Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Montevideo City Torque ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Diogo Guzmán esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Sosa estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Montevideo City Torque joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Ninguém no Montevideo City Torque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma cara nova na sua posição e, de repente, Franco Pizzichillo tem de reconquistar o que julgava seu. O Montevideo City Torque não prometeu nada — nesta fase raramente promete.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Juan Quintana apontou a data.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Esteban Obregón quer futebol continental; se o Montevideo City Torque o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matías Sosa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nicolás Guirin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eduardo Agüero, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoGonzalo Montes tornou-se um homem de confiança do treinador
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Agustín Álvarez Wallace quer futebol continental; se o Montevideo City Torque o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Montevideo City Torque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém no Montevideo City Torque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel25/01/2027
José Tarán desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nahuel Leivas, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Kevin Silva treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Montevideo City Torque lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Sosa estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Gonzalo Montes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O banco18/01/2027
Diogo Guzmán tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Montevideo City Torque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Montevideo City Torque pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Diogo Guzmán esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Luka Andrade e o Montevideo City Torque acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Sosa estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Montevideo City Torque, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Eduardo Agüero continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Montevideo City Torque, e não vai ser retirado.
A proposta do Nacional por Nahuel Leivas foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Montevideo City Torque ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Agustín Álvarez Wallace e o Montevideo City Torque acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Pablo Siles treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. José Tarán está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Faltam 49 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
Verba acordada, salário acordado, e o Miramar Misiones à espera com uma camisola. No Montevideo City Torque ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Universidad de Concepcion por Nicolás Guirin foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Montevideo City Torque podem fingir não ter ouvido.
O Arsenal não queria vender e o número é a razão por que o fez. $2.7M por Matías Sosa, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
Pablo Siles esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Montevideo City Torque perguntou e o Cerrito disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Matías Sosa era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $2.7M. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matías Sosa estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém no Montevideo City Torque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Montevideo City Torque perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Montevideo City Torque fez a parte difícil com o Arsenal, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Montevideo City Torque pagou $3.9M por Mark Assinor, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Mark Assinor era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $3.9M. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Lucas Cascallares acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Montevideo City Torque substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Nicolás Guirin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gonzalo Montes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santiago Colombatti, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O LNZ aceitou o dinheiro. O que o Montevideo City Torque ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
1‑2 perante o nível do Santos. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Montevideo City Torque tem de arrancar um resultado de algum lado.
O Millonarios não queria vender e o número é a razão por que o fez. $2.3M por Santiago Giordana, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
$3.7M era o máximo que o clube pagaria, e o Wanderers pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
A proposta do Miramar Misiones por Rodrigo Sena foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
É a sequência mais rara do futebol: os adeptos pedem uma coisa e o clube vai e fá-la. $2.3M por Santiago Giordana, e durante uma semana ninguém se queixa de nada.
Nicolás Guirin e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Montevideo City Torque, e não vai ser retirado.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Diogo Guzmán e o Montevideo City Torque acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Gonzalo Montes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Montevideo City Torque foi explícito quanto à situação de Lucas Duré, o que é mais do que muitos recebem.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Samuel Giménez está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Dribles concretizados: 43. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
0‑0 frente ao Universidad de Chile, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Esteban Obregón quer futebol continental; se o Montevideo City Torque o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Montevideo City Torque sabe dizer em que semana.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Montevideo City Torque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Montevideo City Torque fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Plantel30/11/2026
Nahuel Leivas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e José Tarán estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nahuel Leivas, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ezequiel Busquets está nela.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Montevideo City Torque. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Montevideo City Torque terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Pablo Siles e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nahuel Leivas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Salomón Rodríguez treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Nicolás Guirin apontou a data.
0‑0 frente ao Platense, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Montevideo City Torque pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Gary Kagelmacher chama-lhe outra coisa em privado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahuel Leivas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco09/11/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Sebastian Ferreira escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
PlantelAlguém anda atrás da camisola de Luka Andrade
14Edição
A Sentinela de Montevideo City Torque
02/11/2026
Do nosso correspondente de futebolInquietação
Plantel02/11/2026
Uma transferência que Bruno Buero teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Bruno Buero está a viver essa versão no Montevideo City Torque, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Montevideo City Torque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel02/11/2026
José Tarán desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco02/11/2026
Gonzalo Montes tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Montevideo City Torque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Montevideo City Torque. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Nicolás Guirin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Franco Torgnascioli, e o treinador deixou.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Nicolás Guirin chama-lhe outra coisa em privado.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Montevideo City Torque nada responderam, o que também é uma resposta.
Nicolás Guirin e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gonzalo Montes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Diogo Guzmán está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Kevin Silva treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Gonzalo Montes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eduardo Agüero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
1‑4 frente ao Santos. A leitura honesta não é que os jogadores estiveram mal: é que a distância entre este clube e aquele se mede hoje em coisas que o dinheiro leva anos a comprar.
Diogo Guzmán e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Samuel Giménez e o Montevideo City Torque acertam mais 2 anos.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco05/10/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑4 Sebastian Ferreira saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahuel Leivas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Montevideo City Torque lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Montevideo City Torque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahuel Leivas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco28/09/2026
Gonzalo Montes tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Montevideo City Torque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Montevideo City Torque. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
1‑1 frente ao Universidad de Chile, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Notas dos jogadores21/09/2026
Diogo Guzmán, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.01
Um 8.01 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Pablo Siles e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Montevideo City Torque fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco21/09/2026
Diogo Guzmán tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Montevideo City Torque dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. José Tarán está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Bruno Hernández acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Montevideo City Torque substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Nicolás Guirin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nahuel Leivas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Montevideo City Torque. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Não há pior forma de perder um futebolista. Emiliano González pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Montevideo City Torque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
0‑1 para o Defensor Sporting, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco07/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Sebastian Ferreira a uma sala que já as tinha ouvido.
Plantel07/09/2026
Valentino Würth desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Bautista Kociubinski sai dessa comparação dentro da equipa, e o Montevideo City Torque beneficiou de cada uma dessas tardes.
Nicolás Guirin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
6 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
1‑2 frente ao Juventud, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Notas dos jogadores24/08/2026
Diogo Guzmán, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.65
Um 7.65 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Gonzalo Montes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Franco Torgnascioli, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Franco Pizzichillo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nahuel Leivas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco24/08/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Sebastian Ferreira não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Montevideo City Torque também ninguém o escondia.
O La Luz está fora e o Montevideo City Torque segue em frente, com um 2‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
As bancadas17/08/2026
Os adeptos revoltam-se com a venda de Nahuel da Silva por $3.9M
Vai para o Getafe, o clube tem $3.9M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Notas dos jogadores17/08/2026
Facundo Martínez, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.73
Um 7.73 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Plantel17/08/2026
Uma transferência que Nicolás Guirin teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Nicolás Guirin está a viver essa versão no Montevideo City Torque, e costuma notar-se no primeiro mês.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.94 para o resto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Montevideo City Torque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nahuel Leivas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 30. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Notas dos jogadores10/08/2026
Luka Andrade, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.81
Um 7.81 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não há pior forma de perder um futebolista. Mathías Aguiar pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Diogo Guzmán e o Montevideo City Torque acertam mais 5 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Montevideo City Torque coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Lusiel Gómez acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Montevideo City Torque substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Esteban Obregón, e o treinador deixou.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Luis Diaz está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A proposta ficou muito aquém e em Montevideo City Torque não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Notas dos jogadores03/08/2026
Nahuel da Silva, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.70
Um 7.70 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Diogo Guzmán e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Franco Pizzichillo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.