5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdelrahman Mano será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al Ahly as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Soufiane Benjdida estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Mohamed Hany esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
2 golos antes de o estádio acabar de chegar. O Ghazl El Mahalla passou o resto da tarde a jogar um jogo já decidido, e toda a gente nas bancadas sabia disso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Al Ahly ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Soufiane Benjdida está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Hussein El Shahat esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Al Ahly perguntou e o El Masry disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Abdelrahman Mano será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al Ahly as despedidas começaram em silêncio.
A série sem derrotas chega aos 24 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Verba acordada, salário acordado, e o Gil Vicente à espera com uma camisola. No Al Ahly ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
$3.8M era o máximo que o clube pagaria, e o Al-Ettifaq pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Jogo30/01/2027
O Al Ahly torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Al Ahly já falam dele no passado.
Direção01/02/2027
O Al Ahly fecha o mercado com um plantel feito por si
1 entradas e 2 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 5 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Chemseddine Nessakh, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Djamel Benlamri estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco21/12/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑3, ditas por Youcef Benaceur a uma sala que já as tinha ouvido.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.90 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Um 3‑2 sobre o Arab Contractors, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Mohamed Ali Ben Romdhane esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Al Ahly, e 0 jogos em 18 dizem que merece ser ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hady Reyad será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al Ahly as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Ahly coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yasser Ibrahim está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Zidan Nageh e o Al Ahly acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marwan Utaka, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Zizo assinar alguma coisa — um contrato no Al Ahly ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Mohamed El Shenawy: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Al Ahly a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do ES Mostaganem, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no ES Mostaganem coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mehdi Zeffane e o ES Mostaganem acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Plantel09/11/2026
Palavras no treino do ES Mostaganem sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Chouaib Boulkaboul está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.80 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Amine Saïd tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no ES Mostaganem coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco02/11/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Youcef Benaceur foi breve depois da vitória por 1‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Eliminado, 1‑3 com o CS Constantine, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Jogo17/10/2026
Não se vê o fim da espera do ES Mostaganem por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no ES Mostaganem tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O ES Mostaganem vai falar em 20 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Dribles concretizados: 33. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 33 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Ahly coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yasser Ibrahim estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Mohamed Hany no seu melhor
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no ES Mostaganem coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel12/10/2026
8 caras novas e o ES Mostaganem ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Ali Haroun: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o ES Mostaganem a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o ES Mostaganem vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Ali Haroun esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o ES Mostaganem terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Ninguém no ES Mostaganem sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em ES Mostaganem, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Dribles concretizados: 25. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Marwan Ateya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 18 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Al Ahly, e 0 jogos em 6 dizem que merece ser ouvido.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Ali Hegazi podia dar-se ao luxo de ser generoso.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Ali Haroun e o ES Mostaganem acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Ali Haroun e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Ali Haroun continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Djamel Benlamri estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O ES Mostaganem já telefonou ao Al Ahly. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.