31 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Borussia Mönchengladbach perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Borussia Mönchengladbach lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Hiroki Ito e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Patrick Wimmer estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Borussia Mönchengladbach, e 0 jogos em 10 dizem que merece ser ouvido.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Borussia Mönchengladbach podem fingir não ter ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borussia Mönchengladbach coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel13/03/2028
Patrick Wimmer desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O alvo é o treinador, a abordagem é real, e a cláusula de compensação é a conversa toda. Os clubes desmentem histórias destas até exatamente à fotografia.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco13/03/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Dominik Kuhn saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Borussia Mönchengladbach tem de arrancar um resultado de algum lado.
0‑1 para o Bayern Munich, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco18/10/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 René Vogel saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Kevin Stöger está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ardon Jashari assinar alguma coisa — um contrato no Borussia Mönchengladbach ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Dynamo Dresden com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
A proposta do Hertha BSC por Robin Hack foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Borussia Mönchengladbach vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A proposta seguiu esta semana para o RB Leipzig, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Patrick Yazbek e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
O banco09/08/2027
Hiroki Ito tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Borussia Mönchengladbach dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Borussia Mönchengladbach tem de arrancar um resultado de algum lado.
Hiroki Ito esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” René Vogel depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O banco26/04/2027
Kevin Stöger tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Borussia Mönchengladbach dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Bayern Munich.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Borussia Mönchengladbach perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
1‑2 frente ao FC Augsburg, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
1 para Paul Will, avaliado com 7.95, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Borussia Mönchengladbach coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Segue-se o Köln, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
É o nome de todas as colunas e de todos os programas, e isso pesa em qualquer idade. Há futebolistas que crescem ali dentro e outros que se apagam sem ruído.
Em resumo
O bancoA vista do banco
O bancoRobin Hack tornou-se um homem de confiança do treinador
3 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
0‑3 para o Bayern Munich, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Ko Itakura e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Um penálti é o único momento do futebol em que não há onde esconder-se, e ele não o marcou. O caminho de volta foi longo, e a semana vai ser mais longa ainda.
O banco28/12/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑3, ditas por René Vogel a uma sala que já as tinha ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Borussia Mönchengladbach e o Werder Bremen, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Shuto Machino. 4‑2 sobre o Werder Bremen, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Paul Will e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Tim Kleindienst sai dessa comparação dentro da equipa, e o Borussia Mönchengladbach beneficiou de cada uma dessas tardes.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Borussia Mönchengladbach podem fingir não ter ouvido.
Kevin Stöger e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O plano subiu à direção e voltou a descer. Nada disto será título noutro lado qualquer, e toda a gente que trabalha no centro de treinos vai lembrar-se durante anos.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Borussia Mönchengladbach joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Robin Hack: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Borussia Mönchengladbach a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
O Darmstadt 98 ofereceu $5.2M; o Basaksehir disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
As bancadas17/08/2026
Os adeptos revoltam-se com a venda de Fraser Hornby por $12.2M
Vai para o Cardiff City, o clube tem $12.2M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
O Darmstadt 98 perguntou e o Greuther Fürth disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
$1.1M em cima da mesa do Eintracht Braunschweig. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
A proposta seguiu esta semana para o Köln, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $600.0K — um clube que quer Luca Kilian ao ponto de perguntar duas vezes.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Plantel17/08/2026
Uma transferência que Paul Will teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Paul Will está a viver essa versão no Borussia Mönchengladbach, e costuma notar-se no primeiro mês.
Qualquer balneário sabe ler uma contratação destas. Paul Will não veio esperar indefinidamente, e o homem cujo lugar ele foi comprado para ocupar sabe-o melhor do que ninguém.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Borussia Mönchengladbach vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Stefan Schwab tem 35 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Luca Sirch consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Luca Sirch acabou de assinar pelo Darmstadt 98 e, por uma vez, a resposta importava.
Hiroki Akiyama e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel10/08/2026
Luca Sirch desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Anton Lehmann está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Andreas Krüger passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Jürgen Schuster é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Darmstadt 98, e não vai ser retirado.
Hiroki Akiyama e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O telefone voltou a tocar por causa de Fraser Hornby, e desta vez do outro lado está o BK Hacken. No Darmstadt 98 ouvem com educação e não prometem nada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fraser Hornby e o Darmstadt 98 acertam mais 5 anos.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Darmstadt 98 ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.