Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tommaso Cancellotti será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lewis Ferguson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jesper Karlsson, e o treinador deixou.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Riccardo Nessi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
Federico Bernardeschi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Łukasz Skorupski estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Bologna sabem-no.
Łukasz Skorupski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lewis Ferguson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel17/09/2029
9 caras novas e o Bologna ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Nicolò Cambiaghi regressa a Bologna com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Federico Bernardeschi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel10/09/2029
Łukasz Skorupski desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Bologna foi explícito quanto à situação de Jesper Karlsson, o que é mais do que muitos recebem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gabriele Boloca, e o treinador deixou.
A proposta do Estoril Praia por Gennaro Anatriello foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Cagliari fica com o seu homem, e o Bologna volta a uma lista com um nome riscado.
Direção03/09/2029
Fecha o mercado: 27 entradas, 20 saídas no Bologna
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 27, saíram 20, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bologna a ouviu como outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tommaso Cancellotti será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Tommaso Cancellotti pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Federico Bernardeschi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Toda a gente deixou de fingir: o Empoli vai fazer a chamada por Nicolò Cambiaghi esta semana. O Bologna tem um número em mente, e o número não é tímido.
Plantel03/09/2029
Łukasz Skorupski desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Bologna já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
7.96, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Łukasz Skorupski e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel27/08/2029
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Direção27/08/2029
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Bologna
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
O telefone voltou a tocar por causa de Gennaro Anatriello, e desta vez do outro lado está o Estoril Praia. No Bologna ouvem com educação e não prometem nada.
Verba acordada, salário acordado, e o Empoli à espera com uma camisola. No Bologna ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Parma aceitou o dinheiro. O que o Bologna ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Não há pior forma de perder um futebolista. Cristian Toledo pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Riccardo Orsolini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma cláusula em que alguém insistiu há anos, numa negociação de que ninguém se lembra, acaba de pagar $1.6M ao Bologna. Martin Vitík saiu há muito tempo; o papel ficou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Tommaso Ebone não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O Bologna foi ao Cagliari com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Federico Bernardeschi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel13/08/2029
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Salvatore Monti é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Elia Bernardi é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
14 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Federico Bernardeschi treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O Bologna perguntou e o Audace Cerignola disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bologna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Łukasz Skorupski e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel06/08/2029
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Verba acordada, salário acordado, e o FC Lorient à espera com uma camisola. No Bologna ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Federico Bernardeschi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Toda a gente deixou de fingir: o Empoli vai fazer a chamada por Nicolò Cambiaghi esta semana. O Bologna tem um número em mente, e o número não é tímido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Tommaso Pobega treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O clube procurou lá fora durante um mês, não encontrou nada de que gostasse mais e entregou o cargo a quem já o estava a fazer. Conhece a casa; falta provar que conhece o resto.
Łukasz Skorupski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 24 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Plantel23/07/2029
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Verba acordada, salário acordado, e o Empoli à espera com uma camisola. No Bologna ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bologna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Simone Addessi acertou condições com o Vis Pesaro para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
$430.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Parma pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Bologna perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O aperto de mão com o AlbinoLeffe está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Federico Bernardeschi e o Bologna acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lewis Ferguson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Trento vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Federico Guerra pré-acordou a mudança para o Bologna, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tommaso Ebone será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bologna ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Federico Bernardeschi e o Bologna acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Federico Bernardeschi e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Toda a gente deixou de fingir: o Empoli vai fazer a chamada por Nicolò Cambiaghi esta semana. O Bologna tem um número em mente, e o número não é tímido.
Plantel02/07/2029
Tiago Libares sofre uma lesão muscular — 18 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 18 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Benevento fica com o seu homem, e o Bologna volta a uma lista com um nome riscado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Bologna perdeu-o em tudo menos nos papéis.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Benjamín Domínguez quer futebol continental; se o Bologna o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Ilya Kirko acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Bologna substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
O Bologna perguntou e o Blackburn Rovers disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Bologna já se começa a dizer o nome dele no passado.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Jens Odgaard era uma das razões por que as pessoas vinham, e $24.7M não substitui isso sozinho.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lewis Ferguson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Pietro Biolchi acabou de assinar pelo Bologna e, por uma vez, a resposta importava.
Verba acordada, salário acordado, e o Benevento à espera com uma camisola. No Bologna ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
$24.5M era o máximo que o clube pagaria, e o Catanzaro pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Federico Bernardeschi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Riccardo Orsolini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Bologna perguntou e o Catanzaro disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
10 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Não sobra ninguém para promover nem ninguém para dirigir um treino. A direção trouxe um nome que os adeptos não conhecem, e a pergunta de como um clube chega aqui vai durar mais do que quem lhe responder.
O aperto de mão com o Pisa está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
O Bologna foi ao Reggiana com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
“Não penso para lá de sábado, e não aconselharia ninguém a fazê-lo.” A primeira regra do interino é fingir que o trabalho é pequeno; Interim Coach recitou-a na perfeição.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Bologna está a esgotar-se.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nadir Zortea está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jens Odgaard. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Bologna
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Jens Odgaard e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel21/05/2029
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Bologna sabem-no.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Riccardo Orsolini assinar alguma coisa — um contrato no Bologna ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
15.º lugar com 34 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 23. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel14/05/2029
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lewis Ferguson. 1‑0 sobre o Venezia, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
404 jogos ao longo de 11 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel07/05/2029
Nadir Zortea desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Jens Odgaard e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel30/04/2029
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Luciano Negri depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mikel Amondarain, e o treinador deixou.
A raiva no Bologna transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
2‑5 para o Como, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bologna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jens Odgaard e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nota de 7.80. Há um tipo de avançado cujo valor só aparece quando se conta aquilo em que participou em vez daquilo que finalizou, e este é o dia em que esse argumento se demonstra sozinho.
Plantel23/04/2029
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/04/2029
Lewis Ferguson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tiago Libares, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Bologna, mais uma semana sem a assinatura de Eivind Helland.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Jens Odgaard esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel09/04/2029
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Nikola Moro.
O banco09/04/2029
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Luciano Negri saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bologna podem fingir não ter ouvido.
Jogo31/03/2029
Jens Odgaard ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 95. Jens Odgaard encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Juventus passou do ponto ao nada num só movimento.
Direção02/04/2029
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Bologna
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Łukasz Skorupski e o Bologna acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Jens Odgaard. 3‑2 sobre o Juventus, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bologna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jens Odgaard e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/03/2029
Lewis Ferguson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Bologna sabem-no.
Avaliado com 7.55. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
O Bologna entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Luciano Negri fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Łukasz Skorupski está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 17. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
O banco19/03/2029
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Luciano Negri a uma sala que já as tinha ouvido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
39 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Jens Odgaard esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Łukasz Skorupski está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Bologna ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 11 ações, 6.89, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bologna ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Em resumo
MercadoDaniel Boloca está livre para procurar outro sítio
Os adeptos organizam-se contra a direção do Bologna
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.89 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
As regras permitem-no e dói na mesma. Nikola Moro acertou condições com o Juventus para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Jens Odgaard e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Łukasz Skorupski está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Łukasz Skorupski estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Minuto 90, frente ao Cagliari, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Avaliado com 7.75. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Mercado12/02/2029
Tão perto: a transferência de Jens Odgaard morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O AC Milan seguiu em frente, Jens Odgaard apresenta-se de volta no Bologna, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Jens Odgaard esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lewis Ferguson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bologna pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Jogo03/02/2029
Não se vê o fim da espera do Bologna por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Bologna tem de arrancar um resultado de algum lado.
Direção05/02/2029
O Bologna fecha o mercado com um plantel feito por si
4 entradas e 5 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Bologna
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Direção29/01/2029
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Bologna
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
1‑6 frente ao Juventus, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
A proposta do Inter por Jens Odgaard foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Mais um nome na lista: o Mallorca fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Federico Bernardeschi. A resposta do Bologna não mudou — para já.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lewis Ferguson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Cristian Toledo acabou de assinar pelo Bologna e, por uma vez, a resposta importava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Catanzaro fica com o seu homem, e o Bologna volta a uma lista com um nome riscado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Juventus tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Jens Odgaard esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Bologna perguntou e o AC Milan disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Bruno Bonetti depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Riccardo Orsolini treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Federico Bernardeschi não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta do Nacional por Gennaro Anatriello foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Riccardo Orsolini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Riccardo Nessi agiu, no Bologna, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Napoli fica com o seu homem, e o Bologna volta a uma lista com um nome riscado.
Em resumo
Notas dos jogadoresNadir Zortea passa por eles um de cada vez
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bologna ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Riccardo Orsolini e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nadir Zortea está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Bologna sabem-no.
Em resumo
JogoO Bologna torna a sua casa um sítio difícil de visitar
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lewis Ferguson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
17 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Bologna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Mihajlo Ilić agarrou este contra o Spezia. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Bologna.
1 para Nadir Zortea, avaliado com 7.54, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
7.74, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nadir Zortea estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Jogo16/12/2028
O Bologna torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 24 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bologna ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel11/12/2028
Lewis Ferguson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 11 ações, 7.09, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
O banco11/12/2028
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Bruno Bonetti não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Bologna também ninguém o escondia.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 33 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
As bancadas04/12/2028
Os adeptos organizam-se contra a direção do Bologna
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Direção04/12/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Bologna
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Bologna toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bologna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nadir Zortea está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Bologna disse a Nadir Zortea que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
49 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bologna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lewis Ferguson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nikola Moro, e o treinador deixou.
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Bologna disse a Eivind Helland que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Bruno Bonetti depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
56 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bologna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lewis Ferguson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Jens Odgaard pôs o Bologna de novo em igualdade em 1 minutos, e o Lecce nunca chegou a jogar com vantagem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
64 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Bologna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Lumezzane está fora e o Bologna segue em frente, com um 3‑2 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
As bancadas06/11/2028
A raiva no Bologna transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 113. O Lumezzane vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Niklas Pyyhtiä marcou, foi avaliado com 7.86 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Riccardo Orsolini e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelNadir Zortea desentende-se com um colega por causa das exigências
71 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bologna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lewis Ferguson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
O banco30/10/2028
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Bruno Bonetti escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
78 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bologna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel23/10/2028
Lewis Ferguson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nikola Moro, e o treinador deixou.
100 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
O banco23/10/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Bruno Bonetti a uma sala que já as tinha ouvido.
85 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bologna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Antonio Raimondo produziu-o, e o 8.59 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nadir Zortea está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Bologna ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 93 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Bologna entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Bruno Bonetti fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
Riccardo Orsolini e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel09/10/2028
Lewis Ferguson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A formação existe exatamente para esta manhã. Gregorio Bruni passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Marcello Pavone passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Giorgio Colombo passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
100 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bologna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
389 jogos ao longo de 11 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
43 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelLewis Ferguson desentende-se com um colega por causa das exigências
107 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bologna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lewis Ferguson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
100 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
114 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Bologna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo16/09/2028
Não se vê o fim da espera do Bologna por uma vitória
Já são 10 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Bologna tem de arrancar um resultado de algum lado.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lewis Ferguson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Riccardo Orsolini lesiona os ligamentos do joelho — 122 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 122 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Jogo09/09/2028
Não se vê o fim da espera do Bologna por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Bologna tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bologna ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O relógio fez o que o Genoa não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lewis Ferguson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Diego Marchetti está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Diego Vannucci passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Riccardo Orsolini lesiona os ligamentos do joelho — 129 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 129 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bologna falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
$1.9M em cima da mesa do Genoa. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Direção04/09/2028
Fecha o mercado: 22 entradas, 40 saídas no Bologna
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 22, saíram 40, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Riccardo Orsolini e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
138 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bologna perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Bologna vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O aperto de mão com o Napoli está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O fim chegou numa terça-feira, como costuma acontecer: uma reunião curta, um comunicado mais curto, e Samuele Zanetti a esvaziar o gabinete antes do meio-dia. O ritual mais cruel do futebol, cumprido a horas.
146 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Bologna perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 27 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A proposta seguiu esta semana para o Ternana, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Bologna ofereceu $2.9M; o Udinese disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bologna falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Hajduk Split pagou $17.3M e o Bologna aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
A proposta do AJ Auxerre por Gennaro Anatriello foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A proposta seguiu esta semana para o Udinese, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Como fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Łukasz Skorupski e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bologna falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Genoa fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 51 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
O Bologna ofereceu $220.0K; o Torino disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lewis Ferguson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fiorentina fica com o seu homem, e o Bologna volta a uma lista com um nome riscado.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Nadir Zortea pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Bologna, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Bologna vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Udinese fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nicola Sansone será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
Łukasz Skorupski e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bologna falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A proposta seguiu esta semana para o Genoa, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Bologna tinha feito tudo menos convencer o próprio. Fica no Como, e o treinador volta à estaca zero com o dinheiro ainda no banco.
Plantel17/07/2028
Andrea Dini consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Andrea Dini acabou de assinar pelo Bologna e, por uma vez, a resposta importava.
Łukasz Skorupski e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 79 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Genoa ninguém diz, e no Bologna ninguém gosta de estar a adivinhar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
O Bologna e o Monopoli acertaram em $480.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O Bologna ofereceu $1.2M; o Juventus disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Riccardo Orsolini e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel10/07/2028
Lewis Ferguson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 89 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
O aperto de mão com o Como está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Nadir Zortea quer futebol continental; se o Bologna o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bologna a ouviu como outra coisa.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Bologna sobre quem trabalha
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Bologna vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Lecce fica com o seu homem, e o Bologna volta a uma lista com um nome riscado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nicola Sansone será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
Łukasz Skorupski e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bologna falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Direção19/06/2028
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Bologna
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Bologna perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Newell's Old Boys por Eivind Helland foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Mikel Amondarain não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O Bologna perguntou e o Benevento disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 110 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Estrela da Amadora tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Lazio fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
O Venezia queria mais do que $970.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
Łukasz Skorupski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A proposta do Pianese por Mattia Motolese foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Plantel12/06/2028
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 118 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Bologna e o Lecce acertaram em $6.9M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Samuele Zanetti treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bologna ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O Bologna ofereceu $1.2M; o Juventus disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolò Cambiaghi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Bologna lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
O banco29/05/2028
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Riccardo Orsolini
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Bologna sabem-no.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Nicolò Cambiaghi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O banco29/05/2028
Tommaso Corazza tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Bologna dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bologna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Łukasz Skorupski e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Riccardo Orsolini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Bologna, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Daniel Boloca está nela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thijs Dallinga será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Łukasz Skorupski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Lewis Ferguson treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Samuele Zanetti treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 45 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Łukasz Skorupski e o Bologna acertam mais 2 anos.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tommaso Pobega está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
O banco01/05/2028
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Riccardo Orsolini
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Bologna está a esgotar-se.
0‑3 para o AC Milan, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Bologna lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nicola Sansone será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
Łukasz Skorupski e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Riccardo Orsolini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Thijs Dallinga será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
Riccardo Orsolini e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nicolò Cambiaghi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco17/04/2028
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Samuele Zanetti não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Bologna também ninguém o escondia.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Bologna pode pedir e sobe o salário que Thijs Dallinga pode exigir.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Bologna perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Riccardo Orsolini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Bologna ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
PlantelNo Bologna ainda são estranhos uns para os outros
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Łukasz Skorupski e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Juventus; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bologna a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Antonio Raimondo produziu-o, e o 9.23 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nicola Sansone será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Łukasz Skorupski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel20/03/2028
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Com 5 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jens Odgaard treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Gonzalo Baglivo agiu, no Bologna, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Bologna toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Bologna já se começa a dizer o nome dele no passado.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.89 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bologna a ouviu como outra coisa.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolò Cambiaghi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Bologna está a esgotar-se.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nicola Sansone será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Bologna lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel28/02/2028
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 93. O Sassuolo tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Oussama El Azzouzi, e o treinador deixou.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Bologna foi explícito quanto à situação de Tommaso Cancellotti, o que é mais do que muitos recebem.
Em resumo
Plantel5 caras novas e o Bologna ainda se está a conhecer
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Bologna já se começa a dizer o nome dele no passado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Bologna lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
As regras permitem-no e dói na mesma. Nicola Sansone acertou condições com o Udinese para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Jens Odgaard e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Riccardo Orsolini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Davide Franzini regressa a Bologna com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolò Cambiaghi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Toda a gente deixou de fingir: o IK Start vai fazer a chamada por Tommaso Ebone esta semana. O Bologna tem um número em mente, e o número não é tímido.
O banco14/02/2028
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Samuele Zanetti escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
O Fiorentina vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bologna foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
A proposta do Parma por Thijs Dallinga foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jens Odgaard produziu-o, e o 8.80 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Verba acordada, salário acordado, e o Monza à espera com uma camisola. No Bologna ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
380 jogos ao longo de 10 épocas com estas cores. Carreiras assim já não se constroem, e o Bologna sabe bem o que tem.
Direção07/02/2028
O Bologna fecha o mercado com um plantel feito por si
3 entradas e 11 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Bologna está a esgotar-se.
O negócio que levaria Nicola Sansone para o Carpi caiu na fase final e ele reapresenta-se no Bologna com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Davide Franzini será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bologna as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Lazio segue em frente e o Bologna vai para casa, com um 0‑0 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bologna ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
O Napoli pagou $7.8M e o Bologna aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Jens Odgaard e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel24/01/2028
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Verba acordada, salário acordado, e o Arsenal à espera com uma camisola. No Bologna ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bologna, e não vai ser retirado.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Bologna perguntou e o Atletico Venezuela disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel17/01/2028
Torbjørn Heggem desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Bologna perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Vitoria Guimaraes tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Jens Odgaard esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel10/01/2028
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 33. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A proposta do Napoli por Emil Holm foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Bologna está a esgotar-se.
Łukasz Skorupski e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Bologna lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Resolvido internamente, que é a expressão que um clube usa quando preferia que ninguém perguntasse duas vezes. Vai ser multado, vai pedir desculpa, e vai jogar no sábado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 9 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Riccardo Orsolini e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Łukasz Skorupski, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Torbjørn Heggem está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Łukasz Skorupski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Riccardo Orsolini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Łukasz Skorupski e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Bologna ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel13/12/2027
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o AC Milan marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Disseram uma coisa a Abdel Rahim Alhassane e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
1 para Lewis Ferguson, avaliado com 7.72, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Bologna a ouviu como outra coisa.
Riccardo Orsolini esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lewis Ferguson. 2‑0 sobre o Cremonese, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Torbjørn Heggem está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Riccardo Orsolini estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Em resumo
O bancoEmil Holm pede uma conversa com o treinador
Łukasz Skorupski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/11/2027
Riccardo Orsolini desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Joselito acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Bologna substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Bologna lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Bologna ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
1‑1, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco22/11/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Samuele Zanetti não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Bologna também ninguém o escondia.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bologna coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lewis Ferguson, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Torbjørn Heggem estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 15. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
O banco15/11/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Samuele Zanetti não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Bologna também ninguém o escondia.
Dribles concretizados: 47. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Mikel Amondarain marcou, foi avaliado com 7.79 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Łukasz Skorupski e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Riccardo Orsolini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Avaliado com 7.94. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.