«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel15/11/2027
Raphael Obermair desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no St. Pauli coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martijn Kaars. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no St. Pauli admitiria. Nota-se aos sábados.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no St. Pauli. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Não se vê o fim da espera do St. Pauli por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no St. Pauli tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel18/10/2027
Palavras no treino do St. Pauli sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mathias Pereira Lage está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no St. Pauli coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Arkadiusz Pyrka apontou a data.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Taichi Hara. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel13/09/2027
Palavras no treino do St. Pauli sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Raphael Obermair está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O St. Pauli perguntou e o Bayern Munich disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Mathias Pereira Lage assinar alguma coisa — um contrato no St. Pauli ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Treina a sério, diz o que há a dizer e volta para um apartamento vazio. No St. Pauli ninguém fez nada de mal, e é justamente isso que torna tudo tão difícil de resolver.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que SC Freiburg podem fingir não ter ouvido.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
O SC Freiburg já telefonou ao Shrewsbury Town. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O nome de Philipp Lienhart não para de aparecer nas páginas desportivas alheias. O SC Freiburg nada diz, o que já diz muito.
O banco23/08/2027
Anthony Jung tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no SC Freiburg dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Philipp Treu: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o SC Freiburg a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Em resumo
O bancoO treinador faz uma promessa a Lukas Kübler
A verba é $6.9M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O SC Freiburg negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que St. Pauli podem fingir não ter ouvido.
Plantel23/08/2027
Raphael Obermair desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Às direções dizem-lhes durante anos o que fazem mal e não ouvem nada nos dias em que acertam. Este é um desses dias: Florian Müller do SC Freiburg por $6.9M, e uma bilheteira a ter uma manhã excelente.
O St. Pauli perguntou e o Bayern Munich disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Marius Gersbeck esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no St. Pauli admitiria. Nota-se aos sábados.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do SC Freiburg, e não vai ser retirado.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Robin Hack quer futebol continental; se o SC Freiburg o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no SC Freiburg coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Hannover 96 fica com o seu homem, e o SC Freiburg volta a uma lista com um nome riscado.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Vincenzo Grifo. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Florian Müller está nela.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no SC Freiburg admitiria. Nota-se aos sábados.
$96.0K era o máximo que o clube pagaria, e o FC Augsburg pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No St. Pauli ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Plantel09/08/2027
Raphael Obermair desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
8 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Bayer Leverkusen fica com o seu homem, e o St. Pauli volta a uma lista com um nome riscado.
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O fenómeno mais antigo do desporto: uma voz nova no balneário e de repente toda a gente está disponível para tudo. Raphael Onyedika treina como se a última ficha de jogo nunca tivesse existido, porque para ele não existe.
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel17/05/2027
Palavras no treino do SC Freiburg sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yuito Suzuki está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Rihito Yamamoto e o SC Freiburg acertam mais 4 anos.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Florian Müller, e o treinador deixou.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Philipp Lienhart assinar alguma coisa — um contrato no SC Freiburg ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Borussia Dortmund com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.97 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No SC Freiburg ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Foi preciso Vincenzo Grifo marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Bayer Leverkusen, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco30/11/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Thomas Friedrich não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do SC Freiburg também ninguém o escondia.
Um amarelo a mais e Vincenzo Grifo fica de fora. O SC Freiburg perde-o pelo tipo de motivo evitável que faz a semana de um treinador render menos.
Emprestados30/11/2026
Os golos continuam a chegar do exílio de Keisuke Goto
8 golos em 13 jogos no Sint-Truiden — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No SC Freiburg alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Christian Günter sai dessa comparação dentro da equipa, e o SC Freiburg beneficiou de cada uma dessas tardes.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Thomas Friedrich podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Florian Müller, e o treinador deixou.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Philipp Treu: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o SC Freiburg a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Daniel-Kofi Kyereh pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Florian Müller assinar alguma coisa — um contrato no SC Freiburg ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O SC Freiburg ficou sem tempo com o Hannover 96. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Ninguém no SC Freiburg sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
11 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
Christian Günter fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.