Raras vezes este jogo viu exibição assim: 5‑0 frente ao IMT, e podiam ter sido mais.
Jogo10/11/2029
O Crvena Zvezda torna a sua casa um sítio difícil de visitar
15 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Đorđe Jovanović será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Crvena Zvezda pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Dahl estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dois golos e um 8.64 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Jogo03/11/2029
Ninguém quer jogar contra o Crvena Zvezda neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crvena Zvezda a ouviu como outra coisa.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
2‑0 frente ao Partizan, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mahmudu Bajo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Contra qualquer outro seriam três pontos e pouco mais. Contra eles, e com o nome dele no golo, é um ano de conversa garantida para o Crvena Zvezda e uma história que vai sobreviver ao contrato dele.
Mihailo Ristić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Uma média de 7.24 na época, com 8 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Uroš Sremčević produziu-o, e o 8.79 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Julian Weigl esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Em resumo
PlantelSamuel Dahl desentende-se com um colega por causa das exigências
Notas dos jogadoresSamuel Dahl em notas de excelência
Notas dos jogadoresMohamed Abo Fani jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Julian Weigl e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel15/10/2029
Palavras no treino do Crvena Zvezda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Dahl está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco15/10/2029
Calvin Bassey tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Crvena Zvezda disse a Mahmudu Bajo que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Crvena Zvezda foi explícito quanto à situação de Yegor Prutsev, o que é mais do que muitos recebem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Đorđe Jovanović produziu-o, e o 9.20 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Mihailo Ristić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.26 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Crvena Zvezda já falam dele no passado.
Jogo29/09/2029
O Crvena Zvezda torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Notas dos jogadores01/10/2029
Um golo de defesa dá a vitória ao Crvena Zvezda — 7.86
1 para Mohamed Abo Fani, avaliado com 7.86, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matheus, e o treinador deixou.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Dahl estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 5 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nardin Mulahusejnović produziu-o, e o 8.77 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Crvena Zvezda já falam dele no passado.
Jogo15/09/2029
O Crvena Zvezda torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Crvena Zvezda já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Kevin Danso e o Crvena Zvezda acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Dahl estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Mihailo Ristić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Uroš Sremčević marcou ao minuto 89, o Spartak Subotica já pensava na viagem de regresso, e o Crvena Zvezda levou tudo.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $145.8K do que o Crvena Zvezda pagou por Mihai Butean é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
A proposta do Javor-Matis por Mahmudu Bajo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crvena Zvezda podem fingir não ter ouvido.
Dribles concretizados: 25. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Direção03/09/2029
O Crvena Zvezda fecha o mercado com um plantel feito por si
16 entradas e 10 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crvena Zvezda a ouviu como outra coisa.
O Mladost Lucani está fora e o Crvena Zvezda segue em frente, com um 3‑1 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Crvena Zvezda já se começa a dizer o nome dele no passado.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.32 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A proposta do Ordabasy por Uroš Sremčević foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Crvena Zvezda ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 14 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Crvena Zvezda já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Slovacko por Nardin Mulahusejnović foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.13 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Dahl estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Crvena Zvezda vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Novi Pazar à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Ninguém quer jogar contra o Crvena Zvezda neste momento
11 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Crvena Zvezda falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Seol Yung-Woo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Verba acordada, salário acordado, e o Aduana Stars à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Dimitrije Stevanović está a viver essa versão no Crvena Zvezda, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crvena Zvezda podem fingir não ter ouvido.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Crvena Zvezda pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Ninguém no clube vai dizer em voz alta para quem é esta contratação, que é exatamente como se percebe para quem é. Mihailo Stevanović chegou para ficar com uma camisola que alguém ainda veste.
Julian Weigl esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Crvena Zvezda ofereceu $54.6M; o Corinthians disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
7 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
A proposta do Vojvodina por Fejsal Mulić foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Verba acordada, salário acordado, e o Napredak à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Mahmudu Bajo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
O banco16/07/2029
Julian Weigl tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Crvena Zvezda
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Crvena Zvezda já se começa a dizer o nome dele no passado.
Posição 2, 67 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jovan Šljivić será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Matheus e o Crvena Zvezda acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
O telefone voltou a tocar por causa de Yegor Prutsev, e desta vez do outro lado está o Radnicki 1923. No Crvena Zvezda ouvem com educação e não prometem nada.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Crvena Zvezda
O bancoCalvin Bassey tornou-se um homem de confiança do treinador
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crvena Zvezda podem fingir não ter ouvido.
A proposta do Medeama por Edmund Addo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crvena Zvezda a ouviu como outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Matheus e o Crvena Zvezda acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Cukaricki fica com o seu homem, e o Crvena Zvezda volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel02/07/2029
Palavras no treino do Crvena Zvezda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Dahl está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mihailo Ristić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Crvena Zvezda ofereceu $43.2M; o Villarreal disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $18.0M porque Julen Agirrezabala é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Crvena Zvezda já se começa a dizer o nome dele no passado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Julen Agirrezabala agiu, no Crvena Zvezda, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A camisola ainda lhe serve. Njegoš Petrović está de volta ao Crvena Zvezda, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
O Crvena Zvezda foi ao Villarreal com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Crvena Zvezda ofereceu $49.9M; o Tottenham disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A proposta seguiu esta semana para o Racing Santander, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Tottenham fica com o seu homem, e o Crvena Zvezda volta a uma lista com um nome riscado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Dahl estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Crvena Zvezda já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Crvena Zvezda perguntou e o Brentford disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Vojvodina queria mais do que $3.1M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $2.5M — um clube que quer Marko Mladenović ao ponto de perguntar duas vezes.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mais um nome na lista: o Vojvodina fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Fejsal Mulić. A resposta do Crvena Zvezda não mudou — para já.
Plantel11/06/2029
Palavras no treino do Crvena Zvezda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Dahl está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A proposta seguiu esta semana para o Tottenham, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Crvena Zvezda ofereceu $6.3M; o Vojvodina disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A proposta seguiu esta semana para o Vojvodina, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o Vojvodina, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mihailo Ristić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
O Vojvodina está fora e o Crvena Zvezda segue em frente, com um 2‑1 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 117. O Vojvodina vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crvena Zvezda podem fingir não ter ouvido.
7 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Crvena Zvezda pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mihai Butean será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crvena Zvezda a ouviu como outra coisa.
Plantel21/05/2029
Samuel Dahl desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco21/05/2029
Amar Dedić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Edmund Addo apontou a data.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crvena Zvezda a ouviu como outra coisa.
Calvin Bassey e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Elseid Hysaj estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Calvin Bassey está nela.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Crvena Zvezda ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Crvena Zvezda, mais uma semana sem a assinatura de Uroš Sremčević.
Uma transferência que Kevin Danso teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Kevin Danso está a viver essa versão no Crvena Zvezda, e costuma notar-se no primeiro mês.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Seol Yung-Woo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Julian Weigl e o Crvena Zvezda acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel07/05/2029
Samuel Dahl desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A direcção pôs dinheiro em cima da mesa em vez de uma palavra de incentivo. O que lhe acontece a partir de agora é problema de outro, e trabalho de outro.
O banco07/05/2029
Julian Weigl tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
As bancadasToda a gente tem uma opinião sobre Kevin Danso
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Edmund Addo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
Mihailo Ristić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel30/04/2029
Palavras no treino do Crvena Zvezda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Dahl está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco30/04/2029
Matheus tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Emprestados30/04/2029
Os golos continuam a chegar do exílio de Mahmudu Bajo
7 golos em 7 jogos no Ordabasy — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Crvena Zvezda alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Julian Weigl e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel23/04/2029
Elseid Hysaj desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco23/04/2029
Amar Dedić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
13 jogos a 7.14 e um balneário que deixou discretamente de contar. As semanas mais duras de qualquer transferência são aquelas sobre as quais ninguém escreve.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jovan Šljivić treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
PlantelShavy Babicka é a conversa do centro de treinos
Posição 2, 67 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mark Harris será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
Mihailo Ristić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel16/04/2029
Palavras no treino do Crvena Zvezda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Dahl está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco16/04/2029
Calvin Bassey tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Samuel Dahl fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Yegor Prutsev apontou a data.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Calvin Bassey e o Crvena Zvezda acertam mais 4 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Samuel Dahl estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Crvena Zvezda essa pergunta é mais difícil de responder.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Crvena Zvezda, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
DireçãoA formação do Crvena Zvezda continua a produzir
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Calvin Bassey e o Crvena Zvezda acertam mais 4 anos.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O treinador reorganizou as ideias e Mihailo Ristić saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Elseid Hysaj estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel26/03/2029
Palavras no treino do Crvena Zvezda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Dahl está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma convocatória elogia o jogador e o clube que o formou na mesma frase. O Crvena Zvezda gostava de o receber inteiro e sabe que não vai ser consultado.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Mahmudu Bajo
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mark Harris será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Julian Weigl esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/03/2029
Palavras no treino do Crvena Zvezda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Dahl está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel19/03/2029
Demasiada mudança demasiado depressa no Crvena Zvezda
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Em resumo
O bancoCalvin Bassey tornou-se um homem de confiança do treinador
Mihailo Ristić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Elseid Hysaj estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco12/03/2029
Julian Weigl tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Crvena Zvezda joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 67 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Jogo03/03/2029
Ninguém quer jogar contra o Crvena Zvezda neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Jogo03/03/2029
Mais uma trazida de fora
7 seguidas na estrada para o Crvena Zvezda. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.73 para o resto.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Emre Can agiu, no Crvena Zvezda, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Julian Weigl agarrou este contra o OFK Beograd. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Crvena Zvezda.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.32 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mihai Butean será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
Uma média de 7.42 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Um 2‑0 sobre o Zeleznicar Pancevo, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Plantel26/02/2029
Samuel Dahl desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os dérbis fazem nomes, e Mark Harris fez o seu contra o Partizan. 2‑1, o orgulho está seguro — e a outra metade da cidade vai estar farta de ouvir falar dele já na terça-feira.
Posição 3, 61 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
6 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Jogo17/02/2029
Ninguém quer jogar contra o Crvena Zvezda neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
A proposta do Irtysh por Adem Avdić foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Crvena Zvezda têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
Julian Weigl esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/02/2029
Palavras no treino do Crvena Zvezda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Elseid Hysaj está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
PlantelAs defesas já dobram a marcação a Shavy Babicka
Plantel5 caras novas e o Crvena Zvezda ainda se está a conhecer
O bancoCalvin Bassey tornou-se um homem de confiança do treinador
133Edição
O Arauto de Crvena Zvezda
12/02/2029
Do nosso correspondente de futebolTriunfo
Plantel12/02/2029
20 dias de fora para Mihailo Ristić depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Crvena Zvezda vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Uroš Sremčević não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.63 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Crvena Zvezda vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Fulham pode já não estar a vender.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Seol Yung-Woo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
A proposta do Radnik Surdulica por Fejsal Mulić foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
28 dias de fora para Mihailo Ristić depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Crvena Zvezda vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Crvena Zvezda fez a parte difícil com o Fulham, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
3 golos numa tarde, todos do mesmo homem. Os restantes jogadores também estiveram presentes, confirmou uma testemunha.
Direção05/02/2029
O prazo passa com 4 contratações e 1 saídas
Está feito o negócio no Crvena Zvezda até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Plantel05/02/2029
Elseid Hysaj consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Elseid Hysaj acabou de assinar pelo Crvena Zvezda e, por uma vez, a resposta importava.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 38 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Radnicki Nis à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Notas dos jogadores29/01/2029
Fejsal Mulić, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.02
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.02 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Crvena Zvezda perguntou e o Vojvodina disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Crvena Zvezda falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Dribles concretizados: 36. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Plantel22/01/2029
Riste Stoilov lesiona os ligamentos do joelho — 19 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 19 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Spartak Subotica tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O Crvena Zvezda perguntou e o Feyenoord disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Em resumo
Alvos de mercadoNão há negócio por Dejan Zukić a esse preço
26 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Crvena Zvezda perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Spartak Subotica à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sheffield Wednesday fica com o seu homem, e o Crvena Zvezda volta a uma lista com um nome riscado.
Dribles concretizados: 26. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crvena Zvezda podem fingir não ter ouvido.
33 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Crvena Zvezda perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Radnik Surdulica à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Crvena Zvezda perguntou e o Galatasaray disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O negócio com o Vojvodina está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Notas dos jogadores08/01/2029
Julian Weigl, 33 anos, faz recuar o relógio — 8.41
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.41 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crvena Zvezda podem fingir não ter ouvido.
O Crvena Zvezda foi ao Vojvodina com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Fejsal Mulić, 34 anos, faz recuar o relógio — 8.26
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.26 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
13 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Um 2‑1 sobre o OFK Beograd, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Plantel01/01/2029
Palavras no treino do Crvena Zvezda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Dahl está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Posição 3, 39 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.09 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Julian Weigl esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
1‑2 para o Radnicki Nis, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel25/12/2028
Samuel Dahl desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco25/12/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Dejan Radonjic saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
0‑1 frente ao HNK Rijeka. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Edmund Addo, e o treinador deixou.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nemanja Radonjić produziu-o, e o 9.52 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores11/12/2028
Fejsal Mulić, 34 anos, faz recuar o relógio — 9.93
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 9.93 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Samuel Dahl agiu, no Crvena Zvezda, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crvena Zvezda a ouviu como outra coisa.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Crvena Zvezda e o Cukaricki, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.88 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Vitória por 2‑0 sobre o IMT, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Fejsal Mulić produziu-o, e o 8.72 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Miloš Veljković, e o treinador deixou.
17 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Avaliado com 7.98. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Mihailo Ristić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Já teve barulho que chegue. Se o Crvena Zvezda pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Timi Max Elšnik, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Calvin Bassey está nela.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Radnik Surdulica com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Crvena Zvezda. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
PlantelOs selecionadores não conseguiram deixar Mihailo Ristić de fora
DireçãoA formação do Crvena Zvezda continua a produzir
120Edição
O Arauto de Crvena Zvezda
13/11/2028
Do nosso correspondente de futebolEstável
Jogo09/11/2028
Uma noite europeia para esquecer para o Crvena Zvezda
1‑4. O Inter Turku joga este futebol todos os anos, e notou-se em todas as zonas do campo. A lição é cara e, para um clube nesta fase, provavelmente necessária.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.06 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mohamed Abo Fani. 2‑0 sobre o IMT, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
O Zeleznicar Pancevo vai querer esquecer isto depressa: 6‑3, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Crvena Zvezda foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.82 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 9 golos entre o Crvena Zvezda e o Zeleznicar Pancevo, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
2‑2 frente ao Inter Turku, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Mohamed Abo Fani tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Inter Turku deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.92 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Edmund Addo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
Calvin Bassey e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Crvena Zvezda pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crvena Zvezda podem fingir não ter ouvido.
Mihailo Ristić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco16/10/2028
Julian Weigl tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Đorđe Jovanović: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Crvena Zvezda a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Calvin Bassey fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Faltam 5 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Crvena Zvezda pode pedir e sobe o salário que Mirko Ivanić pode exigir.
Já são 10 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.81 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crvena Zvezda a ouviu como outra coisa.
Um ponto arrancado aos 87 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
17 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nemanja Radonjić produziu-o, e o 8.96 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Edmund Addo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Julian Weigl e o Crvena Zvezda acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Mihailo Ristić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Shavy Babicka
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Adem Avdić e o Crvena Zvezda acertam mais 5 anos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há golos que ganham jogos e golos que os tiram a alguém. Đorđe Jovanović marcou ao minuto 89, o Novi Pazar já pensava na viagem de regresso, e o Crvena Zvezda levou tudo.
Jogo16/09/2028
O Crvena Zvezda torna a sua casa um sítio difícil de visitar
15 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Timi Max Elšnik será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Amar Dedić está nela.
O Crvena Zvezda ofereceu $26.0M; o Lecce disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Calvin Bassey agiu, no Crvena Zvezda, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crvena Zvezda podem fingir não ter ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Calvin Bassey e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Haverá conversa esta semana. Crvena Zvezda vão pôr um número, e a partir daí deixa de ser futebol e passa a ser aritmética.
Plantel11/09/2028
No Crvena Zvezda ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Julian Weigl está nela.
Em resumo
As bancadasOs holofotes estão em cima de Calvin Bassey
O Spartak Subotica vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Crvena Zvezda foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O Crvena Zvezda foi ao Lecce com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Galatasaray fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Crvena Zvezda já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
Aos 33 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 8.56, e ninguém melhor em campo.
Direção04/09/2028
O Crvena Zvezda fecha o mercado com um plantel feito por si
10 entradas e 10 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vojvodina fica com o seu homem, e o Crvena Zvezda volta a uma lista com um nome riscado.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Shavy Babicka agarrou este contra o Mladost Lucani. 1‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Crvena Zvezda.
Mihailo Ristić tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao OFK Beograd deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
A proposta seguiu esta semana para o Galatasaray, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jogo23/08/2028
Shavy Babicka ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 102. Shavy Babicka encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Mladost Lucani passou do ponto ao nada num só movimento.
Verba acordada, salário acordado, e o Novi Pazar à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Matija Gočmanac não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Crvena Zvezda já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Vojvodina aceitou o dinheiro. O que o Crvena Zvezda ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $3.0M — um clube que quer Đorđe Jovanović ao ponto de perguntar duas vezes.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Mais um nome na lista: o Novi Pazar fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Mihai Butean. A resposta do Crvena Zvezda não mudou — para já.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Mihailo Ristić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel14/08/2028
Uma transferência que Marko Bugarin teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Marko Bugarin está a viver essa versão no Crvena Zvezda, e costuma notar-se no primeiro mês.
A perseguição a Tommy Pilling terminou com $270.0K a mudar de mãos e o Vojvodina sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel14/08/2028
Amar Dedić melhorou aos 26, o que ninguém esperava
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
A primeira derrota em 7 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Vojvodina; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Verba acordada, salário acordado, e o Radnicki Nis à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Jogo05/08/2028
Ninguém quer jogar contra o Crvena Zvezda neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
A proposta do Novi Pazar por Mihai Butean foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
Jogo05/08/2028
O Crvena Zvezda torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Matheus e o Crvena Zvezda acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Verba acordada, salário acordado, e o Mladost Lucani à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A proposta do Radnicki Nis por Timi Max Elšnik foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jogo29/07/2028
Mais uma trazida de fora
5 seguidas na estrada para o Crvena Zvezda. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 92. O Radnik Surdulica vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Mahmudu Bajo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Jogo22/07/2028
Ninguém quer jogar contra o Crvena Zvezda neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Crvena Zvezda pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Mihailo Ristić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Julian Weigl esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 23 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel17/07/2028
Amar Dedić melhorou aos 25, o que ninguém esperava
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crvena Zvezda a ouviu como outra coisa.
O banco17/07/2028
Amar Dedić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Fejsal Mulić apontou a data.
Duas horas por semana com um professor, que é a coisa menos glamorosa do Crvena Zvezda e a que decide se um reforço estrangeiro ainda cá está daqui a dois anos.
Verba acordada, salário acordado, e o Spartak Subotica à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 32 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 3 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Verba acordada, salário acordado, e o Zeleznicar Pancevo à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Napredak por Mahmudu Bajo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Vojvodina queria mais do que $1.5M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Nenhum deles será visto por quem quer que seja fora do centro de treinos durante três anos, a maioria nunca jogará um jogo sénior, e um deles pode mudar o clube. É toda a proposta, e é por isso que as academias existem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Crvena Zvezda. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
PlantelAmar Dedić treina como quem tem algo a provar
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 17 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Crvena Zvezda ofereceu $2.1M; o Vojvodina disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Mihailo Ristić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Matheus está nela.
PlantelRade Krunić treina como quem tem algo a provar
99Edição
O Arauto de Crvena Zvezda
19/06/2028
Do nosso correspondente de futebolOtimismo
Plantel19/06/2028
26 dias de fora para Matheus depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Crvena Zvezda vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Vojvodina queria mais do que $2.3M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O Vojvodina pagou $1.6M e o Crvena Zvezda aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O Crvena Zvezda fez saber ao mercado que Rade Krunić está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 36 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O Crvena Zvezda ofereceu $2.5M; o Vojvodina disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A verba é $800.0K, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Vojvodina negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $568.8K — um clube que quer Dragan Rosić ao ponto de perguntar duas vezes.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Matija Gočmanac agiu, no Crvena Zvezda, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 43 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Crvena Zvezda ofereceu $3.3M; o Vojvodina disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A proposta do Aduana Stars por Edmund Addo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crvena Zvezda podem fingir não ter ouvido.
O Crvena Zvezda foi ao Vojvodina com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Crvena Zvezda foi ao Vojvodina com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta seguiu esta semana para o Vojvodina, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $2.5M — um clube que quer Kornél Szűcs ao ponto de perguntar duas vezes.
É esta a época com que a cidade vai medir as vinte seguintes. O troféu viaja para casa com o plantel, e o percurso pelas ruas está combinado há dias.
Plantel29/05/2028
53 dias de fora para Matheus depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Crvena Zvezda vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Crvena Zvezda estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crvena Zvezda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 61 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Mihailo Ristić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A enfermaria confirma 14 dias de paragem para Kristiyan Balov, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
O banco22/05/2028
Amar Dedić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Plantel22/05/2028
Os relatórios de treino sobre Filip Babic não são bons
Um sábado mau perdoa-se; uma terça-feira má é uma escolha. O nível baixou, e numa casa onde toda a gente observa toda a gente, deu-se por isso.
70 dias de fora para Matheus depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Crvena Zvezda vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
O banco15/05/2028
Julian Weigl tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Crvena Zvezda admitiria. Nota-se aos sábados.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Crvena Zvezda. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Crvena Zvezda terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Crvena Zvezda falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Edmund Addo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crvena Zvezda as despedidas começaram em silêncio.
Mihailo Ristić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Crvena Zvezda admitiria. Nota-se aos sábados.
88 dias de fora para Matheus depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Crvena Zvezda vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crvena Zvezda a ouviu como outra coisa.
Mihailo Ristić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O treinador reorganizou as ideias e Fejsal Mulić saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Crvena Zvezda admitiria. Nota-se aos sábados.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Edmund Addo apontou a data.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Ivan Guteša pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
97 dias de fora para Matheus depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Crvena Zvezda vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Julian Weigl esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco24/04/2028
Amar Dedić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Nemanja Radonjić apontou a data.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Mahmudu Bajo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Ninguém faz um título sobre um explicador. Também não é preciso explicar a ninguém o que acontece a um reforço que passa dois anos a ser o homem com quem ninguém pode falar ao almoço.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 104 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Haugesund à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crvena Zvezda podem fingir não ter ouvido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Julian Weigl está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Crvena Zvezda terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Crvena Zvezda, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Duas horas por semana com um professor, que é a coisa menos glamorosa do Crvena Zvezda e a que decide se um reforço estrangeiro ainda cá está daqui a dois anos.
O acordo com o Radnik Surdulica tem 38 dias restantes, com 10 utilizações para pesar. Três portas: ficar com ele, vendê-lo, emprestá-lo outra vez — e nenhuma fica aberta muito tempo.
71 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
5 golos em 23 jogos no Mladost Lucani — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Crvena Zvezda alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Crvena Zvezda. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Duas horas por semana com um professor, que é a coisa menos glamorosa do Crvena Zvezda e a que decide se um reforço estrangeiro ainda cá está daqui a dois anos.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Haugesund tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Crvena Zvezda pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Mihailo Ristić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
23 jogos e 5 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O treinador reorganizou as ideias e Kristiyan Balov saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Amar Dedić está nela.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Julian Weigl está nela.
Uma convocatória elogia o jogador e o clube que o formou na mesma frase. O Crvena Zvezda gostava de o receber inteiro e sabe que não vai ser consultado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Crvena Zvezda já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Pela primeira vez em anos jogo porque alguém me quer na equipa.” O Mladost Lucani assenta-lhe bem; a conversa incómoda pertence ao Crvena Zvezda, e o verão vai forçá-la.
Amar Dedić fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
Emprestados13/03/2028
Os golos continuam a chegar do exílio de Fejsal Mulić
5 golos em 23 jogos no Levadiakos — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Crvena Zvezda alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 71 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Jogo04/03/2028
Ninguém quer jogar contra o Crvena Zvezda neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Mihailo Ristić e o Crvena Zvezda acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mais um nome na lista: o Haugesund fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Vasilije Kostov. A resposta do Crvena Zvezda não mudou — para já.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Timi Max Elšnik. 2‑0 sobre o IMT, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
2 golos em vinte minutos com Timi Max Elšnik no meio de tudo, e o IMT sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O KR tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Um dérbi nunca é só futebol, mas o futebol ajudou: 1‑0, e a bancada visitante esvaziou cedo. O direito de mandar bocas fica renovado por mais uma época.
A proposta do Valur por Mahmudu Bajo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Crvena Zvezda têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
62 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Vasilije Kostov não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Mihailo Ristić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Direção07/02/2028
Fecha o mercado: 0 entradas, 4 saídas no Crvena Zvezda
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 0, saíram 4, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Rade Krunić compromete-se com o Crvena Zvezda por mais 2 anos.
Jogo05/02/2028
O Crvena Zvezda torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Plantel07/02/2028
Mirko Ivanić sofre uma lesão muscular — 15 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 15 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
O Mladost Lucani vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Crvena Zvezda foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Mihailo Ristić e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crvena Zvezda, e não vai ser retirado.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Avaliado com 7.97. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Yegor Prutsev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco24/01/2028
Amar Dedić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crvena Zvezda dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco24/01/2028
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Dejan Radonjic não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Crvena Zvezda também ninguém o escondia.
Dribles concretizados: 36. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Verba acordada, salário acordado, e o Zeleznicar Pancevo à espera com uma camisola. No Crvena Zvezda ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O RC Lens pagou $17.4M e o Crvena Zvezda aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vojvodina fica com o seu homem, e o Crvena Zvezda volta a uma lista com um nome riscado.
Julian Weigl e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Crvena Zvezda não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
O Crvena Zvezda perguntou e o Anderlecht disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crvena Zvezda perdeu-o em tudo menos nos papéis.
$13.6M em cima da mesa do Red Bull Salzburg. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Dribles concretizados: 29. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Crvena Zvezda aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Notas dos jogadores03/01/2028
Um golo de defesa dá a vitória ao Crvena Zvezda — 7.94
1 para Mohamed Abo Fani, avaliado com 7.94, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crvena Zvezda ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crvena Zvezda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Bamba Dieng produziu-o, e o 9.10 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Uma média de 7.35 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Mihailo Ristić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nemanja Radonjić, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Dejan Radonjic sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Alguém viu todos os jogos da divisão no fim de semana e decidiu que ele foi o melhor que havia em qualquer deles. Uma honra pequena, e a maioria das carreiras acaba sem uma.
46 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Dejan Radonjic depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Crvena Zvezda disse a Uroš Sremčević que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.