Nicolás Fernandez lesiona os ligamentos do joelho — 111 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 111 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Universidad de Chile lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Charles Aránguiz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Universidad de Chile, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Plantel28/09/2026
Salvador Negrete desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Matías Zaldivia está nela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
MercadoIgnacio Sáez colocado na lista de transferências
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8Edição
A Gazeta de Universidad de Chile
21/09/2026
Do nosso correspondente de futebolCrise
Plantel21/09/2026
Nicolás Fernandez lesiona os ligamentos do joelho — 119 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 119 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
0‑2 frente ao Progreso. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Progreso; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad de Chile coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Marcelo Díaz.
Em resumo
O bancoJavier Altamirano tornou-se um homem de confiança do treinador
Nicolás Fernandez lesiona os ligamentos do joelho — 126 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 126 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel14/09/2026
Israel Poblete desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gonzalo Reyna está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Universidad de Chile, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Tobías Reinhart assinar alguma coisa — um contrato no Universidad de Chile ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Gabriel Castellón apontou a data.
134 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Universidad de Chile perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Israel Poblete esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
9 ações combinadas e 7.11. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Charles Aránguiz sai dessa comparação dentro da equipa, e o Universidad de Chile beneficiou de cada uma dessas tardes.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Claudio Fernandez depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
142 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Universidad de Chile perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.28 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad de Chile coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco31/08/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Claudio Fernandez foi breve depois da vitória por 3‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Dribles concretizados: 12. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
O bancoMatías Zaldivia tornou-se um homem de confiança do treinador
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Cristopher Toselli: 1 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.83 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universidad de Chile coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Plantel24/08/2026
Israel Poblete desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um penálti é o único momento do futebol em que não há onde esconder-se, e ele não o marcou. O caminho de volta foi longo, e a semana vai ser mais longa ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Carlos Pulgar e o Universidad de Chile acertam mais 3 anos.
Vitória por 2‑1 sobre o Cobresal, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Universidad de Chile marcou aos 115, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
Notas dos jogadores17/08/2026
Gonzalo Reyna, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.23
Um 8.23 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Charles Aránguiz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 20 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Não há pior forma de perder um futebolista. José Alburquenque pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Javier Altamirano e o Universidad de Chile acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Charles Aránguiz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/08/2026
Uma transferência que Simón Ramírez teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Simón Ramírez está a viver essa versão no Universidad de Chile, e costuma notar-se no primeiro mês.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Fabián Hormazábal quer futebol continental; se o Universidad de Chile o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Diego Beausejour é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Gary Sagal é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Luis Fernandez está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Faltavam 89 minutos e o San Marcos de Arica tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o Universidad de Chile não parou para dar explicações.
1 para Nicolás Fernandez, avaliado com 7.29, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Javier Altamirano quer futebol continental; se o Universidad de Chile o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Charles Aránguiz e o Universidad de Chile acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Charles Aránguiz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Israel Poblete estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Israel Poblete. 2‑0 sobre o San Marcos de Arica, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Israel Poblete continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.