Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
O interesse é real o suficiente para ter chegado aos jornais. O Palmeiras nada diz, o que em pleno mercado também é uma resposta.
Notas dos jogadores12/07/2027
Um golo de defesa dá a vitória ao Palmeiras — 7.77
1 para Marlon Freitas, avaliado com 7.77, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
O Palmeiras ofereceu $700.0K; o Bahia disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Palmeiras ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Bruno Fuchs esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Aranha e o Palmeiras acertam mais 4 anos.
Plantel12/07/2027
7 caras novas e o Palmeiras ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
3 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
Vitória por 2‑2 sobre o Tuna Luso, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Palmeiras já se começa a dizer o nome dele no passado.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Mateus Xavier não precisou: 7.84, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O Palmeiras foi ao Bahia com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $135.0K — um clube que quer Bruno Ferreira ao ponto de perguntar duas vezes.
A proposta do Vélez por Alexander Barboza foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Emprestados28/06/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Raphael Veiga
23 golos em 33 jogos no Club America — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Palmeiras alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
A perseguição a Paulo Vitor terminou com $4.3M a mudar de mãos e o Atlético Mineiro sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Imperatriz tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Paulo Vitor agiu, no Palmeiras, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O aperto de mão com o Atlético Mineiro está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A proposta do Náutico por Joaquín Piquerez foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Palmeiras já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Palmeiras, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luiz Fernando será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Palmeiras as despedidas começaram em silêncio.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palmeiras coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco21/06/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Gustavo Gómez
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Palmeiras já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Palmeiras podem fingir não ter ouvido.
Plantel14/06/2027
Mateus Xavier consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Mateus Xavier acabou de assinar pelo Palmeiras e, por uma vez, a resposta importava.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $1.6M — um clube que quer Kauã Pascini ao ponto de perguntar duas vezes.
O Fluminense aceitou o dinheiro. O que o Palmeiras ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Palmeiras perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O Palmeiras foi ao Atlético Mineiro com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Ítalo agiu, no Palmeiras, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Os golos continuam a chegar do exílio de Raphael Veiga
23 golos em 33 jogos no Club America — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Palmeiras alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.98 para o resto.
Jogo29/05/2027
Ninguém quer jogar contra o Palmeiras neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruno Fuchs, e o treinador deixou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palmeiras coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ações defensivas: 16, e a baliza a zero no final. As melhores tardes de um central parecem não ter nada dentro, e é exatamente esse o ponto.
O banco31/05/2027
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Luís Fernandes, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Palmeiras, e 5 jogos em 21 dizem que merece ser ouvido.
Nota 7.66 numa tarde que correu do primeiro ao último apito. Falhasse o que falhasse ao Palmeiras, o melhor em campo era deles.
O banco24/05/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Luís Fernandes foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Rafael Coutinho tem a sua resposta do Palmeiras; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.41, e nem uma objeção no estádio.
O banco17/05/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Luís Fernandes foi breve depois da vitória por 2‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Heittor está nela.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 11 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Palmeiras sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Ninguém no Palmeiras sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
“Vejo todos os jogos do Palmeiras daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Coritiba segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
MercadoA história de Jhon Arias recusa-se a morrer
As regras permitem-no e dói na mesma. Felipe Teresa acertou condições com o Náutico para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Marlon Freitas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bruno Fuchs, e o treinador deixou.
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Luís Fernandes podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kaio Jorge assinar alguma coisa — um contrato no Palmeiras ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
O bancoJefté tornou-se um homem de confiança do treinador
Notas dos jogadoresA única coisa que Kaio Jorge não conseguiu
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Direção19/04/2027
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Palmeiras
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palmeiras coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Luís Borges passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Rafael Tavares é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Alex Peixoto passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Lucas Viana está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Palmeiras a ouviu como outra coisa.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palmeiras coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Andreas Pereira assinar alguma coisa — um contrato no Palmeiras ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Palmeiras a ouviu como outra coisa.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palmeiras coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Palmeiras do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Rafael Coutinho e o Palmeiras acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Palmeiras, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kaio Jorge assinar alguma coisa — um contrato no Palmeiras ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Luciano Acosta treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A forma vai e vem; esta não foi. Luís Pacheco tem 19 anos, e a versão que treina agora não teria entrado na equipa em que estava há um ano.
Plantel08/03/2027
No Palmeiras ainda são estranhos uns para os outros
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Palmeiras, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco08/03/2027
Juliano tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Palmeiras dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Vejo todos os jogos do Palmeiras daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Rio Branco segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Palmeiras ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jhon Arias. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.
Benedetti esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Heittor está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Kaio Jorge assinar alguma coisa — um contrato no Palmeiras ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os golos continuam a chegar do exílio de Raphael Veiga
22 golos em 26 jogos no Club America — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Palmeiras alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Bruno Fuchs e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Luís Pacheco e o Palmeiras acertam mais 5 anos.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Palmeiras, e 0 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Palmeiras sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Benedetti não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Juliano está nela.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Palmeiras admitiria. Nota-se aos sábados.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Palmeiras não tem uma boa resposta.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Palmeiras falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Palmeiras a ouviu como outra coisa.
“Vejo todos os jogos do Palmeiras daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Rio Branco segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Bruno Fuchs treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Palmeiras falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Paulinho era uma das razões por que as pessoas vinham, e $12.7M não substitui isso sozinho.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. André Pereira é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Paulo Fonseca é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Showman é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Palmeiras terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
17 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Palmeiras perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Juventus pagou $51.9M e o Palmeiras aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Palmeiras já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Palmeiras falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Vitor Roque foi-se, as contas têm $51.9M a mais, e os adeptos ficaram com a sensação de que também lhes venderam alguma coisa. Um bom negócio e uma boa decisão nem sempre são a mesma coisa.
Emprestados18/01/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Raphael Veiga
17 golos em 22 jogos no Club America — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Palmeiras alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Alexander Barboza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Vejo todos os jogos do Palmeiras daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Coritiba segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
26 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Palmeiras perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco11/01/2027
Juliano tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Palmeiras dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Palmeiras perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
39 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Palmeiras beneficiou disso.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Palmeiras ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 18 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Alexander Barboza e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Emprestados04/01/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Raphael Veiga
15 golos em 20 jogos no Club America — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Palmeiras alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Juan Gabriel lesiona os ligamentos do joelho — 41 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 41 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Palmeiras, e não vai ser retirado.
A proposta do Central Córdoba SdE por Luciano Acosta foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Palmeiras ofereceu $1.9M; o Vasco da Gama disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Gustavo Gómez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Bruno Fuchs apontou a data.
Verba acordada, salário acordado, e o Rio Branco à espera com uma camisola. No Palmeiras ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Palmeiras perguntou e o Grêmio disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Uma média de 7.07 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Palmeiras têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Luciano Acosta e o Palmeiras acertam mais 3 anos.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Gustavo Gómez pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
O Newell's Old Boys pagou $9.0M e o Palmeiras aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
O Cruzeiro queria mais do que $5.8M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Palmeiras aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Plantel14/12/2026
Kaio Jorge consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Kaio Jorge acabou de assinar pelo Palmeiras e, por uma vez, a resposta importava.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Luciano Acosta fica onde está
O Cruzeiro aceitou o dinheiro. O que o Palmeiras ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
A proposta do Cruzeiro por Marlon Freitas foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Palmeiras perguntou e o Botafogo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta seguiu esta semana para o Fluminense, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alexander Barboza e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
MercadoGustavo Gómez está livre para procurar outro sítio
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Felipe Anderson produziu-o, e o 9.09 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Vitor Roque não precisou: 8.04, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palmeiras coisas que levam mais de uma semana a retirar.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Palmeiras e do Santos por igual; os restantes divertiram-se imenso.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Andreas Pereira e o Palmeiras acertam mais 4 anos.
Em resumo
Notas dos jogadoresJhon Arias jogou uma tarde diferente da de toda a gente
O São Paulo vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Palmeiras foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
33 pontos somados e um lugar no grupo da frente. No estádio ainda ninguém diz a palavra em voz alta.
Notas dos jogadores23/11/2026
Vitor Roque, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 9.71
Um 9.71 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Alexander Barboza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.03 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Palmeiras sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Bruno Fuchs e o Palmeiras acertam mais 5 anos.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O São Paulo tentou reorganizar-se, o Palmeiras não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
Alexander Barboza e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Paulinho está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Alexander Barboza. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
14 jogos a 6.94 e um balneário que deixou discretamente de contar. As semanas mais duras de qualquer transferência são aquelas sobre as quais ninguém escreve.
Dois golos e um 8.97 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Notas dos jogadores09/11/2026
Um golo de defesa dá a vitória ao Palmeiras — 7.89
1 para Marlon Freitas, avaliado com 7.89, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
7.91, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Palmeiras a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palmeiras coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Vitor Roque tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Palmeiras podem fingir não ter ouvido.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 7.86. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: José Manuel López. 2‑0 sobre o Bragantino, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Alexander Barboza e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Alexander Barboza e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Segue-se o Cruzeiro, e há um homem no balneário do Palmeiras que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
7.95, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Palmeiras coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 21 anos passou um mês a ser melhor do que todos os da sua idade na liga, o que é diferente e mais difícil do que uma boa tarde. No Palmeiras vão esforçar-se muito por não fazer disto um caso.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Será explicado como uma mudança pela equipa, e até pode ser. Ninguém que já usou uma acredita nisso, e o homem a quem acabaram de a tirar também não.
O banco05/10/2026
Paulinho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Palmeiras dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Andreas Pereira
Alexander Barboza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
O banco28/09/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Luís Fernandes foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Palmeiras, e não vai ser retirado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.07 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.90 para o resto.
Gustavo Gómez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 9.75 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Vitor Roque não precisou: 7.94, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Telavi tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Palmeiras podem fingir não ter ouvido.
Aos 21 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Palmeiras vai tentar não fazer disso um caso.
Benedetti esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Jhon Arias sai dessa comparação dentro da equipa, e o Palmeiras beneficiou de cada uma dessas tardes.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Larson agarrou este contra o Azuriz. 6‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Palmeiras.
O Vasco da Gama vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Palmeiras foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Palmeiras podem fingir não ter ouvido.
Dois golos e um 8.16 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Notas dos jogadores31/08/2026
Heittor, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.12
Um 8.12 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Palmeiras e do Azuriz por igual; os restantes divertiram-se imenso.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Mirassol vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Palmeiras foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Marlon Freitas produziu-o, e o 8.39 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Vitor Roque não precisou: 8.14, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
A proposta do Persik por Benedetti foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
7 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Palmeiras e do Ceará por igual; os restantes divertiram-se imenso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Gustavo Gómez, e o treinador deixou.
A desvantagem de 2 golos foi real e a recuperação também. José Manuel López esteve no centro, o Botafogo no fim, e quem saiu cedo vai ouvir falar desta tarde durante anos.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.79, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Notas dos jogadores17/08/2026
Vitor Roque, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.93
Um 7.93 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.69 para o resto.
Alexander Barboza e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ramón Sosa, e o treinador deixou.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Palmeiras ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
As regras permitem-no e dói na mesma. Figueiredo acertou condições com o Athletic Club para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alexander Barboza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os guarda-redes não cometem erros; oferecem golos. Ofereceu um, soube-o no instante, e não havia ninguém atrás dele que o transformasse noutra coisa.
O banco10/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Luís Fernandes a uma sala que já as tinha ouvido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Carlos Miguel, e o treinador deixou.
Nada assinado, nada desmentido, e muita gente de repente muito cuidadosa com as palavras. Quem já viveu uma destas sabe que a parte silenciosa dura meses.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Gustavo Gómez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.