«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que New York City podem fingir não ter ouvido.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o New York City beneficiou disso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No New York City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Daniel Aaronson não precisou: 7.67, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no New York City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No New York City vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Daniel Aaronson. 1‑0 sobre o Philadelphia Union, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
A proposta do New England Revolution por Christian Bradley foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O interesse é real o suficiente para ter chegado aos jornais. O New York City nada diz, o que em pleno mercado também é uma resposta.
Plantel18/03/2047
Máximo Carrizo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
15 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
Plantel18/03/2047
Jorthy Mokio tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no New York City dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
41 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
A eliminatória está fechada e do lado certo. 2‑1 esta noite, um balneário que não vai descer durante dia e meio, e uma ronda seguinte em que ninguém pensou ainda.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 123. O Atlanta United FC vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Tyler Reyna não precisou: 7.90, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em New York City já falam dele no passado.
Plantel15/10/2046
Palavras no treino do New York City sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Lasse Norgaard está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.