45 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cerro Porteno perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Angel Fernandez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cerro Porteno as despedidas começaram em silêncio.
Leonel Pérez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel31/03/2036
Tyreece Campbell desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Cerro Porteno disse a Miguel Rodríguez que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
O banco31/03/2036
Salvador Fuster tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Cerro Porteno dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
27 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cerro Porteno perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cerro Porteno ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Leonel Pérez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Cerro Porteno lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel28/01/2036
Tyreece Campbell desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Miguel Lopez e o Cerro Porteno acertam mais 4 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Máximo Perrone está nela.
36 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cerro Porteno perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Cerro Porteno pagou $12.2M por Miguel Rodríguez, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O Cerro Porteno ofereceu $6.9M; o Fulham disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $4.1M porque Elis Bishesari é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Plantel31/12/2035
Uma transferência que Elis Bishesari teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Elis Bishesari está a viver essa versão no Cerro Porteno, e costuma notar-se no primeiro mês.
Ariel Gamarra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Cerro Porteno sabe em que fase está.
O Cerro Porteno e o Raków Częstochowa acertaram em $4.1M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
A proposta seguiu esta semana para o Fulham, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Cerro Porteno podem fingir não ter ouvido.
O Cerro Porteno ofereceu $4.7M; o Raków Częstochowa disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Cerro Porteno perguntou e o Estudiantes disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A proposta do General Caballero JLM por Álex Vázquez foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Angel Fernandez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cerro Porteno as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cerro Porteno coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cerro Porteno, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Angel Fernandez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cerro Porteno as despedidas começaram em silêncio.
Faustino Barone e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Álex Vázquez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Tyreece Campbell está nela.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Posição 2, 48 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Tomás Ahumada e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sergio Diaz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Cerro Porteno sabem-no.
Aos 33 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Ninguém no Cerro Porteno dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Sergio Diaz
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Cerro Porteno pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bartolomé Velásquez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cerro Porteno as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cerro Porteno coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sergio Diaz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Emanuel Kovacs tem a sua resposta do Cerro Porteno; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Hugo Benítez está nela.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No Cerro Porteno ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cerro Porteno perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 2, 48 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cerro Porteno, e não vai ser retirado.
Leonel Pérez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Cristian Gomez e o Cerro Porteno acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel17/09/2035
Álex Vázquez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco17/09/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Emanuel Kovacs
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bartolomé Velásquez está nela.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cerro Porteno, mais uma semana sem a assinatura de Ángel Arcos.
43 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cerro Porteno perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Robert Navarro agiu, no Cerro Porteno, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Leonel Pérez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel03/09/2035
Sergio Diaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Cerro Porteno, mais uma semana sem a assinatura de Robert Navarro.
Robert Navarro tem 33 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Cerro Porteno perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cerro Porteno, e não vai ser retirado.
Jogo30/06/2035
O Cerro Porteno torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Tomás Ahumada esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Cerro Porteno não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cerro Porteno, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cerro Porteno ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Jogo05/05/2035
Ninguém quer jogar contra o Cerro Porteno neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Tomás Ahumada esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel07/05/2035
Sergio Diaz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Cerro Porteno, e 5 jogos em 20 dizem que merece ser ouvido.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Diego Mastrángelo quer futebol continental; se o Olimpia o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
A primeira derrota em 5 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Cerro Porteno; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Plantel23/04/2035
Ángel Aguayo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Metade do calendário jogado, 1.º lugar, 25 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Em resumo
O bancoA vista do banco
O bancoIván Leguizamón tornou-se um homem de confiança do treinador
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Olimpia lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mateo Mendoza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Matías López esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Guarani levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco05/03/2035
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Santiago Acosta a uma sala que já as tinha ouvido.
O treinador reorganizou as ideias e Bautista Feversani saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emanuel Kovacs, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Olimpia, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Olimpia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Olimpia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Olimpia lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ángel Aguayo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cerro Porteno perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Real Frontera à espera com uma camisola. No Cerro Porteno ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Cerro Porteno podem fingir não ter ouvido.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Cerro Porteno estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Agustín Villalobos será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cerro Porteno as despedidas começaram em silêncio.
Tomás Ahumada esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Cerro Porteno perguntou e o Olimpia disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Em resumo
PlantelNicolás Mosca desentende-se com um colega por causa das exigências
46 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Cerro Porteno perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Diego Martínez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cerro Porteno as despedidas começaram em silêncio.
Leonel Pérez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Salvador Fuster quer futebol continental; se o Cerro Porteno o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolás Mosca estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jorge Mora, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nicolás Mosca está nela.
85 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Cerro Porteno perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Cerro Porteno podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Diego Mastrángelo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Cerro Porteno as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cerro Porteno coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/10/2034
Palavras no treino do Cerro Porteno sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tyreece Campbell está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Cerro Porteno, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Cerro Porteno ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sergio Diaz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cerro Porteno coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Emprestados28/08/2034
Os golos continuam a chegar do exílio de Thiago López
12 golos em 28 jogos no Rubio Nu — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Cerro Porteno alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Plantel28/08/2034
Demasiada mudança demasiado depressa no Cerro Porteno
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
55 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Cerro Porteno já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Cerro Porteno, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Tomás Ahumada e o Cerro Porteno acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Leonel Pérez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel07/08/2034
Palavras no treino do Cerro Porteno sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sergio Diaz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Cerro Porteno ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Cerro Porteno já se começa a dizer o nome dele no passado.
O negócio que levaria Fredy Silvero para o Libertad caiu na fase final e ele reapresenta-se no Cerro Porteno com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Cerro Porteno coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Cerro Porteno ofereceu $140.0K; o Guarani disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sergio Diaz estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel31/07/2034
7 caras novas e o Cerro Porteno ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Vitória por 4‑3 sobre o River Plate, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Verba acordada, salário acordado, e o Libertad à espera com uma camisola. No Cerro Porteno ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Cerro Porteno podem fingir não ter ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 14 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O negócio que levaria Nicolás Mosca para o Fernando de la Mora caiu na fase final e ele reapresenta-se no Cerro Porteno com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Cerro Porteno podem fingir não ter ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.