 neste momento
19 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Jogo07/04/2035
O Flora U21 torna a sua casa um sítio difícil de visitar
20 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Flora U21 perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jelle Van Neck será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flora U21 as despedidas começaram em silêncio.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.35 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
6 remates, uma contagem que parece uma boa tarde até se olhar para a outra coluna. Os avançados sobrevivem a semanas destas partindo do princípio de que as ocasiões continuam; o dia em que param torna-se um problema.
Karol Ainsalu lesiona os ligamentos do joelho — 25 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Flora U21 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Luca Everink esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Quatro semanas em que ninguém na divisão fez melhor o seu trabalho. O prémio vai para uma prateleira e o jogador volta para a equipa, que é a ordem que o Flora U21 prefere.
Já são 18 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 16‑0 frente ao Tallinna Kalev U21, e podiam ter sido mais.
Plantel26/03/2035
Karol Ainsalu lesiona os ligamentos do joelho — 32 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 32 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Max Corbon será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flora U21 as despedidas começaram em silêncio.
Em resumo
Notas dos jogadoresBis, e a tarde é de Adil Taoui — 8.29
Notas dos jogadoresMax Corbon marca duas vezes — 8.07
Notas dos jogadoresA idade ainda não apanhou Ole Pohlmann — 8.48
Já são 17 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
19 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
39 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Flora U21 perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luca Everink será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flora U21 as despedidas começaram em silêncio.
Luca Everink e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Erik Kallaste tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Já são 16 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Flora U21 podem fingir não ter ouvido.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Matisse Kapitza produziu-o, e o 8.95 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jelle Van Neck será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flora U21 as despedidas começaram em silêncio.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.34 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flora U21 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Flora U21 e o FCI Levadia U21, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Em resumo
Notas dos jogadoresMichalis Panagidis jogou uma tarde diferente da de toda a gente
O bancoSamuel Petráš pede uma conversa com o treinador
Ninguém quer jogar contra o Flora U21 neste momento
15 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ole Pohlmann produziu-o, e o 7.98 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo03/03/2035
Mais uma trazida de fora
7 seguidas na estrada para o Flora U21. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bruno Rodrigues será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flora U21 as despedidas começaram em silêncio.
Luca Everink esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Flora U21 já se começa a dizer o nome dele no passado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Max Corbon será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Flora U21 as despedidas começaram em silêncio.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
Plantel26/02/2035
Palavras no treino do Flora U21 sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ivan Shimakovich está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Flora U21 pode pedir e sobe o salário que Luca Everink pode exigir.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Adil Taoui regressa a Flora U21 com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Flora U21 essa pergunta é mais difícil de responder.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Flora U21 perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Tallinna Kalev por Michalis Panagidis foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flora U21 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Gašper Kukavica tem a sua resposta do Flora U21; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Plantel15/01/2035
Ivan Shimakovich desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
1‑1 frente ao Red Bull Salzburg, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Flora coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nelson Abbey está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
12 jogos e 2 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
11 golos e uma média de 7.20 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel04/12/2034
Uma lesão muscular afasta Hugo Barbier durante 18 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Flora vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Flora vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Tammeka segue em frente e o Flora vai para casa, com um 3‑5 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
0‑1 frente ao Bayern Munich. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ole Pohlmann produziu-o, e o 8.30 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
8 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Flora e do Tammeka por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 22 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Flora falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
0‑2 frente ao Bayern Munich. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
Nelson Abbey e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
11 golos e uma média de 7.20 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O banco30/10/2034
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Marek Antonov saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
O bancoA ficha de jogo disse tudo sobre Samuel Petráš
2‑1 frente ao Adana Demirspor, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 53 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Flora, e não vai ser retirado.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Kaloyan Kostov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Octavio Zamora acabou de assinar pelo Flora e, por uma vez, a resposta importava.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Abel Bretones e o Flora acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Em resumo
O bancoA ficha de jogo disse tudo sobre Marko Lekić