“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Young Violets pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Young Violets podem fingir não ter ouvido.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Young Violets sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Young Violets, e não vai ser retirado.
Notas dos jogadores08/11/2027
David Onisiwo, 17 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.70
Um 7.70 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 17. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Young Violets nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel08/11/2027
Palavras no treino do Young Violets sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marijan Österreicher está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Romeo Mörth e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 17 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Young Violets ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Young Violets coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/11/2027
Palavras no treino do Young Violets sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aleksa Ilić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. David Onisiwo pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
2‑1 frente ao Silkeborg, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Austria Wien coisas que levam mais de uma semana a retirar.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Austria Wien, e 0 jogos em 14 dizem que merece ser ouvido.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Reinhold Ranftl chama-lhe outra coisa em privado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
19 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Austria Wien perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A primeira derrota em 8 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Red Bull Salzburg; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Felix Fischer esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Austria Wien não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Đorđe Despotović, e o treinador deixou.
“Vejo todos os jogos do Austria Wien daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Wolfsberger AC segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Wolfsberger AC pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.87 ao lado do nome.
Giacomo Vrioni e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Giacomo Vrioni.
60 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Austria Wien perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Austria Wien pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Austria Wien, e não vai ser retirado.
O Austria Wien perguntou e o Sparta Prague disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Dinamo Zagreb ninguém diz, e no Austria Wien ninguém gosta de estar a adivinhar.
Avaliado com 8.13. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Austria Wien.
Plantel23/08/2027
11 caras novas e o Austria Wien ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Sebastian Jacob lesiona os ligamentos do joelho — 105 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 105 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $250.0K — um clube que quer Marcel Moswitzer ao ponto de perguntar duas vezes.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Moritz Wels e o Austria Wien acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O Red Bull Salzburg queria mais do que $230.0K e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
O Austria Wien perguntou e o Pisa disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tin Plavotić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Austria Wien ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Sascha Horvath esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/05/2027
Palavras no treino do Austria Wien sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tin Plavotić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Vejo todos os jogos do Austria Wien daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no GAIS segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco17/05/2027
Luka Ilić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Austria Wien dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Lee Tae-Suk assinar alguma coisa — um contrato no Austria Wien ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O Trelleborg está fora e o GAIS segue em frente, com um 2‑1 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Notas dos jogadores10/05/2027
David Onisiwo não podia pedir mais na estreia — 7.79
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.79, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No GAIS ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 14 ações, 7.23, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Manfred Fischer será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Austria Wien as despedidas começaram em silêncio.
Sascha Horvath e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel19/04/2027
Palavras no treino do Austria Wien sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luka Ilić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Austria Wien, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Austria Wien vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Uma média de 7.02 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Austria Wien têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Plantel15/03/2027
Tin Plavotić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Austria Wien lida com um homem que quer outro país.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Dominik Nišandžić e o Austria Wien acertam mais 4 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sanel Šaljić está nela.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Romeo Mörth compromete-se com o Young Violets por mais 5 anos.
Plantel08/03/2027
Philipp Maybach desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Murtaza Abrahmi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Felix Fischer, e o treinador deixou.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Young Violets ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
4 jogos e 0 golos não são uma época fora, são um ano perdido. Está de volta ao Young Violets sem ter avançado um passo, e todos os envolvidos vão explicar por que razão a culpa não foi deles.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Austria Wien já falam dele no passado.
Plantel22/02/2027
Palavras no treino do Austria Wien sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tin Plavotić está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Vejo todos os jogos do Austria Wien daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Hertha Wels segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luka Ilić está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Timo Königsmann, e o treinador deixou.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Austria Wien admitiria. Nota-se aos sábados.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Austria Wien. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Austria Wien, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Julian Gölles não são bons
DireçãoA formação do Austria Wien continua a produzir
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Austria Wien, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Manfred Fischer será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Austria Wien as despedidas começaram em silêncio.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no LASK ninguém diz, e no Austria Wien ninguém gosta de estar a adivinhar.
O telefone voltou a tocar por causa de Christoph Nicht, e desta vez do outro lado está o Bellinzona. No Austria Wien ouvem com educação e não prometem nada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tin Plavotić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Mikołaj Sawicki esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Austria Wien, e 0 jogos em 21 dizem que merece ser ouvido.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 37 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Austria Wien é como lidar com um homem a quem deve muito.
Antevisão28/12/2026
Os vizinhos são o próximo adversário do Austria Wien
Nada na semana que aí vem é normal. O Rapid Wien no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Luka Kambič lesiona os ligamentos do joelho — 18 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 18 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hertha Wels podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hertha Wels coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel30/11/2026
Palavras no treino do Hertha Wels sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Lang está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
O golo que pôs o Young Violets na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Hertha Wels empatou, 4 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel30/11/2026
Tin Plavotić desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 4 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Žarko Udovičić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Austria Wien e lutar pelo meu lugar.» 0 jogos em 13 no Hertha Wels dizem o resto.
O banco30/11/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Julian Lindner a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
O bancoLuka Ilić tornou-se um homem de confiança do treinador
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hertha Wels perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Tolga Günes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Terminou 3‑1, e a tarde foi de Yusuf Demir: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Hertha Wels.
Plantel23/11/2026
Palavras no treino do Hertha Wels sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michael Lang está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Yusuf Demir tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Plantel23/11/2026
Demasiada mudança demasiado depressa no Hertha Wels
9 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco23/11/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Stefan Schlager foi breve depois da vitória por 3‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Luka Kambič lesiona os ligamentos do joelho — 32 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 32 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Tolga Günes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/11/2026
Palavras no treino do Hertha Wels sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Amir Absalem está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Hertha Wels, mais uma semana sem a assinatura de Alfie Chang.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Juri Kirchmayr treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O banco16/11/2026
Marek Švec tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Hertha Wels dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Luan: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Hertha Wels a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Hertha Wels admitiria. Nota-se aos sábados.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Hertha Wels. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hertha Wels perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel09/11/2026
Uma transferência que Amir Absalem teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Amir Absalem está a viver essa versão no Hertha Wels, e costuma notar-se no primeiro mês.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Nicolas Keckeisen marcou, foi avaliado com 7.84 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Tolga Günes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Michael Lang estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tolga Günes, e o treinador deixou.
Aconteça o que acontecer, o Austria Wien não perde
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 11 ações, 7.13, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tin Plavotić estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Austria Wien, mais uma semana sem a assinatura de Manfred Fischer.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Austria Wien, e 0 jogos em 9 dizem que merece ser ouvido.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Sanel Šaljić sai dessa comparação dentro da equipa, e o Austria Wien beneficiou de cada uma dessas tardes.
Sascha Horvath e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Vejo todos os jogos do Austria Wien daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Hertha Wels segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Notas dos jogadores05/10/2026
Luka Ilić jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.37. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Aos 20 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Austria Wien vai tentar não fazer disso um caso.
Um ponto arrancado aos 86 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Žarko Udovičić e o Austria Wien acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Aleksandar Dragović está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
O banco05/10/2026
Luka Ilić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Austria Wien dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Luka Kambič lesiona os ligamentos do joelho — 84 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 84 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
0‑3 para o Stripfing, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Tolga Günes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Karim Conté estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel28/09/2026
14 caras novas e o Hertha Wels ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Luka Kambič lesiona os ligamentos do joelho — 92 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 92 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Segue-se o Stripfing, e há um homem no balneário do Hertha Wels que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Ninguém no Hertha Wels sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
101 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hertha Wels perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Nicolas Keckeisen não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Tolga Günes e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 9 ações combinadas e uma nota de 7.70, e nenhuma delas entrará num resumo.
Plantel14/09/2026
Karim Conté desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Hertha Wels joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Em resumo
O bancoA vista do banco
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Lukas Graf